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MARCOS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
DESTAQUE


Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Batalha. Leiria.



Painéis de São Vicente de Fora.



Torre de Belém. Lisboa.



Estátua equestre de El-Rei D. João IV. Em frente ao Paço Ducal. Vila Viçosa



A Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes foi extinta em 1966, quando a reforma do ministro Galvão Telles lhe retirou os rapazes (filiados), entregou os «centros» às escolas, e a transformou, assim, numa espécie de direcção-geral de actividades circum-escolares.

Voltou às origens com a reforma Veiga Simão, pelo Decreto-Lei n.º 486/71 de 8 de Novembro.

Mas os novos "associados" estavam tão preocupados com a sua modernização, que acabaram por a descaracterizar completamente.

Foi definitivamente extinta a 25 de Abril de 1974.


domingo, 8 de setembro de 2013

Mocidade Portuguesa. Corpo de Graduados.
Graduações e Cursos.



PÁGINA EM CONSTRUÇÃO


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1.   O primeiro curso de graduados da Mocidade (comandantes-de-castelo) realizou em 1937 e funcionou nas instalações do Instituto Técnico Militar dos Pupilos do Exército. Outros cursos se realizaram nos anos seguintes, neste e noutros locais. A Organização só viria a possuir instalações próprias para a sua Escola Central de Graduados, depois designada por Escola Nacional de Graduados, já próximo dos anos sessenta.

2.   Num rascunho preparado para a elaboração de uma brochura comemorativa dos seus 25 anos de existência (1961), menciona-se que até àquela data teriam sido formados cerca de 10.000 graduados. Um número extraordinariamente aquém dos necessários para uma organização, que, nas Estatísticas da Educação de 1960/61 (pág. 85), publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), assumia ter um efectivo de filiados superiores a 1 milhão (1.027.309), distribuídos por cerca de 14.921 centros.

3.   Um graduado «comandante-de-castelo» comandava um efectivo de 5 quinas com 30 filiados, sendo 5 os «chefes-de-quina», e estava integrado num «grupo-de-castelos» (3 castelos) sob o comando de um graduado «comandante-de-grupo-de-castelos», o qual, por sua vez, se integrava uma «bandeira» (4 grupos-de-castelos) comandados por um «comandante-de-bandeira» e sob a orientação de um graduados «comandante-de-falange» que tinha a seu cargo duas «bandeiras».


Grito dos Graduados ou Grito da Escola.
A partir do final dos anos cinquenta já existia na E.N.G. (Escola Nacional de Graduados),
mas veio a ser adoptado por todas as escolas de graduados


4.   A razão de tão grande diferença estava nos «centros-escolares-primários» (13.971), pois era aí que se encontravam bastante mais de meio milhão de filiados, em boa verdade cerca de 887.235. E sem «chefes-de-quina» e graduados «comandante-de-castelo», nomeados em regime de «destacamento». Mas, para existir o tal «destacamento», primeiro, havia que formar os graduados e, depois, regulamentar o regime regulamentar dos «destacamento».

5.   O conjunto das formações de uma região equiparada a um concelho, ou aproximado, dependiam de um «comandante-de-ala» e as formações de uma província/distrito (1959) de um «comandante-de-divisão». Estes graduados deviam usar nas suas insígnias um adicional de uma ou duas estrela, por analogia com as insígnias dos «subdelegados-regionais» ou dos «delegados-distritais».

6.   O «quadro orgânico» de graduados nunca foi considerado na sua totalidade, por suposta incapacidade da Organização por em prática um projecto de tais dimensões, contudo, é da maior importância que se faça um estudo teórico. A principal dificuldade apresenta-se desde logo com o número de dirigentes-adultos necessários, considerando que a «formação-de-graduados» tinha de ser feita por dirigentes-adultos, com cursos em regime de internato e rancho-geral para alimentação.

7.   Se observar-mos atentamente as fotografias do primeiro e do segundo curso de graduados (Pupilos do Exército), publicadas no Boletim da M.P., verificamos que eles estão acampados no terrenos do Instituto, em tendas cónicas de tipo militar. Primeira questão: o Ministério e a Mocidade não eram suficientemente ricos para poder dispensar este regime de acampamentos-escola.

Curso de graduados nas instalações dos Pupilos do Exército.
Ao fundo, tendas cónicas de tipo militar, para alojamento dos alunos.

8.   A segunda questão, tem a ver com o rancho-geral, introduzido pelos primeiros acampamentos-alojamento, para manifestações políticas, e chamados de nacionais, que, ao prevalecer - o rancho-geral -, contrariando as disposições do «Regulamento-de-Campismo» (1942), veio limitar drasticamente a realização das «actividades-de-campo», pelo impedimento dos hábitos saudáveis e económicos de cada um custear a sua alimentação e contribuir por «quinas» de serviço diário, e rotativo, para a alimentação do seu «castelo». Deveria ser nos cursos de graduados que esses bons hábitos se deveriam adquirir.

9.   A questão seguinte, estava na impossibilidade de encontrar dirigentes-adultos em número suficiente para cumprir com as funções de instrução nestes cursos. Mas isso era perfeitamente contornável, uma vez que a instrução podia ser ministrada por graduados de patente superior e antiguidade (experiência). Claro que convinha a presença de um ou dois dirigentes-adultos como orientadores e conselheiros. Mas o «conselho-escolar» seria predominantemente constituídos pelos tais graduados «Cadetes».

10.  Mesmo que a Mocidade tivesse alguma carência de equipamento, o Exército não deixaria de oferecer os seus préstimos como sempre aconteceu. Tendas, atrelados tanque-de-água, auto-tanques, fogões, caldeiros, macas-cama etc. Era exactamente nestas acampamentos-escola, que os futuros graduados iriam aprender e praticar naquilo que seria o seu «dia-a-dia» futuro.

Segundo curso de graduados (1938). Hora de descanso.

11.  A escola de graduados da Quinta da Graça, Estádio Nacional, Cruz Quebrada, Lisboa, seria talvez um bom lugar para os cursos de «comandantes-de-falange» e para os tirocínio para «comandantes-de-ala» e para «comandantes-de-divisão». Também o material de instrução para os cursos em todo o país poderia ser aqui analisado e revisto com base nos trabalhos feito pelo «conselho-permanente» de «comandantes-de-falange» e por um idêntico conselho «Cadetes-Auxiliares-de-Instrução e de dirigentes-adultos» que aqui se reuniria regularmente nos «fins-de-semana» do primeiro trimestre do período de planeamento «Outono-Inverno».

12.  O efectivo de graduados necessários para enquadrar um milhão de filiados, só não era assumido pela Mocidade, porque considerava ser essa uma tarefa dos professores primários, na realidade PROFESSORAS primárias, que, não estando qualificadas para as tarefas que lhes eram solicitadas, pura e simplesmente, abandonavam o que a Mocidade lhes pedia.

13.  Mas um caminho alternativo era possível. Ao longo de diversas colocações a fazer neste blogue, vamos demonstrar isso mesmo. Com muito trabalho é certo. Mas a Mocidade fez-se como um grande desafio à juventude e para gigantescos trabalhos. A juventude saberia estar à altura desse desafio e desses trabalhos. Mas a juventude foi "rasteirada" por uns quantos. O problema começo logo com o I Congresso de 1939.

«Logo» proposto para a página do Facebook da ENG». Constituído pelo emblema da M.P. emoldurado pela cor branca do Comissariado Nacional, donde dependia directamente a ENG, e tendo sobreposta uma insígnia dos graduados-alunos do curso de comandante-de-bandeira. Único local aonde estes cursos funcionavam na Metrópole.


14.  Para enquadrar um milhão de filiados, mais as respectivas «formações de comando», seriam necessários cerca de 50.000 «comandantes-de-castelo», mais 16.667 «comandantes-de-grupo-de-castelos», mais 4.167 «comandantes-de-bandeira» e 2.083 «comandantes-de-falange». No entanto, como vamos considerar que cada um destes graduados se manteria no seu posto em média por dois anos, vamos reduzir estes números para metade, e assim encontraremos o contingente a formar no ano de 1960/61.

15.  No entanto, é claro que a questão não deve ser colocada desta forma, porque a formação de graduados foi um processo contínuo e em crescendo desde 1936. E além deste percurso ser confirmado logo que as estatísticas estejam disponíveis, podemos adiantar algumas ideias proposta para o número e localização das acampamentos-escola e sobre outro tipo de questões. Uma delas é a adopção do modelo de «Outono-Inverno» e «Primavera-Verão» para tudo o que tivesse a ver com: organização (Outono); visita aos centros e divulgação do projecto de formação (Inverno); período de formação à distância e pré-selecção dos candidatos (Primavera); e acampamentos-escola (Verão).

16.  Ao chegar-mos ao fim-do-Verão e contrariando procedimentos arreigados na nossa sociedade de deixar tudo no monte, apagar a memória, e só voltar apressadamente aos assuntos poucas semanas antes de um novo curso começar. Não. Aqui o hábito a aculturar e aculturado seria diferente. O processo tinha a rotação de um ano completo. Não havia qualquer tipo de interrupção. Era exactamente no Outono, quando as ideias ainda estavam frescas, que a equipa responsável se reunia para fazer um balanço do trabalho desenvolvido e os resultados obtidos, em conjunto, não direi com a nova equipa, mas com aqueles que iriam substituir outros. E cuidar da actualização do «Manual-Geral-de-Instruções», assim, uma espécie de normas de execução permanentes.


«Logo» proposto para a página do Facebook da Escola Regional de Graduados o Porto. Constituído pelo emblema da M.P. emoldurado pela cor vermelha da Divisão Distrital do Porto, de cuja Delegação Distrital dependia directamente a ERGP, e tendo sobreposta uma insígnia dos filiados-alunos do «curso de comandante-de-castelo».


17.  Durante o Inverno (Janeiro-Março), seria o tempo certo para visitar os centros e explicar os objectivos do «Programa-de-Formação-Quadros» para esse ano e em cada região, necessidades dos centros de origem, vagas a preencher em «destacamentos» nos «centros-escolares-primários» e «centros-extra-escolares», manifestação de preferências, locais dos acampamentos-escola, objectivos de aprendizagem à distância (correspondência) antes do acampamento-escola, primeiras manifestações de interesse a registar, confirmações que ficariam para mais tarde, formas de assumir os encargos, possíveis apoios locais de «amigos-dos-centros» e outras entidades. «organização de um dossier local». Divulgação de cartazes e da exposição itinerante. Lista dos concursos da Primavera: construções de campo e de rio, intervenções na «Chama-da-Mocidade» e material para o «Jornal-de-Árvore», etc.

18.  A Primavera-Verão, seria, no entanto, o período mais activo. A Primavera (Abril a Junho), com a confirmação das inscrições para frequência dos cursos. Grande conjunto de trabalhos em torno dos concursos anunciados no princípio do ano, durante as visitas aos Centros. Primeiras classificações provisórias. Preparação para o «Acampamento da Páscoa» aonde decorreriam as provas de aptidão física e os trabalhos de aprovisionamento e confecção de alimentos com classificação por «quinas» e «castelos». Grupo de alunos de cada região. Encargos e apoios para cobrir os encargos. Grande troca de correspondência, no ensino à distância, etc.

19.  O acampamento-escola (padrão) poderia ser constituído por vários núcleos, e até seria desejável que assim fosse. O núcleo principal, com dois «grupos-de-castelos», era aonde se situava o «posto-de-comando» da responsabilidade de um graduado «comandante-de-falange» sénior, o «conselho-escolar» e as «formações-de-comando» dos dois «grupos-de-castelo» ali acampados, mais a «formação-de-comando» de todo o acampamento, o «corpo-de-graduados-instrutores» e o «corpo de cadete-auxiliares de-instrução». A partir daí regia-se a vida de todo o acampamento.


«Logo» proposto para a página do Facebook da Escola Regional de Graduados de Coimbra. Constituído pelo emblema da M.P. emoldurado pela cor verde claro da Divisão Distrital de Coimbra, de cuja Delegação Distrital dependia directamente a ERGP, e tendo sobreposta uma insígnia dos filiados-alunos do «curso de comandante-de-castelo».


20.  Com o segundo núcleo, pretendia-se estabelecer um polo aquático, com um «grupo-de-castelos» acampados. Nessa zona eram montados e desmontados os elementos modulares flutuantes, para uma ponte, cais acostável de apoio para a prática de canoagem e noções básicas de remo e marinharia. E uma estrutura com três a cinco pistas para natação. O «grupo-de-castelos» aqui acampado, já tinha passado a sua primeira semana no núcleo principal. E, a seguir, passaria ao terceiro núcleo do acampamento, aonde os castelos ficariam separadamente acampados.

21.  A cargo do terceiro núcleo ficaria a montagem e desmontagem das torres de observação para transmissões diurna com bandeirolas e alfabeto homográfico e lanternas para operação nocturna com o alfabeto morse. Montagem e desmontagem de linhas de transmissão diurna com chaves de morse. Estas torres também seriam parcialmente utilizadas nos trabalhos de reconhecimento e orientação topográfica que envolvia ainda marchas de alguns quilómetros, Completada esta semana o «grupo-de-castelos», já reunido, voltaria ao núcleo principal para a quarta e última semana.

22.  A instrução estava confiada a «graduados-cadetes» de diferentes graduações e idades, e a «cadetes-auxiliares-de-instrução» consoante as suas especialidades. As «formações-de-comando» tanto poderiam ser constituídas por «Vanguardistas» como por «Cadetes» com ou sem graduação. No caso de serem «Vanguardistas» eram apenas escolhidos os de mais idade. E, neste caso, o que contava era a especialidade de cada um, certificada pelos «Centros-de-Instrução-Quadros». O modelo destes C.I.Q. era semelhante ao dos «acampamentos-escola» para graduados. Todas as semanas o «conselho-escolar» reunia-se para avaliar a progressão dos «filiados-alunos» ou a sua falta de aproveitamento.

23.  Em geral, deviam ser procurados locais próximos de grandes rios, lagos, lagoas ou albufeiras para instalar, na área, os vários pólos do acampamento-escola. Se possível com caminhos de acesso já construídos ou possíveis de construir com a colaboração da engenharia militar a quem também se solicitaria a montagem de linhas telefónicas. Os transportes de abastecimentos e material entre os vários pólos, seria assegurado por diversos modelos de material ciclista, do tipo «todo-o-terreno», concebidos para as actividades de ciclo-campismo da Mocidade (ver colocações específicas).


«Logo» proposto para a página do Facebook da Escola Regional de Graduados do Algarve.Constituído pelo emblema da M.P. emoldurado pela cor verde escuro da Divisão Distrital de Algarve, de cuja Delegação Distrital dependia directamente a ERGA, e tendo sobreposta uma insígnia dos filiados-alunos do «curso de comandante-de-castelo».


24.  Um outro aspecto bastante importante, seria o serviço de saúde, com tendas de enfermaria de tipo militar nos pólos principais (3), quinas sanitárias, que participariam na instrução dos alunos e, pelo menos, um enfermeiro permanente a ter em linha de conta. Não sendo possível ter médico permanente da Mocidade, este seria avençado entre os médicos da região. As comunicações com o exterior seriam asseguradas a partir de duas linhas dos CTT ligadas ao pólo principal do acampamento-escola. Medidas de segurança contra incêndios seriam tomadas em colaboração com os bombeiros da região.

25.  O Tipo de acampamento que temos estado a estudar, teria quatro «grupos-de-castelos» que durante algumas semanas poderiam acampar isoladamente, razão pela qual, ficariam sob o comando de um graduados «comandantes-de-bandeira», sendo os seus «comandantes-de-grupo», os segundo-comandante e chefe da «formação-de-comando». No planeamento de pessoal com vista a estas nomeações, seriam tidas em linha de conta, no tocante a antiguidades, as nomeações a fazer de «graduados-instrutores» e os «cadetes-auxiliares-de-instrução». Em princípio, cada pólo do acampamento-escola teria um dirigente-adulto em permanência.

26.  Nas outras situações estes graduados «comandante-de-bandeira», recolhiam à «formação-de-comando» do «comandante-do-acampamento». O mesmo sucedendo com os graduados «comandante-de-grupo-de-castelos» quando os castelos de um «grupo-de-castelos» disperso, voltassem à sua unidade. Os princípios seguidos quanto a nomeações, mencionados no número anterior, aplicavam-se aqui de igual modo. A experiência acabaria por demonstrar a bondade destas medidas por respeitarem a unidade de comando em cada momento.




«Logo» proposto para a página do Facebook da Escola Provincial de Graduados de Moçambique.Constituído pelo Guião da Divisão Provincial de Moçambique da qual dependia directamente a EPGM, e tendo sobreposta uma insígnia dos filiados-alunos do «curso-de-comandante-de-bandeira».


27.  O facto de graduados «comandantes-de-bandeira» e «comandantes-de-grupo» recolherem às «formações-de-comando» não impedia que nas reuniões desses órgãos os assuntos não estivessem em apreciação permanente com vista à preparação de situações futuras ou à avaliação e aperfeiçoamento de situações passadas. O funcionamento das «formações-de-comando» deveria obedecer a normas muito precisas para que o seu desempenho pudesse assumir uma elevada valia para os comandos que estivessem a coadjuvar.


28.  O material utilizado pela Mocidade deveria obedecer a modelos próprios e em quantidades construídas ano após ano. Recolhendo aos depósitos regionais, no final de cada actividade, e ser objecto de uma cuidadosa avaliação com vista a reparações de que carecessem. Este tipo de avaliação e reparação deveria ser feita no período de Outubro a Dezembro (Outono) e ficar registado no «Manual-Geral-de-Instruções» da actividade que o tinha utilizado (acampamento-escola) e no «Manual-Geral-de-Instruções» da «chefia-de-serviço/comando-de-material» da região. Noutras colocações são feitas considerações mais detalhadas.

29.  Nos tempos da Mocidade, que todos conhecemos, só existiram cursos de promoção para «comandantes-de-castelo» e para «comandantes-de-bandeira». Os cursos de «comandantes-de-bandeira» funcionavam penas em Lisboa, na Escola Nacional de Graduados. E os cursos de «comandantes-de-castelo», além de funcionarem em Lisboa, funcionava também em diversas escolas regionais de graduados. Os «comandantes-de-grupo-de-castelos» e os «comandantes-de-falange», foram de uma maneira geral promovidos por mérito, salvo o caso destes últimos, em que durante algum tempo, existiram cursos de promoção.




30.  No entanto a inclusão dos filiados dos «centros-escolares-primários», num programa de instrução efectiva, obrigava à formação da maioria dos novos 26.460 graduados de várias patentes, assim distribuídos: 15.000 «comandantes-de-castelo», mais 8.334 «comandantes-de-grupo-de-castelos», mais 2.084 «comandante-de-bandeira», e mais ainda, os 1.042 «comandantes-de-falange». Isto, ano de 1960/61. O que obriga à organização de cerca de 74 acampamentos-escola, que, acabarão por ser mais alguns, tendo em atenção que nem todos os acampamentos deverão abranger a totalidade dos cursos, por contingências da organização escolar.

31.  É possível admitir que depois de 25 anos de organização de acampamentos-escola, (1936-1960/61) o sistema já tivesse capacidade para organizar não só os 74 ou 75 acampamentos-escola, como muitos mais, umas centenas mais. Não, talvez uns milhares mais, que tinham apenas a finalidade de se constituírem como «campos-de-férias», «acampamentos-da-Páscoa» ou simples «acampamentos-de-fim-de-semana». À medida que o sistema fosse crescendo, tudo se tornaria mais fácil. Os rapazes estariam cada vez mais habituados aos seus afazeres individuais, os «comandos» e as «formações-de-comando» muito mais aptas e eficientes. Os «cadetes auxiliares de instrução» e os «instrutores-adultos» mais desenvoltos nas suas missões. Todo o planeamento ganharia qualidade, os «manuais-gerais-de-instruções» tornar-se-iam volumosas ferramentas de trabalho. E a Mocidade passaria a ser uma Organização bem diferente daquela que conhecemos.

32.  Ao propormos uma mudança de tão grandes proporções, tínhamos que ter presentes, que muitas coisas teriam e mudar. Por exemplo não poderíamos continuar a ter mais graduados «comandantes-de-grupo-de-castelos» do que graduados «comandantes-de-bandeira», como acontece actualmente. Quando a proporção deveria ser de 1 CB para 4 CG’s. Daí que se tornassem necessários os cursos de promoção para graduados «comandante-de-grupo-de-castelo. O mesmo sucedendo com os graduados «comandantes-de-falange» aonde passaríamos a lidar com um efectivo anual da ordem dos 2.083. Um efectivo demasiado grande para resultar apenas de apreciações de mérito.

33.  Com o aumento do número de graduados «comandantes-de-falange», não só o posto se banalizaria, o que não aconteceu nos anos de existência da Organizção, como haveria que criar, assim uma espécie de semi-posto, para os «graduados-comandantes-de-Ala», ou circunscrição municipal (mais uma estrela nas insígnias respectivas) e para os graduados «comandante-de-Divisão», ou circunscrição provincial/distrital (mais duas estrelas nas insígnias respectivas). Tudo graduados, em princípio, «comandantes-de-falange» e antiguidade assinalável, e com o comando de «agrupamentos-de-falanges». Para estas duas últimas situações, também se preconizava a frequência de cursos de tirocínio, a funcionar nos mesmos locais dos cursos de promoção a graduado «comandante-de-falange»», dada a dimensão das «formações» e das «formações-de-comando» com que teriam de trabalhar.

34.  Os filiados e graduados «destacados» teriam de começar a sê-lo a partir das cidades maiores aonde se situavam estabelecimentos de ensino secundário, tanto oficiais como particular. Seriam os «centros-escolares-primários» dessas terras os primeiros beneficiados. Mas esse processo não seria para começar em 1960/61, mas sim a partir de 1937, conforme se tornasse possível ir cedendo, a pouco e pouco, uns graduados «comandantes-de-castelo», mais uns «chefes-de-quina» e uns «arvorados-em-comandante-de-castelo». A partir de mais um ano ou dois, já os «centros-escolares-primários» podiam ir formando os seus próprios «chefes-de-quina». Em 1960/61 este assunto nem sequer era matéria de conversas. Veja-se a que ponto a questão chegou.

35.  Depois, conforme se fosse registando um excedente de graduados quer nesses «centros-escolares», como, nos «centros-extra-escolares» a taxa de cobertura dos «centros-escolares-primários» ia aumentando progressivamente. E, é de crer, com uma elevada certeza, que, se o «programa-de-destacamentos» continuasse a ser cumprido com regularidade, ao chegar-mos aos anos sessenta, a situação seria completamente diferente, embora com muitos esforços e sacrifícios. Por enquanto, continuamos com uma grande carência de Estatísticas, mas quando elas chegarem, podemo-nos preparar para reconhecer que os estabelecimentos do ensino secundário e centros extra-escolares teriam de ceder 50% dos seus quadros, mas, por outro lado, o benefício em qualidade, dos filiados recebidos, seria enorme.

36.  Genericamente, esta questão da falta de quadros de graduados, tinha algo a ver com os dois Congressos Nacionais, que a Mocidade organizou. Um em 1939 e outro em 1956. Tanto num como noutro todos os assuntos giraram em torno de um modelo que tinha o dirigente-adulto como o instrutor-nato. Claro, que o contributo de mutos desses dirigentes foi relevante. Mas a partir do momento em que a sua insuficiência numérica se tornou crónica, a maioria dos pressupostos passou a constituir um erro. Durante o II Congresso Nacional, ainda permitiram a realização de uma «I Conferência Nacional dos Graduados». Mas, não só foi um improviso, como mão havia a menor tradição dos graduados serem consultados. Não estavam preparados. Responderam ao que já todos sabiam e ficou em falta uma resposta inovadora para o problema dos «centros-escolares-primários».

37.  Face a esta realidade, o Dr. Baltazar Rebello de Sousa, subsecretário de estado da Educação e Comissário Nacional titular, por acumulação, resolveu apoiar uns encontros nacionais de graduados, de que se realizaram quatro eventos. Foi, sem dúvida, uma tentativa de extrair algo mais da acção dos graduados. Ou ensaiar um forma de superar a falta de dirigentes. Os graduados ficaram mais animados e até apareceu uma placa comemorativa. Mas, como todas as coisas que sempre aconteceram na Mocidade, mal o Dr. Baltazar Rebello de Sousa, abandonou o cargo, nunca mais ninguém falou em «Encontros». O assunto tinha morrido.

38.  Em abono da verdade, deve-se ainda acrescentar que uma «movimentação reivindicativa» da qual resultou o abandono das fileiras por parte de quase 400 graduados. Isto mais ou menos em 1961/1962, era «Comissário» o Dr. Leopoldino de Almeida, comissário-nacional-adjunto-em-exercício. E as reivindicações que haviam resultado em parte das conclusões do «4.º Encontro Nacional» (Leiria), e último, e que ficaram sem qualquer atendimento, mesmo que parcial, foi o facto mais determinante para o fim da “era” dos «encontros» e da tentativa de afirmação dos graduados.

39.  A «afirmação-dos-graduados» não tinha nada de equívoco ou desestabilizante, na estrutura orgânica da Mocidade. Apenas iria proporcionar a dinamização de sectores aonde era possível fazer mais e melhor, uma vez que junto dos rapazes havia uma grande carência de informação. Infelizmente, apesar dos graduados serem globalmente poucos e os dirigentes-adultos ainda serem muito menos, isso deve ter levado a conclusões precipitadas, mas arreigadas em certas mentes, porque uns anos mais tarde, um editorial sobre o mesmo tema publicado pelo graduado «comandante-de-falange» recém nomeado comandante do «Corpo-Nacional-de-Graduados» e director do «Talha-Mar» jornal dos graduados, conduziu a idêntico desfecho.

40.  À época do primeiro movimento reivindicativo (1971/1972) eu ainda era um muito jovem graduado «comandante-de-castelo» de 14 ou 15 anos e, volvidos todos estes anos, nem sequer tenho comigo o documento reivindicativo e as respectivas assinaturas, mas estão vivos e contactáveis muitos dos graduados que o assinaram. Mas, em resumo posso mencionar que as partes mais relevantes, que se referiam a um jornal de grande tiragem para levar os assuntos da Mocidade a uma parte relevante da juventude portuguesa e, a participação dos graduados ao nível das estruturas superiores da Organização. Nunca foi distribuído nenhum reconhecimento sobre a posição assumida pelos graduados, nem qualquer tipo de resposta.

45.  Ficou-se, ao nível superior, um pouco com a ideia de que os graduados não passavam de um “bando de miúdos” a quem não se podia dar muita confiança…!!! O que era muito grave. No entanto, a questão foi um pouco amenizada com a publicação do «Regulamento-do-Corpo-Nacional-de-Graduados» RCNG, que incluía a criação do «Comandante» CCNG, e do «Comando do corpo» CCNG (2.º Comandante e Adjuntos), cujo efeito prático, mais imediato, era facilitar a eventual organização de novos «Encontros Nacionais» e promover eventos «técnico-culturais» para graduados, pelos «Comandantes-de-Divisão», no âmbito das suas «divisões-distritais», ou pelos «Comandante-de-Ala» no tocante às «circunscrições-concelhias». Mas não era isto que se pretendia, pois, com isto, continuavam os corpos de graduados como estruturas viradas apenas para dentro, para si próprias. Não era isso que realmente se pretendia e os «Encontros» ficaram feridos de morte.

46.  Quanto à formação dos graduados? Ela variava consoante se tratasse de um curso de «comandantes-de-castelo» ou de um curso de «comandantes de bandeira. Como actividades comuns, estavam a «educação física e desportos», e as «formações e evoluções», e a «orientação de comando, doutrina e técnica da M.P.». Na parte diferenciada dos «comandantes-de-castelo» encontrávamos o «campismo», o «reconhecimento e a orientação», além das «transmissões». E na parte diferenciada dos «comandantes-de-bandeira» reconhecia-se a «organização-dos-centros», a «organização-de-acampamentos», a «iniciação-às-actividades-artísticas-e-gráficas» e a «formação-patriótica». Matérias que exigiam aprofundamento, mas que estavam condicionadas à duração do período de internato (3 semanas). Quanto à distribuição dos muito úteis «Apontamentos-da-E.N.G.», ela havia sido feita sem interrupção, até 1959. Mas foi suspensa depois disso por razões desconhecidas.

47.  Como já foi abordado, a grande dimensão do «Corpo Nacional de Graduados», «corpos provinciais» e «corpos regionais e a articulação com as «formações-de-comando» e o «corpo de cadetes auxiliares de instrução» exigia alterações na estrutura dos cursos, designadamente no de «comandantes-de-grupo-de-castelos», que deveriam possuir novas aptidões ao nível dos relacionamentos, e no tocante ao provisionamento do seu «grupo-de-castelos» e à confecção dos alimentos e, ao mesmo tempo, uma gama de actividades mais vasta, uma vez que se passava a considerar-se as construções de campo, as formações ciclistas, e as actividades fluviais, como partes integrantes das actividades de campo.

48. 

49. 

50. 



(continua)

Mocidade Portuguesa. Centros de Actividades.
Amigos do Centro.



PÁGINA EM CONSTRUÇÃO


1.   Os «Amigos do Centro» foram uma classe de entidades da maior importância, prevista no «Regulamento dos Centros», cuja finalidade era constituírem como seu suporte local, segundo várias perspectivas, e que também influenciavam a própria Organização.

2.   A ideia de angariar os «Amigos do Centro», devia ser cultivada junto dos pais, outros familiares e amigos, desde a data em que os rapazes se inscrevessem para frequentar as actividades da Mocidade através de um qualquer Centro, mas, tudo feito com alguma prudência, quanto aos encargos futuros. Uma vez que deles iria depender a realização de diversas actividades de campo ou de praia, e a “assinatura” do «Jornal da Mocidade». Não pedir tudo de uma só vez.

3.   Os «Amigos do Centro» deveriam ser convidados para todos os eventos da vida do Centro, com especial destaque, para o Dia 1.º de Dezembro, «Dia da Mocidade», aonde, em todos os Centros se organizaria uma cerimónia alusiva à «Restauração da Independência» e a «Cerimónia da Passagem de Escalão», associada à realização da «Chama da Mocidade», caso o estado do tempo o permitisse.

4.   Outro evento estaria relacionado com o «Patrono da Região», escolhido entre as figuras históricas de maior relevo, isto, claro, independentemente dos patronos nacionais: o infante D. Henrique, 4 de Março, e D. Nuno Álvares Pereira, 14 de Agosto, se possível, em São Jorge, Aljubarrota.

5.   No primeiro caso, as comemorações mais importantes, teriam lugar na cidade do Porto, local de nascimento do Infante. No segundo, não sendo possível uma deslocação a São Jorge, pelo menos teríamos a «Chama da Mocidade», com a presença dos «Amigos do Centro» e outras entidades.

6.   Era igualmente muito importante, que os «Amigos do Centro» tivessem sido visitados, pelo menos de três em três meses. Aproveitando-se a oportunidade para se saber se foram regularmente convidados para assistir à «Chama da Mocidade», uma das oportunidades mais importantes para a vida do Centro e para Organização, e se ficaram com uma ideia sobre a actividade do Centro. E isto tanto acontecia na Vilas como na Aldeias.

7.   Aproveita-se a oportunidade para mencionar a importância de se ter convidado o subdelegado regional, o presidente da Junta de Freguesia, o pároco e o presidente do clube local, o chefe dos escuteiros e os escuteiros, se existirem, e ainda, o presidente da Câmara Municipal, se a «Chama» decorrer na Vila sede do Concelho, ou noutro local, mas ser for organizada abrangendo centros de todo o Município, ou a maioria deles. As boas relações constroem-se e, mais cedo ou mais tarde, são sempre úteis.

8.   Outro motivo importante para visitar os «Amigos do Centro» era para saber se estariam a receber com regularidade o «Jornal da Mocidade» e outros textos noticiosos e fotografias sobre actividades realizadas na região. Aproveitava-se ainda para salientar a importância de assistirem como convidados às «Chamas da Mocidade» incentivando dessa forma os rapazes.

9.   Nas visitas aos «Amigos do Centro» teria sido desejável que o Subdelegado-Regional pudesse ter comparecido, mas, se tal não fosse possível, pelo menos o Director do Centro ou o Cadete Auxiliar de Instrução mais o Comandante-do-Centro ou o comandante-do-castelo a que pertença o filiado.

10.  A informação sobre as actividades em perspectiva convinha que fosse sendo transmitida com a maior antecedência, até porque, em muitos casos haveria pedidos de comparticipação em dinheiro ou em géneros. No entanto, era bom que se percebesse, que não era apenas pelo dinheiro ou pelos géneros que os responsáveis procuravam as famílias.

11.  A parte mais importante era saber do interesse que os filiados vinham demonstrando pelas actividades da Mocidade e pelo empenhamento nos trabalhos escolares ou profissionais. A Mocidade pretendia ser uma oportunidade de robustecimento físico do rapaz, da formação do carácter, de apreço pelas virtudes militares, e de devoção à Pátria, mas fazia-o em colaboração com a Escola, com a Igreja e com a Família.

12.  A boa relação que pudesse existir entre o Centro e cada família, iria naturalmente reflectir-se nas outras famílias e rapazes da região. Sem dúvida, que a boa imagem da Mocidade sairia beneficiada.


(continua)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Mocidade Portuguesa. Actividades de Campo.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mocidade Portuguesa. Actividades Noticiosas.
Dinâmica de Um Projecto de Informação.
(Em Espaço Aberto)



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Índice de Projectos Para Actividades Noticiosas:




1. Numa tarde de sábado, da Primavera de 1967, teve lugar no Estádio Nacional, mais uma edição dos campeonatos distritais de atletismo. Em termos de competição foi semelhante a todas os outros. Já no tocante a divulgação e envolvimento de quem assistiu, foi profundamente diferente. Constituindo um modelo inovador e que infelizmente não mais voltou a ser repetido. A Mocidade tinha todas as condições para conseguir essa repetição, mas faltou dinamismo e, mais que isso, faltou «alma», tal como já vinha acontecendo desde há muitos anos.



2.  Apesar deste evento ainda não se ter integrar no modelo organizativo, que tem vindo a ser defendido para todo o tipo de actividades da Mocidade. Ao longo das quatro épocas trimestrais: «Outono-Inverno» e «Primavera-Verão». E isso poderia ter beneficiado as provas em termos do fomento desportivo. Um importante factor, infelizmente, muito pouco valorizado pela Mocidade, que o confundia com uma precaução de evitar um certo vedetismo. Noutro espaço falaremos detalhadamente disso.



3. Neste caso, o evento, e na parte que se referente à «informação noticiosa» começou a ser tratado com uns dois meses de antecedência, e envolveu diversas entidades, tais como: a administração do Estádio Nacional; o Exército (Estado Maior e Regimento de Transmissões); Emissora Nacional; CP – Caminhos de Ferro Portugueses; Emissão de convites e cartões de livre-trânsito; organização do «Castelo» de transmissões (Corpo Distrital de Graduados) e; correspondência diversa com os estabelecimentos de ensino e outras entidades.



4. O elemento chave para funcionalizar o «sistema de informação simultânea» foi assegurado pelo Exército, que montou as comunicações, constituídas por uma central telefónica, e linhas telefónicas desde cada ponto de partida e chegada das corridas e controlos dos concursos (salto em comprimento, triplo-salto, salto-em-altura, salto à vara, lançamento do disco, do dardo, do martelo e do peso), e um local próximo da cabina de som do Estádio aonde estavam instaladas o locutor oficial e as mesas com os “pares” de cada telefone na área de provas.



5. Uma das primeiras tarefas foi acordar com a administração do Estádio Nacional o modelo dos convites a emitir, uma vez que não estava em causa o modelo “oficial” que correspondia à lotação completa do Estádio. O nosso objectivo era apenas ter uma afluência significativa no «sector central» e isso foi conseguido, ao contrário dos outros anos em que o Estádio esteve completamente “deserto”. A emissão situou-se entre dois e três mil convites. Para cada estabelecimento de ensino foram enviados cerca de 50 convites, a distribuir por alunos interessados em acompanhar os seus colegas concorrentes, familiares e amigos. Não chegaram a ser emitidos cartazes, embora se ficasse com esse desejo para o ano ou anos seguintes, acompanhados de pequenos cadernos com a lista dos concorrentes, para que a assistência, especialmente os familiares, pudessem anotar os resultados obtidos.



6. O funcionamento do «sistema de informação simultânea» era simples mas eficaz. A partir dos telefones locais, guarnecidos por graduados do «castelo» de transmissões, chegavam ao “par”, por exemplo, a informação da primeira chamada para uma determinada corrida, que era de imediato difundida pela instalação sonora do estádio. Normalmente havia duas chamadas para cada prova. Algum tempo depois a partir da mesa do “par”, aonde tinha chegado a notícia, o locutor difundia a informação sobre o concorrente em cada pista (nome estabelecimento de ensino), seguindo-se a informação sobre a partida em perspectiva.



7. Este procedimento repetiu-se sempre que havia fases eliminatórias para apuramento dos concorrentes à «final». Após o que, daí a alguns minutos, eram comunicados os tempos ou outras marcas obtidas pelos diversos atletas. Tendo-se o especial cuidado de ir espaçando a informação de forma manter a assistência ao corrente, mas sem perturbar as provas. Era a primeira vez que o «sistema de informação simultâneo» funcionava. Não tinha havido ensaios, mas tudo correu bem.



8. Entretanto, na Emissora Nacional, conseguimos a gravação de uma «fanfarra» para anteceder o anúncio da «cerimónia protocolar da entrega dos prémios». Normalmente essas indicações vinham do director das provas. Anunciava-se a cerimónia e procedia-se à chamada dos concorrentes ao «pódio», pela ordem de classificação. Ainda para a mesma cerimónia, haviam-nos facultado uns três minutos ou pouco mais de gravação da «Pompa e Circunstância» de “Helgar”, escrita para o jubileu da Rainha Vitória, e à época ainda pouco conhecida em Portugal, que era reproduzida enquanto as entidades avançavam para o «pódio» e entregavam as medalhas. Também resultou bem.



9. O contraste com os anos anteriores, foi o sucesso, pois, o Director de Serviços (Comissariado Nacional da M.P.) e o Colégio de Juízes e Árbitros da Federação Portuguesa de Atletismo, pediram logo a colaboração para se repetir o sistema, quer para os campeonatos nacionais da Mocidade, quer para idênticos eventos promovidos pela Federação. Há ainda a salientar que nos dias de hoje, tudo isto é banal, por via dos complexos sistemas electrónicos, disponíveis nos estádios e companhias de televisão. Mas, há 45 anos atrás não existia nada. Absolutamente nada.



10. A única coisa que não se conseguiu foi o comboio especial para o Estádio, precedente de Sintra, por razões de ordem técnica, segundo nos foi explicado pela CP. Realmente era muito complicado proceder ao atravessamento da Avenida 24 de Julho/Avenida da Índia (Alcântara), ao princípio da tarde, no sentido da Cruz Quebrada e, depois, novamente, ao fim da tarde, no sentido de Sintra. Isso iria provocar uma tremenda confusão no trânsito. O uso que a CP fazia daquela linha era apenas durante a madrugada para comboios de mercadorias que se dirigiam ao porto. Pela nossa parte, acabámos por ficar satisfeitos com o insucesso, pois, conseguir a lotação do comboio, exigia uma preparação que não havia sido feita: cartazes nos estabelecimentos de ensino, venda adiantada dos bilhetes, etc.



11. Algumas falhas protocolares também ocorreram. Por exemplo, a montagem de uma plataforma com cadeiras, para as entidades, não foi feita. O cuidado em convidar a entidades militares que tinham autorizado ou acompanhado a instalação do sistema das comunicações, também caiu no esquecimento. Tal como, convites personalizados para a Emissora Nacional, para a Rádio Universidade e para os directores dos estabelecimentos de ensino e outras entidades diversas, etc.



12. Seja como for, para uma primeira experiência o resultado foi muito positivo, e a melhor forma de o avaliar, foi pela numerosa assistência que nos deixou a todos cheios de contentamento.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mocidade Portuguesa. Actividades Noticiosas.
Jornal-Revista Semanal (Grande Tiragem).


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Índice de Projectos Para Actividades Noticiosas::


1. A Mocidade editou nos anos 40, o «Jornal da Mocidade», que não era uma continuação do «Jornal da Mocidade» dos anos 30. E depois, nos anos 50, o jornal «Guião». O jornal dos anos 30 deixava claro, tratar-se de uma edição de profissionais. Já o «Jornal da Mocidade» dos anos 40, era, claramente, um trabalho dos rapazes. Talvez os mesmos que fizeram depois o «Guião», mas já na condição de adultos. Entre uma edição e outra é flagrante a diferença estrutural, para melhor, do segunda. Aspectos mais detalhados sobre pessoas e assuntos serão abordados noutras colocações.

2. Entretanto, chegámos aos anos 60, sem “navio” à vista. Ou seja, sem a perspectiva de um novo jornal, nem a continuação do anterior. Tratava-se de uma lacuna de consequências graves, para uma Organização que se assumia como responsável pela formação integral de uma massa de filiados superior a «um milhão». É certo que assegurava de forma elogiosa a edição do «Camarada», uma revista ilustrada de marca patriótica, para «Lusitos» e «Infantes», embora sem uma componente noticiosa, o que constituía uma lacuna de assinalar.

3. A necessidade de uma publicação mais virada para os «Vanguardistas» e «Cadetes» era muito sentida, mas, sem ignorar o complemento cultural e noticiosa dos «Infantes», era assunto que preocupava, um sector importante do Corpo Nacional de Graduados (CNG). Assunto, que levou a uma tomada de posição por volta de 1962, da qual resultou o auto-afastamento de um numeroso grupo de camaradas, que viria a acentuar ainda mais o declínio da Organização.

4. A partir do final de 1966, com a transferência da Delegação Distrital de Lisboa, do Palácio da Independência, no Rossio, para a «Casa da Mocidade», na Lapa, o assunto voltou a ser abordado no âmbito dos comandos da Divisão e da Ala de Lisboa, com algum interesse dispensado pelo novo Delegado Distrital, Arq.º Melo Raposo, mais tarde, Comissário Nacional Adjunto, e Comissário Nacional Adjunto, em exercício.

5. Depois de um cuidadoso estudo, verificou-se que o modelo que recolhia maior interesse era o que contemplava um formato ligeiramente superior ao de uma revista, mas inferior ao de um jornal, ficando-se assim pelo meio-termo, embora cosido a dois pontos de arame. E uma qualidade de papel próxima da de um jornal, para não onerar o custo final de publicação. Embora não existissem, elementos de referência, para uma edição com estas características, calculou-se de forma aproximada as percentagens a cobrir por textos, fotografias e títulos. A periodicidade deveria situar-se entre o semanal e o quinzenal. Embora sem grande rigor definia-se assim a “identidade” do «Projecto».

6. O estudo preliminar tornou-se mais complexo e moroso, porque a par do «jornal-revista», considerou-se a importância de incluir aspectos relativos à recolha de notícias (agência) para o jornal-revista e para suprir as necessidades dos organismos de âmbito regional e nacional, relativos á «difusão sonora». Havendo ainda a acrescentar a inexperiência de quem de envolveu. Foi um trabalho gratificantes, mas muito doloroso pelos sacrifícios que exigiu, embora, nesta fase, o objectivo fosse apenas a elaboração de um estudo preliminar, mas tão detalhado quanto possível.

7. Uma das questões mais polémicas, era a contradição entre uma Mocidade, DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes. E a orientação da reforma de 12 de Novembro de 1966, que apontava para o fim da «Organização Nacional», e a sua substituição, assim por uma espécie de «direcção-geral de actividades circum-escolares», cheia de gente adulta, devidamente remunerada, e sem terem de “tropeçar” nos rapazes, que se haviam tornado um incómodo, para esta geração completamente esquecida da sua adolescência. Seria no entanto injusto, negar alguns trabalhos de inquestionável mérito, produzidos pela reforma de 1966, cujos protagonistas foram os ministros Galvão Telles e António José Saraiva e, dentro da Mocidade, os comissários Gomes Bessa e Melo Raposo.

8. Mas, o «fim-de-festa» estava marcado. Com a posse do ministro Veiga Simão, que transferiu quase tudo o que era Mocidade para um novo organismo estatal denominado de «Secretariado da Juventude». Simbolicamente concedeu à antiga Organização de juventude, a mercê de permanecer no «Palácio da Independência». E que tratasse de voltar às origens, porventura com um modelo cosmeticamente mais actualizado. Mas, infelizmente, a “emenda” foi pior que o “soneto”. Também voltaremos a isso mas noutro local.




Mocidade Portuguesa. Actividades Noticiosas.
Rede Nacional de Emissores Escolares.


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Mocidade Portuguesa. Actividades Noticiosas.
Rede de Emissores Escolares de Lisboa.


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