O presente espaço destina-se a relatar, sem quaisquer propósitos políticos ou ideológicos - apenas com rigor histórico -, vários aspectos referentes à antiga organização de juventude: Mocidade Portuguesa (1936-1974), também conhecida por M.P., e está aberto à colaboração de todos os que o desejarem fazer.
Inclui o projecto «MOCIDADE PARA UM MILHÃO», um estudo teórico, que apenas existe neste blogue.
Conclusão prevista: 3 a 4 anos.
Contacto: jorgecarvalho@mail.telepac.pt
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A Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes foi extinta em 1966, quando a reforma do ministro Galvão Telles lhe retirou os rapazes (filiados), entregou os «centros» às escolas, e a transformou, assim, numa espécie de direcção-geral de actividades circum-escolares. Voltou às origens com a reforma Veiga Simão, pelo Decreto-Lei n.º 486/71 de 8 de Novembro. Mas os novos "associados" estavam tão preocupados com a sua modernização, que acabaram por a descaracterizar completamente. Foi definitivamente extinta a 25 de Abril de 1974. |
terça-feira, 13 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Mocidade Portuguesa. Centros Escolares Primários.
Actividades Gerais. Escalão de Lusitos.
PÁGINA EM CONSTRUÇÃO
1. - Os «centros escolares primários» eram aqueles a quem a Mocidade devia ter dedicado a maior atenção, percebendo, de uma vez por todas, que os professores, jamais poderiam desempenhar as funções dos graduados e dos «chefes-de-quina». E que o sucesso da instrução neste escalão ia-se reflectir nos restantes. Até porque, a maior parte dos professores, eram professoras, com naturais dificuldades em se adaptarem ao tipo de instrução definida para os Lusitos, sendo, por isso, completamente inúteis as muitas afirmações de que os professores primários eram os dirigentes natos, etc., etc. Que eles pudessem ser os dirigentes responsáveis, ou equiparados, até aí tudo bem. Agora, quanto à instrução, eles precisavam de ser apoiados, como os demais dirigentes em todos os outros Centros.
2. - Numa primeira fase, seriam os «centros-extra-escolares», numa boa parte dos casos, até com as sua sedes nessas escolas, continuadores da sua acção pedagógica e educativa. Embora, também apoiados, noutros casos, por destacamentos dos «centros-escolares da proximidade, pelas «formações-de-comando» da Ala (região ou concelho), e dos corpos de «chefes-de-quina» de outros «corpos-orgânicos, aliás, a Mocidade necessitava da existência de muitos «corpos-orgânicos», tantos, quantos os necessários para enquadrar e dinamizar um efectivo perto de um milhão de filiados.
3. - Infelizmente, a pouca dinâmica de quem dirigia e o conservadorismo de estruturas pouco viradas para a acção, fizeram com que a Organização se amarrasse a um esquema único, que, apesar de algumas virtudes, não conseguiu evitar o excesso de defeitos, fazendo com que as «Directivas» anuais, difundidas pelo Comissariado, raramente surpreendessem com algo de novo e vigoroso. Isto, para não esquecer que elas nem sequer chegavam à mãos de todos os interessados. Bem, e assim foi a Mocidade "mirrando" para mal de todos e benefício de ninguém.
4. - É claro que não se pode deixar de reconhecer, o imenso contingente que os alunos do ensino primário constituíam, face aos demais ramos de ensino, e dos grandes desafios que isso constituía, mas tratava-se de uma questão, cujas origens, se situavam quase um século antes. Era o atraso do nosso sistema de ensino. E a Mocidade e Estado Novo, foram apenas os herdeiros. O que importa neste momento é avaliar se havia ou não condições para ultrapassar a questão. A aposta continua a ser o «sim». Que que era possível embora com grandes esforços, e algum tempo para evoluir do «quase-impossível», para o «semi-possível» e, finalmente, para o «possível», num prazo que nunca seria inferior a dez anos, a partir de 1940. Ponto de partida para a nossa referência de trabalho.
5. - É meu convencimento que que o acolhimento por parte do professorado seria bastante bom. No fundo, todos desejavam que, pelo menos um dia por semana, a actividade escolar fosse diferente. Mas o sucesso dependia em grande parte de uma instrução de qualidade, da boa ordem em que tudo decorresse e da regularidade. Era fundamental saber-se que, no sábado respectivo, a instrução iria mesmo decorrer.
6. - Um dia, ou melhor, durante uns três sábados compareci numa escola primária de Lisboa, para avaliar as possibilidades de se estabelecer uma actividade de forma regular. Já era graduado «comandante-de-falange» e comandava à época a Ala de Lisboa. Os miúdos estavam super-entusiasmados e as professoras, eram todas professoras, acolheram-me com grande interesse e simpatia.Mas eles apenas dispunham de um pequeno pátio nas traseiras aonde só seria possível manter, aquela centena de miúdos em permanente formação e isso era inaceitável. Seria uma maldade que eles não mereciam. Entretanto fui incorporado no Exército e a experiência teve de parar aí. Mas não a esqueci e prometi a mim mesmo que um dia voltaria àquela escola.
7. - E aqui estou eu, tantos anos depois, em defesa daquilo que observei, e que só não pôde ter a esperada continuação, porque, pouco tempo depois de ter regressado do Ultramar a Mocidade acabou. Hoje, aquela escola também já deve ter outras instalações, mais amplas. Entretanto as escolas passaram a ter um tipo de actividades circum-escolares, no caso dos rapazes, pouco virado para o seu robustecimento. Aqui há um mês atrás (Julho de 2013), o Parlamento aprovou uma resolução para que o Governo legislasse no sentido de que se retomasse e reorganizasse o «desporto-escolar». Os rapazes tiveram de esperar quarenta anos, pelo tempo dos seus netos. Mas... mais vale tarde do que nunca.
8. - Mas, voltando aos «velhos tempos». Para além do pessoal para enquadrar os miúdos: «chefes-de-quina», «comandantes-de-castelo» e, eventualmente, um «comandante-de-grupo-de-castelos» e um «cadete-auxiliar-de-instrução». Também seria necessário algum material desportivo, mas não tenho qualquer dúvida de que essa seria a parte mais fácil. A Câmara Municipal, a Junta de Freguesia e os pais não nos deixariam desamparados. O mais importante seria o nosso «querer», pois, quando ele existe, transforma-se em «querer é poder».
9. - Publicadas pela Mocidade, existem em diversas bibliotecas, umas «Directivas para a instrução dos Lusitos». Está bem nos «jogos-educativos», está bem nos passeios e em outros aspectos. Mas, não está nada bem, nem nas «formações e evoluções», nem na abordagem de assuntos que resvalam um pouco para a política. Os miúdos daquela escolas não existiam para serem instrumento da política. Que se deixasse isso para a gente adulta.
10. - As actividades de «Outono-Inverno» teriam nas escolas o local adequado. Na rua com bom-tempo e, na sala de aula, em dias de chuva. Agora o que a todos devia preocupar era sobre o que se iria fazer na «Primavera-Verão». Para o caso do «ensino-primário», a região (ala), devia, desde muito cedo preocupar-se com este assunto e, procurar integrar o seu efectivo numa actividades mais ampla, especificamente para eles organizada. Iniciativas de cada escola também eram possíveis, mas, em termos organizativos, eram mais viáveis as actividades que envolvessem maiores efectivos.
11. - Logo em Outubro, se a escola nunca tivesse participado em nenhuma actividade deste género, deveriam os respectivos órgãos da região (ala) ou do distrito (divisão) serem contactados, ou tomarem a iniciativa de contactar, para acompanhamento do processo organizativo que se iria prolongar por, mais ou menos, seis meses. Entre Outubro e Dezembro era o tempo de reflectir a avaliar como decorreu a actividade anterior. Rever e actualizar o «manual-geral-de-instruções» e recompletar o «corpo-de-formações-de-comando», face a inevitáveis mudanças de interesse.
12. - A partir de Janeiro e até Março, era o tempo de visitar os centros com desejo em participar, e ainda os outros que até então não se tivessem manifestado. Juntamente com a exposição itinerante. Em Abril começavam os concursos para as construções de campo e de rio, mais dos cartazes a utilizar, e de textos e fotos, a publicar no «jornal-de-árvores» ou de «parede». Também as secções de «difusão sonora» começavam a divulgar os temas a concurso: história regional, etnografia, monumentos, etc. Enfim todos os lugares deviam fervilhar de actividade, e ainda ela, a principal, propriamente não havia começado.
13. - Mas, para conhecer melhor o que seria organizado e como, especialmente o «como», o melhor, é ler as colocações sobre os «campos-de-férias». Talvez para as exigências de alguns ainda não seja suficiente, mas será um bom começo. O resto está espalhado por inúmeras colocações, a propósito de tudo e mais alguma coisas. Não faltam oportunidades para expôr as nossas ideias, Só que havia de as ler e aproveitar.
14. - A regulamentação da Mocidade não permitia que os Lusitos participassem em actividades, conjuntamente com Infantes, Vanguardistas e Cadetes, com excepção dos graduados que os enquadravam e, quando falamos em graduados, falamos também em «chefes-de-quina». Sobre os motivos, talvez as possamos imaginar, muito embora, que, rodeando o assunto das cautelas, talvez fosse possível extender essas actividades aos Infantes.
15. - Nas alas (regiões) ou nas divisões (distritos), as «formações-de-comando» estavam divididas consoante as actividades e os escalões dos participantes. Seria fácil encontrar quem se ocupasse dos Lusitos e Infantes, ou de Vanguardistas e Cadetes. Também poderiam existir uma só para Vanguardistas e outra só para Cadetes.
16. - Como também já foi escrito noutras colocações, o ideal seria trazer as crianças das serras e outras terras do interior, para as praias do litoral, e proceder de forma inversa, com os rapazes do litoral. Penso que esta intenção teria o bom acolhimento de todas as entidades, Não excluindo, no entanto, que algumas das actividades, especialmente as de Primavera pudessem ter lugar na região. Competia às «divisões» distritais apoiar as «alas», regiões, nos recursos de material e em pessoal organizador e coordenador.
17. - A regra de ouro, era a preparação de tudo com grande antecedência. A nossa proposta padrão era para um ano. Assim, todas as pequenas dificuldades iam sendo resolvidas a pouco e pouco, sem acumular problemas para o dia da partida, susceptíveis de causar alguma perturbação, quer entre os miúdos, quer entre estes e os organizadores.
18. -
19. -
(continuar)
Mocidade Portuguesa. Centros Escolares.
Estatísticas da Educação. 1950/51. Ensino Primário.
Escolas, Alunos e Professores.
PÁGINA EM CONSTRUÇÃO
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Quadro 18 - Estabelecimentos, alunos e pessoal docento:
Quadro 18 - Página 56.
Quadro 18 - Página 57.
domingo, 11 de agosto de 2013
Mocidade Portuguesa. Centros Escolares Primários.
Estatísticas da Educação. 1950/51. Ensino Primário.
Escolas, Alunos e Professores.
PÁGINA EM CONSTRUÇÃO
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Quadro 3 - Escolas Masculinas e Mistas:
Quadro 3 - Página 8
Quadro 5 - Alunos Inscritos, por Distritos e Concelhos:
Quadro 5 - Página 10
Quadro 5 - Página 11
Quadro 5 - Página 12
Quadro 5 - Página 13
Quadro 5 - Página 14
Quadro 5 - Página 15
Quadro 5 - Página 16
Quadro 5 - Página 17
Quadro 5 - Página 18
Quadro 5 - Alunos Inscritos, por classes e distritos:
Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE)
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Mocidade Portuguesa. Organização de Actividade.
Curso de Formações de Comando.
PÁGINA EM CONSTRUÇÃO
Índice da Organização de Actividades
1. – Organização de Actividades.
3. – Organização de Actividades. Escolas de Quadros.
4. – Organização de Actividades. Época de Outono-Inverno.
5. – Organização de Actividades. Escalão de Lusitos.
6. – Organização de Actividades. Curso de Chefes-de-Quina.
7. – Organização de Actividades. Escalão de Infantes.
8. – Organização de Actividades. Infantes de 1.ª Classe.
9. – Organização de Actividades. Curso de Arvorados-em-Comandantes-de-Castelo.
10. – Organização de Actividades. Escalão de Vanguardistas.
12. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Castelo.
13. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Grupo.
14. – Organização de Actividades. Escalão de Cadetes.
15. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Bandeira.
16. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Falange.
18. – Organização de Actividades. Curso de Cadetes-Auxiliares-de-Instrução.
19. – Organização de Actividades. Dia 1.º de Dezembro (Dia da Mocidade)/Mudança de Escalão.
20. – Organização de Actividades. A Festa de Natal.
21. – Organização de Actividades. Época de Primavera-Verão.
22. – Organização de Actividades. Um Pequeno-Médio Acampamento.
23. – Organização de Actividades. Uma Colónia de Férias.
1. As «formações-de-comando» previstas no «regulamento-de-campismo» e nos normativos que regularam os cursos ministrados nos «centros-de-instrução-de-quadros» foram das decisões de maior importância na vida da Mocidade, mas, infelizmente, muito pouco aproveitada, tal como outras inúmeras coisas.
2. Quanto ao porquê, talvez com o acréscimo de colocações no «Tronco-em-Flor», isso vá dando para se perceber, no entanto, a suspeita de que as funções deste tipo de «corpo-orgânico», assim, uma espécie de «corpo-de-estado-maior» das «unidades» (centros, alas, divisões e serviços-centrais) e «formações» (castelo, grupo-de-castelos, bandeira, falange e agrupamento de falanges), tenha sido alvo de alguma relutância dos «dirigentes-adultos», preocupados com o seu estatuto de poder e autoridade, não é de excluir, ao verem que se consumava um tipo de Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e, PELOS rapazes.
3. No entanto, esta era a visão dos grandes pedagogos do princípio dos anos quarenta, que rapidamente se aperceberam da enorme dificuldade em manter um elevado corpo de «dirigentes-adultos», mesmo que semi-profissionais (gratificação), face à grave carência de recursos com que a Mocidade se iria sempre debater.
4. As «formações-de-comando» mais não eram que um corpo de especialistas formados pelos «centros-de-instrução especial» (CIE's) e, em duas fases, pelos «centros-de-instrução-de-quadros» (CIQ's). A primeira, era claramente de especialização e, a segunda, já tinha a ver com o curso de «formações-de-comando». Estes cursos contemplavam a organização de médias e grandes actividades de «Primavera-Verão» e constituíram um excelente recurso à disposição dos vários níveis de comando, agora com novas atribuições. Mas, claro, sempre com o apoio e aconselhamento dos «dirigentes-adultos» que mantinham a capacidade de últimos decisores ou de decisores de recurso.
5. O «chefe» de cada «formação-de-comando» seria sempre o «adjunto» do respectivo «comandante», mas, a «formação» só dependia directamente dele, quando esse «comandante» participasse numa actividade de forma autónoma. Assim acontecia, por exemplo, com um «castelo», caso contrário a sua «formação-de-comando» integrava-se na «formação-de-comando» do «grupo» e, assim sucessivamente, com a «formação-de-comando» do «grupo» a integrar-se na da «bandeira» e, a da «bandeira», na da «falange» e, a da «falange» na do «agrupamento-de-falanges». Na prática tudo dependia do efectivo de filiados envolvidos em cada actividade e do respectivo «comando» atribuído.
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