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MARCOS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
DESTAQUE


Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Batalha. Leiria.



Painéis de São Vicente de Fora.



Torre de Belém. Lisboa.



Estátua equestre de El-Rei D. João IV. Em frente ao Paço Ducal. Vila Viçosa



A Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes foi extinta em 1966, quando a reforma do ministro Galvão Telles lhe retirou os rapazes (filiados), entregou os «centros» às escolas, e a transformou, assim, numa espécie de direcção-geral de actividades circum-escolares.

Voltou às origens com a reforma Veiga Simão, pelo Decreto-Lei n.º 486/71 de 8 de Novembro.

Mas os novos "associados" estavam tão preocupados com a sua modernização, que acabaram por a descaracterizar completamente.

Foi definitivamente extinta a 25 de Abril de 1974.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mocidade Portuguesa. Reforma das Actividades Gerais.
Projecto «Mocidade Para Um Milhão».
Estudo do Programa de Captação de Recursos (G).


 PÁGINA EM CONSTRUÇÃO - TEXTO NÃO DEFINITIVO

Índice do Projecto:




1.    Generalidades:

A «captação-de-recursos» era um dos programas, sem o qual, todos os outros ficariam irremediavelmente comprometidos. Mais. Ele era o fundamento de toda a «reforma». Sem esses recursos pouco ou nada seria possível.

Como já foi dito uma das bases da «reforma-das-actividades-gerais» era exactamente a possibilidade de se obterem recursos significativos para além dos subsídios do Estado, que sempre foram extremamente "magros" e, nalguns casos, irregulares.

Possibilitando assim a realização de actividades interessantes, para a grande massa de filiados e, não apenas para alguns, poucos.

Embora nos estudos a «captação-de-recursos» represente uma função autónoma, verdade era, que se esperava o empenhamento de todos e em todas as oportunidades.

Desde a receita conseguida com a venda de bilhetes para umas festas escolares, ou de umas rifas, durante as várias «chamas-da-mocidade», ao longo do ano, para o sorteio de produtos oferecidos para esse fim.

Bem, dos «amigos-do-centro» eram grandes as expectativas.

Passando ainda pelo próprio «mealheiro-do-filiado», que cada fosse enchendo moeda a moeda, por exemplo, para, no verão, pagar o transporte e a sua alimentação no acampamento de férias.

Mas a muitos mais teria de ser pedido o seu contributo, desde os menos aos mais abastados. Cada um daria consoante as suas possibilidades. Especialmente para actividades específicas do calendário anual.

Outras despesas, especialmente com a aquisição de equipamento, também precisavam de ser consideradas.

O esforço de captação teria de ser constante e isso é bem visível no calendário «outono-inverno + primavera-verão», para este «serviço», bem como, no seu «manual-geral-de-instruções».

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2.    O «mealheiro-do-filiado»:

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3.    «Amigos-dos-centros»:

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4.    Os «familiares-dos-filiado»:

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5.    Assinantes do «jornal-da-mocidade»:

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6.    Patrocinadores privados:

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7.    Câmaras municipais:

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8.    Outras entidades:

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9.    Apoios-em-dinheiro:

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10.   Apoios-em-espécie:

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11.   Facilidades recebidas:

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12.   Colaboração dos «delegados-provinciais/distritais »:

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13.   Colaboração dos «subdelegados-regionais»:

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14.   Colaboração dos «directores-dos-centros»:
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15.   Dirigentes «chefes-de-serviços-para-a-captação-de-recursos»:
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16.   Graduados «comandantes-de-serviços-para-a-captação-de-recursos»:
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17.   «Formações-de-Comando» dos graduados «comandantes-de-serviços-para-a-captação-de-recursos»:
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18.   Calendário «primavera-verão + outono-inverno»:

Tal como a quase totalidade dos «calendários», este também começava o ciclo anual no «outono», com a avaliação dos recursos obtidos e aplicados essencialmente nas actividades de «primavera-verão».

Desde sempre, a grande lacuna da Mocidade foi a falta de recursos para as actividades de «primavera-verão», que seriam o complemento natural das actividades de «outono-inverno», período em que era ministrada a instrução nos «centros».

Claro que algumas actividades de campo, como «marchas», por exemplo, e um ou outro acampamento de fim-de-semana, podiam ser praticadas no «outono-inverno», mas a época por excelência para o campismo, era realmente a «primavera-verão».

Começando com o «acampamento-da-Páscoa», seguido de mais um ou dois acampamentos de «fim-de-semana», até culminar no grande acampamento de férias no Verão.

Para a «captação-de-recursos», seria realmente no «outono, que se fazia a avaliação da “campanha” anterior, isto é: da «primavera-verão», e se planeava tudo o que se referisse ao ano seguinte.

Era também no «outono» que as equipas do «programa» se revezavam. Se não no todo, pelo menos parcialmente. Daí a importância da avaliação ser feita por todos, os que se mantinham ou saíam, mais os que estavam de chegada.

Este período também era propício a contactos com equipas de outros programas. Cada uma tinha sempre alguma coisa a acrescentar.

A partir de Janeiro, com o começo do inverno, era o tempo de partirem busca de novos e mais substanciais apoios, para a próxima “temporada” ou, simplesmente, a renovação de apoios anteriores.

Nesta tarefa se envolviam os «dirigentes», da «chefia-de-serviços», mais os «graduados» do «comando-de-serviços» e as respectivas «formações-de-comando». E, quando falamos no plural, estamos a referir-mo-nos aos seus «adjuntos».

Os primeiros a serem contactados, seriam os anteriores apoiantes, a quem, em devido tempo, se havia agradecido o apoio já dado, e feito o convite para visitarem os locais de acampamento, e que desde logo tinham passado à condição de «amigos-do-centro», «amigos-da-ala» ou «amigos-da-divisão».

Este trabalho, seria aquilo que se poderia designar por um trabalho de “sapa”. Pacientemente ir inventariado os possíveis doadores e começar por uns contactos pessoais ou o envio de umas cartas de apresentação.

Depois, neste segundo caso, era a visita para amostra do projecto ou projectos para a próxima «primavera-verão» que a equipa de «valorização-das-actividades» já havia elaborado.

Entretanto, nesta altura já havia ficado alguma documentação, para os possíveis apoiantes ou «patrocinadores» poderem ponderar com mais tempo e manifestar a sua intenção.

Em apoio deste trabalho, deveriam participar os «directores-de-centro», os muito importantes «subdelegados-regionais»/«comandantes-de-ala» que conheciam toda a gente, mais os «delegados provinciais/distritais»/«comandantes-de-divisão» para reforço de influência junto dos possíveis doadores mais importantes.

Ao chegar-se ao início da «primavera-verão» já haveria algumas confirmações positivas e também algumas escusas para esse ano. O normal neste trabalho. Mas o valor das confirmações já permitia às outras equipas dimensionarem as suas actividades.

Contudo, a tentativa de captação não parava, mesmo estando já a decorrer algumas actividades ao longo da «primavera». Agora já com projectos mais detalhados, o objectivo era o grande «acampamento-de-Verão».

Embora, neste espaço se trate principalmente da captação de recursos e exactamente por isso mesmo, era bom reconhecer que nem tudo poderia ser feito nos primeiros anos de execução do «projecto-de-reforma-das-actividades-gerais.

Todos os programas começavam com uns primeiros passos, ainda débeis, para depois irem crescendo ano após ano. A finalidade de todos estes esforços era, realmente, levar todos os rapazes para o campo.

Mas era de admitir que nos primeiros tempos, os rapazes fossem ano-sim, ano-não, quer aos acampamentos da «primavera» quer aos de «verão».

A forma de trabalho desta equipa de «captação-de-recursos» baseava-se em visitas semanais e reuniões, também uma por semana, de avaliação do trabalho feito e daquele ainda por fazer.

Como a maioria dos membros da equipa seriam estudantes, havia que conciliar os tempos indispensáveis de estudo e os tempos para a Mocidade.

Todos os membros da equipa seriam «vanguardistas» ou «cadetes» voluntários, recrutados nos «centros» com quadros excedentes, e para uma «missão» de um ano. Os que desejassem poderiam manter-se nesta equipa por mais um ano, findo o qual ou regressavam ao «centro» ou transitavam para outras equipas.

As visitas a doadores deveriam incluir sempre, pelo menos um «cadete-auxiliar-de-instrução-geral» e mais um ou dois elementos da equipa, designados pela «chefia-de-serviços»/«comando-de-serviços», quando não fossem os próprios.

De cada visita deveria resultar sempre um relatório-padrão e uma correspondência de agradecimento e continuação do assunto. Mesmo nos casos de resposta negativa.

Os modelos do relatório-padrão e de correspondência-padrão fariam parte do «manual-geral-de-instruções, bem como, instruções detalhadas sobre a forma de conduzir cada entrevista.

Ao nível da coordenação, diversas reuniões iriam acontecendo. Semanalmente, com a «chefia-de-serviços»/«comando-de-serviços»; quinzenalmente, com o «subdelegado-regional»/«comandante-de-ala»; e mensalmente, com o «delegado-provincial/distrital»/«comandante-de-divisão».

De todas estas reuniões se lavrariam actas, também segundo o modelo e directiva constante no «manual-geral-de-instruções, com cópias distribuídas por todos os participantes. No caso de reuniões com a participação do «delegado-provincial/distrital»/«comandante-da-divisão» e/ou o «subdelegado-regional»/«comandante-da-ala» seriam enviadas cópias, para conhecimento, à respectiva «direcção-de-serviços/inspecção/subinspecção» do «Comissariado-Nacional».

Claro que, nas reuniões com da equipa, estaria apenas a «chefia-de-serviços»/«comando-de-serviços» e, eventualmente, a «formação-de-comando», na totalidade ou em parte, o mesmo acontecendo com as reuniões com o «subdelegado-regional»/comandante-da-ala».

E, ainda, nas reuniões com o «delegado-provincial/distrital»/«comandante-da-divisão» aonde os «subdelegado-regional»/comandante-da-ala» teriam presença obrigatória, mais os elementos da «formação-de-comando», no todo ou em parte.

Acerca da presença dos elementos das «formações-de-comando», para além dos contributos que cada um pudesse dar, o mais importante, era a oportunidade de aprendizagem que tais reuniões representavam.

Como já foi dito, embora com a «primavera» a decorrer ou mesmo chegados ao «verão» o trabalho de captação continuava, mas, agora, com as tarefas repartidas entre o contacto com os doadores ou patrocinadores e os convites/acompanhamento para as visitas aos acampamentos.

Alguns decerto iriam aceitar, talvez muitos, e essa oportunidade era excelente para reforçar o vínculo dessas entidades à Organização. Tornando-os doadores ou patrocinadores com um carácter mais permanente, como convinha.

As ofertas tanto podiam ser em dinheiro (todos), como em géneros alimentícios (agricultores e comerciantes) ou material de equipamento (patrocinadores), sendo a gestão desses recursos feita de acordo com as regras mencionadas no «manual-geral-de-instruções».

E pronto. Assim chegávamos ao final de uma época e ao começo da próxima.

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19.   «Manual-geral-de-instruções»
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20.  
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Mocidade Portuguesa. Reforma das Actividades Gerais.
Projecto «Mocidade Para Um Milhão».
Estudo do Programa de Formação de Quadros (B).


 PÁGINA EM CONSTRUÇÃO - TEXTO NÃO DEFINITIVO

Índice do Projecto:


Índice do Programa de Formação de Quadros (B):
00 - Generalidades:   (ver)
01 - Cursos de Chefes de Quina:   (___)
02 - Aperfeiçoamento de «arvorados-em-comandantes-de-castelo:   (___)
03 - Curso de «comandantes-de-castelo»:   (___)
04 - Promoção de «comandantes-de-grupo-de-castelo»:   (___)
05 - Cursos de «comandantes-de-bandeira»:   (___)
06 - Promoção de «comandantes-de-falange»:   (___)
07 - Aperfeiçoamento de «comandantes-de-zona»:   (___)
08 - Aperfeiçoamento de «comandantes-de-serviços»:   (___)
09 - Aperfeiçoamento para o «ajudantes-de-campo»:   (___)
10 - Aperfeiçoamento para «comandantes-de-ala»:   (___)
11 - Aperfeiçoamento para «comandantes-de-divisão»:   (___)
12 - Cursos de especialistas para «formações-de-comando»:   (___)
13 - Cursos de «cadetes-auxiliares-de-instrução»:   (___)
14 - Cursos de «orientação-para-dirigentes-adultos»:   (___)
15 - Funcionamento das «escolas-de-graduados»:   (___)
16 - Funcionamento dos «centros-de-instrução-de-quadros»:   (___)
17 - Funcionamento dos «acampamentos-escola»:   (___)
18 - Interoperabilidade entre este «programa» e os outros programas:   (___)
19 - Dirigentes «chefes-de-serviços-para-a-formação-de-quadros»:   (___)
20 - Graduados «comandantes-de-serviços-para-a-formação-de-quadros»:   (___)
21 - «Formações-de-comando» dos graduados «comandantes-de-serviços-para-a-formação-de-quadros»:   (___)
22 - Desdobráveis, folhetos, brochuras, cartazes, boletins, Postais, fotografias, jornais e outro material impresso:   (___)
23 - Registos em fita-magnética para difusão sonora:   (___)
24 - Slides...:   (___)
25 - Filmes de curta metragem do arquivo da Organização:   (___)
26 - Centros de Visitantes e Exposições Itinerantes:   (___)
27 - Casas da Mocidade:   (___)
28 - Calendário «Outono-Inverno e Primavera-Verão»:   (___)
29 - Manual Geral de Instruções:   (___)



02 - Cursos de Chefes de Quina:

Embora o «chefe-de-quina» fosse o posto mais baixo da cadeia hierárquica, era no entanto o mais importante. Da realização desses cursos iria depender mais tarde a disponibilidade de alunos para as «escolas-de-graduados.

Ora como cada «quina» tinha seis filiados, o número de «chefes-de-quina» a formar anualmente andaria próximo dos 166.667 aos quais se deveria acrescentar uns 20%, para os que estivessem colocados nas «formações-de-comando» e outros corpos ou impedimentos equiparados, o que nos colocaria num número cerca de 200.000. Mas não. Se considerar-mos que cada um deles se manteria nesse posto por um período entre dois e três anos, podemos dividir os 200.000 por 2.5 e teremos apenas 80.000, o que, apesar de tudo, não deixa de ser um desafio significativo.

Mas outro factor deverá ser tido em consideração. Não podemos saltar do «quase nada» para o «quase tudo». Se pudéssemos começar em 1940/41, com um «quase-nada» da ordem dos 621 «chefes-de-quina», considerando o que vinha de trás, e evoluir progressivamente com com uma taxa de crescimento de 27,5% ao ano, o «quase-tudo» em 1960/61 representava - se pudermos vir a demonstrar ser enquadrável no projecto -, que o sucesso estaria ao nosso alcance, como se poderá ver mais abaixo. Mas, mesmo assim, seria um grande esforço para apenas 20 anos.

1936/37 - 235 C.Q.
1937/38 - 299 C.Q.
1938/39 - 382 C.Q.
1939/40 - 487 C.Q.
____________________

1940/41 - 621 C.Q.
1941/42 - 791 C.Q.
1942/43 - 1.009 C.Q.
1943/44 - 1.286 C.Q.
1944/45 - 1.640 C.Q.
1945/46 - 2.091 C.Q.
1946/47 - 2.666 C.Q.
1947/48 - 3.400 C.Q.
1948/49 - 4.335 C.Q.
1949/50 - 5.527 C.Q.
1950/51 - 7.047 C.Q.
1951/52 - 8.984 C.Q.
1952/53 - 11.455 C.Q.
1953/54 - 14.605 C.Q.
1954/55 - 18.622 C.Q.
1955/56 - 23.743 C.Q.
1956/57 - 30.272 C.Q.
1957/58 - 38.597 C.Q.
1958/59 - 49.212 C.Q.
1959/60 - 62.745 C.Q.
1960/61 - 80.000 C.Q.

Nos primeiros anos a maior parte dos formandos estaria nos «centros-escolares», no entanto com a activação progressiva, mas a bom ritmo, dos «centros-escolares-primários», e a criação de numerosos «centros-extra-escolares, passariam estes, pelo seu elevado número, a contribuirem com mais diplomados, até que, finalmente, sob o efeito das acções de «retenção-nas-fileiras» e do aumento da juventude escolarizada, voltariam os «escolares» a melhorar o seu contributo.

Os indicadores acima mencionados, são elementos globais. Havendo que estudar a sua repartição por «centros», «alas» e «divisões».

Considerando a idade dos rapazes em tempo de formação (9 aos 13 anos), o currículo e tempo de instrução, a actividade não poderia exceder aquilo que sempre foi mencionado pelas «directivas» do Comissariado Nacional. Qualquer melhoria teria que resultar da disponibilidade de «material-de-instrução» em texto com muitas gravuras, para não alterar o carácter eminentemente prático deste nível de formação.

Do «chefe-de-quina» pretendia-se que fosse o mais experiente, o mais conhecedor e o mais entusiasta, assíduo e dedicado da «quina», mas não o «sabe-tudo» que desmotivava os demais.

Ele era também o fiel-depositário do «livro-de-quina, a relíquia, daquele grupo de seis rapazes. O local aonde se guardavam os trabalhos individuais e colectivos da «quina» feitos ao longo do ano.

A par da instrução nos «centros» em «castelos» de formandos, consideráva-se de grande importância as marchas pelo campo e a vida em acampamento, para a sua formação. O «Acampamento-da-Páscoa», os «acampamentos de fim-de-semana», pelo menos dois, e um «acampamento-padrão» nas férias-grandes. Para o acampamento-padrão já iam promovidos, mas na qualidade de «chefes-de-quina-estagiários».

Segundo algumas orientações que fizeram doutrina no princípio dos anos quarenta, a promoção a «chefes-de-quina» não resultava da frequência de um «curso-de-promoção», como aconteceu mais tarde, mas sim de uma escolha feita de entre os filiados «infantes-de-1.ª-classe» mais bem classificados nas respectivas provas, ou dos filiados «vanguardistas» na mesma situação.

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(continua)

03  Aperfeiçoamento de «arvorados-em-comandantes-de-castelo:
03.0   Generalidade


Embora muitos considerem que «arvorado-em-comandante-de-castelo» não era posto, mas sim uma situação, não deixaria de representar uma parte importante das nossas preocupações, pois, ao substituir o «comandante-de-castelo, ele assumia uma responsabilidade, como se já tivesse frequentado o respectivo curso de promoção.

Daí o cuidado dos «centros» em escolher os candidatos de entre os «chefes-de-quina» mais aptos e mais antigos. E de lhes proporcionar uma acção de formação que, em muitos casos, quase que assumia as características de um curso. Aproximando-se do programa dos cursos-de-comandante-de-castelo»

No âmbito deste estudo, as nossas preocupações não só estão apontadas para o comando de um «castelo» que ele iria assumir, como estamos a tentar não perder de vistas as funções que mais tarde viria a desempenhar nas «formações-de-comando» ou no «corpo-de-reserva» da «Ala» ou da «Divisão». Não nos esqueçamos de que se estava a lidar com efectivos muito grandes.

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(continua)

04 - Curso de «comandantes-de-castelo»:

O graduado «comandante-de-castelo», como já foi dito, comandava uma «formação» de cinco «quinas» de seis filiados cada, incluindo o «chefe-de-quina» e, quando acampasse isolado, poderia ficar sob o comando de um graduado «comandante-de-grupo-de-castelos» e assumir as funções de «segundo-comandante» e de «chefe-da-formação-de-comando». Noutras circunstâncias poderia ser-lhe atribuída ou não uma «formação-de-comando»

Os «cursos-de-comandante-castelo» funcionavam em Lisboa, na «Escola Central/Nacional de Graduados» e nas «escolas-regionais-de-graduados» que existiram no Porto, Coimbra, Faro, Funchal e Ponta Delgada. No entanto, face ao presente estudo da «Mocidade Para Um Milhão» o efectivo de «comandantes-de-castelo» requerido, era de tal forma elevado, que, não só teria de funcionar em todas as províncias/distritos, como outras cidades ou vilas principais teriam que ser contempladas.

Talvez tenhamos que começar por avaliar o efectivo requerido para o tal «milhão» acrescentando depois uma percentagem provisória para as «formações-de-comando» e para as «formações-de-reserva». Porventura uns 20%.

Seguindo o critério já adoptado para os «chefes-de-quina» vamos começar por dividir 1.000.000 por 30 (o efectivo de um «castelo») e temos 33.334 que, com o tal acréscimo de 20% ficaríamos em 40.000. Um belo número, mas que ainda não será o definitivo, porque devemos também aqui considerar uma permanência no posto entre dois a três anos. temos então 40.000 a dividir por 2.5 e chegamos a 16.000 graduados «comandante-de-castelo para formar só no ano de 1960/61. É importante recordar que a Mocidade entre 1937 e 1961 só conseguiu formar um total de aproximadamente 10.000 graduados, aonde se supõe estarem incluídos os graduados «comandantes-de-bandeira» também com frequência de curso.

Se partir-mos de um « de quase-nada» 124 «comandantes-de-castelo» em 1940/41 com a mesma taxa de crescimento de 27,5%, chegaremos ao «quase-tudo» de 16.000 graduados «comandantes-de-castelo» em 1960/61. Bem. Da mesma maneira que poderemos ter dúvidas se a Organização era capaz de formar os tais 621 «chefes-de-quina» ao ano em 1940/41, também nos é lícito duvidar da capacidade de formar 124 «comandantes-de-castelo» no mesmo ano. Sob o ponto de vista formal, a resposta é não. A Mocidade não formou nesse ano semelhante número, mas não nos esqueçamos de que, aqui, estamos a falar de uma grande reforma das actividades-gerais, que incluía vários «programas», uma grande diversidade de «sub-programas» e o recurso a ideias completamente diferentes do que era o pensamento da época, face às realidades consideradas possíveis.

É fundamental não perder-mos de vista a necessidade de uma nova mentalidade, para se atingirem os objectivos propostos, que, no caso dos «comandantes-de-castelo», a seguir se mencionam:

1936/37 - 39 C.C.
1937/38 - 50 C.C.
1938/39 - 76 C.C.
1939/40 - 97 C.C.
____________________

1940/41 - 124 C.C.
1941/42 - 158 C.C.
1942/43 - 201 C.C.
1943/44 - 257 C.C.
1944/45 - 328 C.C.
1945/46 - 418 C.C.
1946/47 - 533 C.C.
1947/48 - 680 C.C.
1948/49 - 867 C.C.
1949/50 - 1.105 C.C.
1950/51 - 1.409 C.C.
1951/52 - 1.796 C.C.
1952/53 - 2.291 C.C.
1953/54 - 2.921 C.C.
1954/55 - 3.724 C.C.
1955/56 - 4.748 C.C.
1956/57 - 6.054 C.C.
1957/58 - 7.719 C.C.
1958/59 - 9.842 C.C.
1959/60 - 12.549 C.C.
1960/61 - 16.000 C.C.

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05 - Promoção de «comandantes-de-grupo-de-castelo»:

A promoção dos graduados «comandante-de-grupo-de-castelos», era feita por «mérito», nos termos do «regulamento-de-instrução-e-promoção-de-graduados» (R.I.P.G.) que regulava a promoção de todos postos hierárquicos, incluindo a dos «chefes-de-quina». E, neste caso as promoções reportavam-se a 28 de Maio, uma data simbólica para o Estado Novo, e a 1 de Dezembro, também uma data simbólica, mas para a Mocidade. Sendo as propostas enviadas pelos «centros» através das «delegações provinciais/distritais, mais ou menos com um mês de antecedência para receber os pareceres, incluindo o do «conselho-de-disciplina» da Organização.

Aparentemente não havia nenhuma cerimónia especial de imposição das insígnias, salvo se o «director-do-centro» tomasse essa iniciativa, o que era de louvar, por diversas razões: respeito pela dignidade do posto; respeito pela dignidade do graduado promovido e; um exemplo a seguir pelos demais filiados.

Estranhamente estas promoções ocorriam em número muito reduzido. Em muitos «centros» era considerada uma recompensa, atribuída ao «comandante-do-centro», embora para «recompensas» o «regulamento-de-disciplina» da Organização, previa a existência de três medalhas: «medalha-de-assiduidade», a «medalha de dedicação» concedidas pelo Comissário Nacional, e a «medalha-de-altos-serviços», esta concedida pelo ministro da Educação, sob proposta do Comissário Nacional. Estes altos serviços deviam ser tão altos, tão altos, que a medalha, em quase quarenta anos de Mocidade, nunca foi concedida. Era, de certo modo conhecida como a "torre e espada da casa", pois o filiado que a recebesse passaria a ter honras de graduado «comandante-de-falange», o posto mais elevado da Organização, e o direito ao uso das respectivas insígnias.

Mas, voltemos aos «comandantes-de-grupo-de-castelos». Talvez porque não existia curso de promoção como acontecia para os graduados «comandantes-de-bandeira», o número destes era muito superior ao daqueles, quando, em condições normais deveriam existir quatro «comandantes-de-grupo-de-castelos» por cada «comandante-de-bandeira».

Depois disto, é chegado o momento de avaliar o efectivo de «comandantes-de-grupo-de-castelos» à luz da nossa «reforma das actividades-gerais»: a primeira conclusão é de que algo tinha de mudar; a segunda é de que iriam ser necessários muitos «comandantes-de-grupo-de-castelos»; a terceira, é de que para tão elevado número a promoção por mérito talvez não fosse o processo mais adequado; e a quarta, que o novo sistema ia exigir maiores qualificações.

O comando efectivo dos castelos isolados, em acampamento, embora com a presença de um «dirigente-adulto» ou de um «cadete-auxiliar-de-instrução-geral», as «formações-de-comando», e o os «corpos-de-reserva» das Alas e Divisões, iriam confrontá-lo com novas e mais complexas tarefas, especialmente ao nível do calendário «Outono-Inverno + Primavera-Verão e dos «manuais-gerais-de-instruções»

Pensa-se, portanto, que estes graduados deviam passar por uma «escola-de-graduados» ou por um «acampamento-escola», incluindo as tarefas de formação pré-escolares, para ver certificada a sua qualificação para o posto.

Tal como se fez para os «chefes-de-quina» e para os «comandantes-de-castelo» vamos tentar avaliar o efectivo de «comandantes-de-grupo-de-castelos» minimamente necessários no âmbito deste «programa». Como os «comandantes-de-castelo» eram 16.000 e um grupo tinha três castelos, logo, vamos considerar um efectivo de 5.333, a calcular exactamente da mesma maneira que fizemos.

A idade de frequência do curso devia situar-se nos 16 anos, com a possibilidade de antecipar um ano, ou adiantar até dois anos. Tudo dependendo de uma avaliação tendo como referência a robustez física a «progressão-na-carreira» e as actividades em que o candidato tivesse estado envolvido. A proposta de frequência do curso seria feita pelo «director-do-centro + comandante-do-centro» e despachada pelo «dirigente subdelegado-regional + graduado comandante-da-ala» para os cursos de «comandante-de-castelo» e «comandante-de-grupo-de-castelos»

A promoção nos termos do R.I.P.G. era da competência do «Comissário-Nacional» mediante proposta do «dirigente-director + graduado-comandante» da «escola-de-graduados» ou do «acampamento-escola».

Também se considerava importante que tanto o graduado «comandante-de-grupo-de-castelos», como o graduados «comandante-de-castelo» estivessem habitualmente acompanhados, no exercício das suas funções, por «cadetes-auxiliares-de-instrução-geral».

1936/37 - 9 C.C.
1937/38 - 11 C.G.
1938/39 - 14 C.G.
1939/40 - 18 C.G.
____________________

1940/41 - 23 C.G.
1941/42 - 29 C.G.
1942/43 - 38 C.G.
1943/44 - 48 C.G.
1944/45 - 61 C.G.
1945/46 - 78 C.G.
1946/47 - 100 C.G.
1947/48 - 127 C.G.
1948/49 - 162 C.G.
1949/50 - 206 C.G.
1950/51 - 263 C.G.
1951/52 - 336 C.G.
1952/53 - 428 C.G.
1953/54 - 545 C.G.
1954/55 - 696 C.G.
1955/56 - 887 C.G.
1956/57 - 1.131 C.G.
1957/58 - 2.574 C.G.
1958/59 - 3.282 C.G.
1959/60 - 4.184 C.G.
1960/61 - 5.335 C.G.

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(continua)

06 - Cursos de «comandantes-de-bandeira»:

Os graduados «comandante-de-bandeira, desde sempre, assumiram o comando dos «centros» e «alas» mais numerosas e, de uma forma geral, o das «divisões». Contudo a activação dos grandes efectivos, previstos na «reforma-das-actividades-gerais, iria aumentar de forma quase exponencial o número de «postos-de-comando» a eles destinados.

Tal como já se mencionou, a tarefas inerentes ao calendário «Outono-Inverno + Primavera-Verão» e ao «manual-geral-de-instruções» da sua «unidade-de-instrução» ou outras actividades para que estivesse nomeado, iriam exigir mais competência e responsabilidade, devendo a sua formação tornar-se mais exigente.

O graduado «comandante-de-bandeira» colaborava com 4 comandantes-de-grupo-castelos», mais 12 «comandantes-de-castelo», mais 60 «chefes-de-quina», mais o efectivo da «formação» ou «formações-de-comando» que lhe fossem atribuídas.

Quando acampasse isolado com a sua «bandeira», ficava como «segundo-comandante», na dependência do «comandante-de-falange» que lhe fosse atribuído e chefiava a «formação-de-comando» da «bandeira», que poderia chegar a ser, o conjunto de todas as «formações-de-comando» das subunidades da «bandeira». Noutro local é tratado o assunto das «formações-de-comando». As atribuições detalhadas de cada «formação-de-comando» constitui um dos capítulos obrigatórios dos «manuais-gerais-de-instruções».

Para além dos trabalhos lectivos do período pré-escolar (correspondência), estava-lhe reservada a frequência de uma «escola-de-graduados» ou «campo-escola» aonde funcionassem apenas os cursos de «comandantes-de-bandeira» e os cursos de «comandante-de-falange, para o enquadrar num ambiente mais exigente e selectivo.

A proposta para a frequência destes cursos, embora inicializada pelo «dirigente-director-do-centro» mais o graduado «comandante-de-centro», eram formalizadas pelo «dirigente-subdelegado-regional» + «graduado-comandante-da-ala» e despachada pelo «dirigente-delegado-provincial/distrital» + «graduado-comandante-de-divisão».

O efectivo a formar ao longo dos anos, encontra-se mencionado mais abaixo e constitui um quarto do efectivo considerado para a formação dos graduados comandantes de «grupo-de-castelos».

1936/37 - 4 C.B.
1937/38 - 5 C.B.
1938/39 - 6 C.B.
1939/40 - 8 C.B.
____________________

1940/41 - 10 C.B.
1941/42 - 13 C.B.
1942/43 - 17 C.B.
1943/44 - 21 C.B.
1944/45 - 27 C.B.
1945/46 - 35 C.B.
1946/47 - 44 C.B.
1947/48 - 57 C.B.
1948/49 - 72 C.B.
1949/50 - 92 C.B.
1950/51 - 117 C.B.
1951/52 - 150 C.B.
1952/53 - 191 C.B.
1953/54 - 243 C.B.
1954/55 - 310 C.B.
1955/56 - 396 C.B.
1956/57 - 505 C.B.
1957/58 - 644 C.B.
1958/59 - 821 C.B.
1959/60 - 1.046 C.B.
1960/61 - 1.334 C.B.

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(continuação)

07 - Promoção de «comandantes-de-falange»:

O graduado «comandante-de-falange» colaborava com 2 graduados «comandantes-de-bandeira», mais 8 «comandantes-de-grupo», mais 24 «comandantes-de-castelo», mais 120 «chefes-de-quina», mais a «formação-de-comando» da «falange» que poderia incluir as «formações-de-comando» das suas «subunidades».

A proposta de frequência do curso e as condições de frequência, eram semelhantes à dos «comandantes-de-bandeira» e tanto num caso como noutro, era desejável que incidissem em estudantes universitários, embora se reconhecendo que se esse desiderato fosse conseguido para 50% dos candidatos já era um bom objectivo.

Além do comando de «bandeiras» e de «falanges» estes graduados estavam indicados para serem destacados para o «comando-de-divisões», «comando-de-alas», «comandos-de-serviços» e «comandantes-de-zona» a nível provincial/distrital, e para o «comando-de-inspecções-nacionais-de-zonas», o «comando-de-serviços-nacionais», o «comando-de-inspecções-nacionais» e para o «comando-de-subinspecções-nacionais», algo que como já foi afirmado só será tratado no final dos estudos.

Outra questão que se pretendia é que tanto os graduados «comandante-de-bandeira» como os «comandante-de-falange», não estivessem sozinhos no exercício dos seus «comandos», mas sempre acompanhados por «dirigentes-adultos». Mais do que uma relação de dependência, desejava-se que fosse uma relação de entendimento. O diálogo seria a nota dominante e, enquanto não houvesse entendimento não haveria decisão.

O modelo de disciplina jamais seria do tipo militar. Ele deveria valorizar acima de tudo o diálogo e a qualidade das relações.

1936/37 - 2 C.F.
1937/38 - 3 C.F.
1938/39 - 4 C.F.
1939/40 - 5 C.F.
____________________

1940/41 - 6 C.F.
1941/42 - 8 C.F.
1942/43 - 11 C.F.
1943/44 - 14 C.F.
1944/45 - 17 C.F.
1945/46 - 22 C.F.
1946/47 - 28 C.F.
1947/48 - 36 C.F.
1948/49 - 46 C.F.
1949/50 - 59 C.F.
1950/51 - 75 C.F.
1951/52 - 95 C.F.
1952/53 - 95 C.F.
1953/54 - 122 C.F.
1954/55 - 155 C.F.
1955/56 - 198 C.F.
1956/57 - 252 C.F.
1957/58 - 322 C.F.
1958/59 - 410 C.F.
1959/60 - 523 C.F.
1960/61 - 667 C.F.

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(continuação)

08 - Aperfeiçoamento de «comandantes-de-zona»:

Nas Alas de maiores efectivos, existiam dirigentes «chefes-de-zona» e graduados «comandantes-de-zona», que poderiam ser da «zona-dos-liceus», da «zona das técnicas» e dos restantes tipos de centros, e cujas funções era acompanhar todos os assuntos a eles referentes.

Com a introdução de um intenso programa de actividades de campo, do calendário «Outono-Inverno + Primavera-Verão» e do «manual-geral-de-instruções» as tarefas que lhe estavam acometidas passam a ser de grande volume e complexidade. Daí a importância de passarem regularmente por acções de formação, promovidas pelas «divisões» ou pelas «inspecções-de-zona» nacionais, no âmbito de uma «escola-de-graduados» ou de um «acampamento-escola», com o carácter de um tirocínio-prévio, o que levava à constituição de um «corpo-de-graduados-tirocinados» para diversas funções superiores.

Embora a acções de formação fossem leccionadas pelos graduados mais antigos, tanto «comandantes-de-falange» como «comandantes-de-bandeira» era da maior conveniência a presença de pelo menos um «dirigente-adulto» no «conselho-escolar» e, no acompanhamento da acção de formação em geral.

(continuação)

09 - Aperfeiçoamento de «comandantes-de-serviços»:

Com o incremento dos vários programas referentes à «reforma-das-actividades-gerais» a chefia de serviços, até então, assumindo o todo «actividades-gerais» tenderia a desdobrar-se nas várias áreas estudadas, passando de uma para cinco, seis ou mais «chefias-de-serviços», e levando cada uma, a receber, além do dirigente «chefe-de-serviços», o seu graduado «comandante-de-serviços», mais um «adjunto-do-comandante-de-serviços», e a respectiva «formação-de-comando» chefiada por este.

Ao «comandante-de-serviços» e o seu «adjunto» estava reservado um vasto conjunto de afazeres e responsabilidades, descritos no calendário «outono-inverno + primavera-verão» e no «manual-geral-de-instruções» do «serviço». Logo, teriam necessitar de passar por uma formação específica, tal como já referimos para os «comandantes-de-zona».

Os cursos de «comandantes-de-falange» e de «comandantes-de-bandeira» já abordariam algumas matérias sobre estes assuntos. Mas não eram específicos. Tinham um carácter mais abrangente e por isso generalista.

Dai a importância de se desenhar um curso com as características adequadas. A funcionar igualmente em «escola-de-graduados» ou «acampamento-escola». Podendo até contemplar a especificidade de cada «serviço» ou a de todos «serviços» ao mesmo tempo, como se verá mais adiante.

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(continuação)

10 - Aperfeiçoamento para o «corpo-de-ajudantes-de-campo:

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(continuação)

11 - Aperfeiçoamento de «comandantes-de-ala»:

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(continuação)

12 - Aperfeiçoamento de «comandantes-de-divisão»:

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(continuação)

13 - Cursos de «especialistas-para-formações-de-comando»:
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(continua)

14 - Cursos de «cadetes-auxiliares-de-instrução»:

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(continua)

15 - Cursos de «orientação-para-dirigentes-adultos»:

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(continua)

16 - Funcionamento das «escolas-de-graduados»:

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(continua)

17 - Funcionamento dos «centros-de-instrução-de-quadros»:

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18 - Funcionamento dos «acampamentos-escola»:

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(continua)

19 - Recursos humanos afectos à gestão deste «programa»:

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20 - Interoperabilidade entre este «programa» e os outros «programas»:

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21 - Dirigentes «chefes-de-serviços-para-a-formação-de-quadros»:

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22 - Graduados «comandantes-de-serviços-para-a-formação-de-quadros»:

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23 - «Formações-de-comando» dos graduados «comandantes-de-serviços-para-a-formação-de-quadros»:

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24 - Calendário «outono-inverno + primavera-verão»»:

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25 - «Manuais-gerais-de-instruções»

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(continua)

Mocidade Portuguesa. Reforma das Actividades Gerais.
Projecto «Mocidade Para Um Milhão».
Estudo do Programa de Destacamento de Quadros (D).


 PÁGINA EM CONSTRUÇÃO

Índice do Projecto:



1.    Generalidades:

A função do «destacamento-de-quadros» era feita, ao nível de «divisão», pela respectiva «chefia-de-serviços»/«comando-de-serviços» com base num complexo programa de crescimento das necessidades.

Tal como, no texto correspondente ao «programa-de-formação-de-quadros» se simulou um crescimento dos mesmos, entre 1940/41 e 1960/61, a uma taxa de 27,5%. Também no tocante aos «centros» tínhamos que tentar conhecer o número e dimensão dos existentes, por espécie.
Parte disso estava disponível em ficheiro. Pelo menos o número, espécie e localização dos existente.

No caso dos «centros-escolares-primários», sendo conhecido o número e dimensão, havia apenas que estabelecer o percurso de activação que não poderia andar muito fora dos «quadros» disponíveis pelo esforço de «formação».

A prioridade iria naturalmente para os grandes centros urbanos, aonde se situavam outros «centros» capazes de cederem alguns quadros, embora numa fase inicial que poderia ser maior ou menor, as actividades da Mocidade chegariam sob a forma de visitas periódicas de divulgação. Primeiro de seis em seis meses, depois de três em três meses e mais tarde mensais. E asseguradas por equipas que nalguns casos seriam da «Ala/Região» e noutros da «Divisão/Província»

Com os quadros que fossem ficando disponíveis, organizavam-se a tais equipas de visitantes, que, mesmo com a condicionante da periodicidade, ainda não poderiam chegar a todos os «centros». Teria que se começar por um pequeno número e ir progressivamente crescendo em número de centros visitados até se alcançar a totalidade já próximo do final do programa, em 1960/61.

No caso dos «centros-extra-escolares» a condicionante estaria no crescimento do «centro» e na criação de novos «centros», embora não fosse de excluir um regime de visitas periódicas para compensar as fragilidades existentes.

Visitas por equipas de outros programas seriam também de considerar, mesmo para os «centros-escolares-primários», os mais numerosos, e portanto aqueles que representavam um maior desfio.

Contudo, seriam os «centros-escolares» os primeiros beneficiados, pois era daí que se poderia esperar «destacamentos» a mais curto prazo.

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(continuação)

2.    Método estatístico de calcular as necessidades de quadros:

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3.    Planeamento a longo prazo dos «destacamentos-de-quadros».

Embora os «destacamentos» fossem feitos anualmente, a sua previsão deveria cobrir os 20 anos de duração da «reforma-das-actividade-gerais». Claro que se tratava de um documento teórico, mas era fundamental para se poder ir avaliando os «desvios» para mais e para menos.

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(continuação)

4.    Destacamentos nos «centros-escolares-primários»:

Tal como com os demais centros, o «destacamento» de «quadros» pretendia cobrir as necessidades de enquadramento resultantes do aumento de frequência por parte dos filiados, e pela existência de um maior número de «centros».

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5.    Destacamentos nos «centros-extra-escolares»:

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6.    Destacamentos nos «centros-escolares»:

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7.    Colaboração-dos-subdelegados-regionais:

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8.    Colaboração-dos-directores-dos-centros:

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9.    Dirigentes «chefes-de-serviços-para-a-captação-de-recursos»:

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10.   Graduados «comandantes-de-serviços-para-a-captação-de-recursos»:

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11.   «Formações-de-comando» dos graduados «comandantes-de-serviços-para-a-captação-de-recursos»:

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12.   «Manuais-gerais-de-instruções»:

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13.  

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14.  

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Mocidade Portuguesa. Reforma das Actividades Gerais.
Projecto «Mocidade Para Um Milhão».
Estudo do Programa de Valorização das Actividades (E).


 PÁGINA EM CONSTRUÇÃO - TEXTO NÃO DEFINITIVO

Índice do Projecto:




1.    Generalidades

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2.    Marchas:

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3.    Acantonamentos:

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4.    «Acampamentos-de-fim-de-semana»:

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5.    «Acampamento-da-Páscoa»:

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6.    «Colónias-de-férias»:

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7.    «Acampamentos-padrão»:
7.1   Generalidades:

O regulamento de Campismo de 1942, previa vários tipos de actividades de campo, contudo a ideia do acampamento-padrão, pretende contemplar um acampamento de média dimensão, para um efectivo máximo de oito «grupos-de-castelos» (em dois turnos) e uma duração de quatro semanas para cada turno.

Tratava-se pois de um acampamento de «verão», que, tanto se podia adaptar a «acampamento-de-férias», ou simplesmente, «campos-de-férias», como a «acampamento-escola». Embora se deva perceber que, na Mocidade, "lazer" não era "comer e dormir". Nos primeiros anos do período para a «reforma-das-actividades» (5 a 10 anos), a sua organização estaria vocacionado para ser iniciativa das «divisões». Embora nos anos seguintes já poderiam ser promovidos pelas «alas», altura em que as «divisões» passariam a organizar acampamentos de «falanges» a duas «bandeiras» ou oito «grupos-de-castelos (24 castelos). Mesmo em «acampamentos-escola».

O propósito inicial era dividir o acampamento por três núcleos, distanciados a poucos quilómetros. No primeiro e principal, estariam dois «grupos-de-castelos» em trânsito durante uma semana. Um de chegada e outro de partida. Mais, áreas para «dirigentes-orientadores», «comando-e-serviços», «desportos» e «actividades-culturais».

Para os que estavam de chegada, aquela primeira semana, da parte da manhã, seria de muita actividade: ginástica, «pista-de-obstáculos», «pista-de-atletismo» e campos de Voleibol, basquetebol, andebol e futebol de 5. Toda a gente estava envolvida na preparação física e em torneios. Depois do almoço, um período de descanso, e à tarde a conclusão dos «jornais-de-árvores» e os muitos ensaios para a «chama-da-mocidade». O ponto alto do dia.

Em dias de visitantes havia que mostrar o acampamento como um local de ordem, arranjo e muita actividade. Nada de construções ou obras dispendiosas. Tudo muito simples mas funcional. Era num ambiente destes que a Mocidade desejava ver os seus rapazes e dar a conhecer a sua imagem. Quer fosse no núcleo principal ou nos restantes. Gente aprumada, e sabendo o que queria. Consciente dos seus deveres, e dos seus direitos.

No segundo núcleo, acamparia outro «grupo-de-castelos», que havia rodado do núcleo principal, aonde tinha estado na semana anterior, e procuraria aproveitar também durante uma semana, as boas condições de uma grande albufeira, entre as muitas existentes nas regiões centro-norte do país, em cujas proximidades os acampamentos seriam instalados, para a prática de natação, canoagem, remo e construções de rio (pontes de pequeno porte, e pontões de apoio às actividades náuticas).

O terceiro núcleo seria igualmente constituído por um «grupo de castelos», mas, desta vez, os castelos acampariam separados uns dos outros, para testarem a sua auto-suficiência, montarem torres e outras construções de campo, em módulos, para praticarem exercícios de observação e reconhecimento topográfico, transmissões diurnas e nocturnas (homográfico e morse) e provas de campo em pistas «todo-o-terreno» assinalas (sinais de pista) ou balizadas.

No final da semana estes três castelos reunir-se-iam para cumprir a sua quarta semana no núcleo principal, aqui, além de desportos, e de um ou outro torneio que ficou por concluir, iriam contactar com a feitura do «semanário-do-acampamento» (impresso), os «jornais-de-árvore» dos vários sectores, as actividade de «fotografia-e-cinema» (curtas metragens) e a «difusão-sonora» por altifalantes, desenho, pintura e moldagem em barro, etc.

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8.    «Circuitos-campistas-das-alas»:

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9.    «Circuitos-campistas-das-divisões»:

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10.   «Vida-de-montanha»:

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11.   «Refúgios»:

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12.   «Albergues»:

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13.   «Bases-campistas»:

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14.   Dirigentes «chefes-de-serviços-para-a-valorização-de-actividades»:

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15.   Graduados «comandantes-de-serviços-para-a-valorização-das actividades»:

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16.   «Formações-de-comando» dos graduados «comandantes-de-serviços-para-a-valorização-das-actividades»:

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17.   Programa «outono-inverno + primavera-verão:

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18.   «Manuais-gerais-de-instruções»:

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19.  

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20.  

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