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MARCOS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
DESTAQUE


Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Batalha. Leiria.



Painéis de São Vicente de Fora.



Torre de Belém. Lisboa.



Estátua equestre de El-Rei D. João IV. Em frente ao Paço Ducal. Vila Viçosa



A Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes foi extinta em 1966, quando a reforma do ministro Galvão Telles lhe retirou os rapazes (filiados), entregou os «centros» às escolas, e a transformou, assim, numa espécie de direcção-geral de actividades circum-escolares.

Voltou às origens com a reforma Veiga Simão, pelo Decreto-Lei n.º 486/71 de 8 de Novembro.

Mas os novos "associados" estavam tão preocupados com a sua modernização, que acabaram por a descaracterizar completamente.

Foi definitivamente extinta a 25 de Abril de 1974.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Mocidade Portuguesa. Organização de Actividade.
Curso de Formações de Comando.




PÁGINA EM CONSTRUÇÃO



Índice da Organização de Actividades

1. – Organização de Actividades.
3. – Organização de Actividades. Escolas de Quadros.
4. – Organização de Actividades. Época de Outono-Inverno.
5. – Organização de Actividades. Escalão de Lusitos.
6. – Organização de Actividades. Curso de Chefes-de-Quina.
7. – Organização de Actividades. Escalão de Infantes.
8. – Organização de Actividades. Infantes de 1.ª Classe.
9. – Organização de Actividades. Curso de Arvorados-em-Comandantes-de-Castelo.
10. – Organização de Actividades. Escalão de Vanguardistas.
12. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Castelo.
13. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Grupo.
14. – Organização de Actividades. Escalão de Cadetes.
15. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Bandeira.
16. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Falange.
18. – Organização de Actividades. Curso de Cadetes-Auxiliares-de-Instrução.
19. – Organização de Actividades. Dia 1.º de Dezembro (Dia da Mocidade)/Mudança de Escalão.
20. – Organização de Actividades. A Festa de Natal.
21. – Organização de Actividades. Época de Primavera-Verão.
22. – Organização de Actividades. Um Pequeno-Médio Acampamento.
23. – Organização de Actividades. Uma Colónia de Férias.



1.   As «formações-de-comando» previstas no «regulamento-de-campismo» e nos normativos que regularam os cursos ministrados nos «centros-de-instrução-de-quadros» foram das decisões de maior importância na vida da Mocidade, mas, infelizmente, muito pouco aproveitada, tal como outras inúmeras coisas.

2.   Quanto ao porquê, talvez com o acréscimo de colocações no «Tronco-em-Flor», isso vá dando para se perceber, no entanto, a suspeita de que as funções deste tipo de «corpo-orgânico», assim, uma espécie de «corpo-de-estado-maior» das «unidades» (centros, alas, divisões e serviços-centrais) e «formações» (castelo, grupo-de-castelos, bandeira, falange e agrupamento de falanges), tenha sido alvo de alguma relutância dos «dirigentes-adultos», preocupados com o seu estatuto de poder e autoridade, não é de excluir, ao verem que se consumava um tipo de Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e, PELOS rapazes.

3.   No entanto, esta era a visão dos grandes pedagogos do princípio dos anos quarenta, que rapidamente se aperceberam da enorme dificuldade em manter um elevado corpo de «dirigentes-adultos», mesmo que semi-profissionais (gratificação), face à grave carência de recursos com que a Mocidade se iria sempre debater.

4.   As «formações-de-comando» mais não eram que um corpo de especialistas formados pelos «centros-de-instrução especial» (CIE's) e, em duas fases, pelos «centros-de-instrução-de-quadros» (CIQ's). A primeira, era claramente de especialização e, a segunda, já tinha a ver com o curso de «formações-de-comando». Estes cursos contemplavam a organização de médias e grandes actividades de «Primavera-Verão» e constituíram um excelente recurso à disposição dos vários níveis de comando, agora com novas atribuições. Mas, claro, sempre com o apoio e aconselhamento dos «dirigentes-adultos» que mantinham a capacidade de últimos decisores ou de decisores de recurso.

5.   O «chefe» de cada «formação-de-comando» seria sempre o «adjunto» do respectivo «comandante», mas, a «formação» só dependia directamente dele, quando esse «comandante» participasse numa actividade de forma autónoma. Assim acontecia, por exemplo, com um «castelo», caso contrário a sua «formação-de-comando» integrava-se na «formação-de-comando» do «grupo» e, assim sucessivamente, com a «formação-de-comando» do «grupo» a integrar-se na da «bandeira» e, a da «bandeira», na da «falange» e, a da «falange» na do «agrupamento-de-falanges». Na prática tudo dependia do efectivo de filiados envolvidos em cada actividade e do respectivo «comando» atribuído.

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8.  

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mocidade Portuguesa. Organização de Actividades.
Cursos de Graduados.




PÁGINA EM CONSTRUÇÃO



Índice:
A - Curso de «Comandantes-de-Castelo».
B - Curso de «Comandantes-de-Grupo-de-Castelos».
C - Curso de «Comandantes-de-Bandeira».
D - Curso de «Comandantes-de-Falange».



1.   Desde a regulamentação da Mocidade, pelo Decreto n.º 27.301, de 4 de Dezembro de 1936, que o binómio «dirigente-graduado» foi mal avaliado. De acordo com a legislação que estabelecia a abrangência da Organização e os escalões de frequência obrigatória: Lusitos (7 aos 10 anos) e Infantes (dos 10 aos 14 anos); e os escalões de frequência voluntária: Vanguardistas (dos 14 aos 18 anos) e Cadetes (dos 18 anos aos 21 anos). Que era previsível um contingente próximo de um milhão de filiados. Algo que sem uma classe de dirigente profissional, o seu papel teria que ter a ver mais com a «assistência e o aconselhamento», do que funções executivas de instrutor e organizador de actividades. Mas, para isso muito contribuiu o desempenho dos primeiros dirigentes oriundos do Exército, que trouxeram consigo hábitos não adaptáveis à Mocidade.


2.   Nota-se a importância dada ao garbo, ao aprumo, à rigidez da marcha, da cadência do passo, aos alinhamentos, etc. Em tudo se respirava a militar. São exemplos disso o I e o II Acampamentos Nacionais (1337 e 1939) e as actividades em que participaram os filiados acampados (paradas e desfiles). Tanto assim, que os dirigentes em início de carreira, até então conhecidos por «Instrutores», passaram, a partir dos anos quarenta a ser designados por «Assistentes».


3.   A grande mudança estava em cursos, mas ainda demorou bastantes anos. Até porque as primeiras gerações de graduados, levados pela inspiração recebida, atrasaram o mais possível o sentido da mudança que pretendia fazer da Mocidade uma Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes. E dos graduados os verdadeiros instrutores e organizadores das actividades, mesmo das maiores, embora sempre com o acompanhamento e aconselhamento dos dirigentes, que não deixavam de manter a capacidade de aprovação final.


4.   É, face a esta mova realidade, que as escolas de graduados tiveram bastante dificuldade em adaptar os seus currículos e os planos de estudo, porque, exactamente à frente delas, estava gente da «velha guarda» e não gente da «nova guarda». Ora para se ser um organizador competente e responsável, os conhecimentos elementares daquelas escolas eram insuficientes, e qualquer acréscimo, tinha dificuldade em «encaixar» em três semanas de internato, mais uma semana de campo. Este período era aceitável desde que antecedido por um período de ensino à distância entre seis meses e um ano, e o fornecimento de documentação de estudo de nível adequado.


5.   Nas próprias escolas de graduados o ensino seria ministrado por graduados mais antigos e de patente mais elevada. Mas aqui como em todos os outros postos de comando, e instrução a organização seria sempre DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes, embora com o acompanhamento e aconselhamento dos «dirigentes-adultos», que, apesar da sua carência ao nível geral, eram, mesmo assim, suficientes para este tipo de funções. Assim se melhorasse igualmente o seu nível de qualificações.


6.   Este incremento na participação dos graduados-instrutores, tinha muito a ver com o aumento significativo do número de escolas de graduados que habilitavam graduados «comandantes-de-castelo» e «comandantes-de-grupo-de-castelo», que deveriam passar a existir em todas as capitais de distrito, mas, reservando, apenas as escolas de Lisboa, Porto e Coimbra, para a graduação de «comandantes-de-bandeira» e de «comandantes-de-falange».


7.   Também estava em causa as novas funções dos graduados «comandantes-de-castelo», que deixavam de apenas comandar «castelos», para se poderem tornar adjuntos do «comandante-do-grupo-de-castelos» e «chefes» da «formação-de-comando» do «grupo-de-castelos», o mesmo acontecendo com os «comandantes-de-grupo» em relação à «bandeira», e com os «comandantes-de-bandeira» em relação à «falange». Aqui apenas se iriam considerar as noções elementares, uma vez que, as complementares e finais, seriam ministradas nos cursos específicos para «formações-de-comando» a ministrar nos «centros-de-instrução-de-quadros», também existentes nas capitais de distrito.


8.   Para além de muitos outros detalhes, que serão abordadas nas colocações referentes aos vários cursos, um assunto transversal a todos eles, era a sensibilidade da sua relação com os «cadetes-auxiliares-de-instrução» uma nova classe de «quase-dirigentes», destinada a superar a carência de «dirigentes-adultos», essencialmente oriundos das «formações-de-comando» e de graduados, consoante a especialidade, pelos «centros-de-instrução-especial e também pelos «centros-de-instrução-de-quadros». Paralelamente, também existiam os «cadetes-monitores-estagiários», mas, estes oriundos da «carreira-de-comando», ou seja, da «carreira-de-graduados».


9.   Dirigentes como o Professor Dr. Gonçalves Rodrigues, Comissário Nacional, até 1956, e o Tenente-Coronel Luís Ribeiro Viana, Comissário Macional-Adjunto, na mesma época, ambos apoiantes de uma Mocidade assente numa classe de dirigentes profissionais, ainda tentaram no início da fase nacional do II Congresso Nacional, em 1956, apelar aos bons-ofícios do ministro da Educação, Professor Eng.º Francisco de Paula Leite Pinto, que, curiosamente, havia sido o secretário-geral do I Congresso da M.P., em 1939. Mas o Governo não estava para aí virado. As suas preocupações, ao tempo, estavam na Índia e na defesa militar do Ultramar, em geral.


10.   O subsecretário de estado da Educação, Dr. Baltazar Rebello de Sousa, que havia sido «graduado-comandante-de-falange», «ajudante-de-campo» do Comissário Nacional, Professor Dr. Marcello Caetano e, depois, dirigente da Organização, ainda tentou fazer uma aposta nos graduados, com o apoio dispensado aos vários «Encontros», dos quais pouco depois resultou a criação do «Corpo Nacional de Graduados» (CNG), e dos corpos distritais e regionais de graduados e dos respectivos comandos. Mas a iniciativa era demasiado frágil para ser bem sucedida. o que havia a fazer era muito mais do que isso. Mas, apesar de tudo, conseguiu-se o "desabrochar" do «Talha-Mar», jornal dos graduados, que se manteve até aos anos setenta.


11.  





(continua)


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mocidade Portuguesa. Organização de Actividades.
Activação de Um Centro.



PÁGINA EM CONSTRUÇÃO


Sumário:
A - Introdução.
B - Actividades Gerais.
C - Actividades Desportivas.
D - Actividades Culturais
E - Curso de Chefes de Quina.Introdução
F - Actividades de Primavera-Verão.
G - Secções do Centro.


A - INTRODUÇÃO:

1.   As ideias expostas, referem-se a uma situação, semi-verídica, que não foi comum à maioria dos Centros, embora acontecesse com alguma frequência e, portanto, dela podemos recolher alguns ensinamentos muito úteis. Trata-se do caso de um «comandante-de-castelo» de 16 anos que foi chamado ao director do Centro (e Escola), para lhe ser proposto que assumisse o comando do Centro. Antes, neste Centro, que correspondeu a uma Escola Industrial, havia funcionado um outro Centro de uma Escola Técnica Elementar, que, entretanto, se mudara para novas instalações. Os quadros existentes, tinham ido quase todos com o efectivo do outro Centro, e o da Escola Industrial ficara numa situação quase-deserta. Apenas ficaram alguns, muito poucos. Este comandante-de-castelo, ainda, por cima, havia estado apresentado para serviço/aprendizagem num centro de instrução especial de transmissões, aonde recebeu instrução do «alfabeto morse» para transmissões rádio-eléctricas, por outro lado, a sua experiência resumia a uma vivência turbulenta, numa outra Escola Técnica Elementar, também muito velhinha, e sem espaço para acolher as várias formações do 1.º e do 2.º ano. Praticamente, três grupos de castelos em cada um dos anos.

2.   Os dois comandantes-de-castelo existentes, pertenciam a uma Escola Comercial e estavam ali em regime de «destacamento». Só não se chamava assim, porque as transferências não obedeciam a um qualquer procedimento organizado, e os centros andavam a “roubar” quadros uns aos outros. Os tais «comandantes-de-castelo», ficaram como comandantes, respectivamente, um do 1.º ano, e o outros do 2.º ano, e estavam, na prática, a tentar exercer as funções de graduados «comandantes-de-bandeira», sem estarem para isso qualificados, nem terem cada um os seus quadros de 3 «comandantes-de-grupo-de-castelos», 9 «comandantes-de-castelo» e de 45 «chefes-de-quina», para já não falar nas respectivas «formações-de-comando». Para salvar a "honra do convento" havia por lá uns 8 a 10 «chefes-de-quina» de promoção muito recente. E no tocante a dirigentes, começaram por existir 2 e mais tarde 3, mas que muito pouco podiam fazer, dada a ausência de graduados e de «chefes-de-quina».

3.   A miudagem era o normal, alegres e turbulentos, mas incapazes de encontrar interesse naquelas infindáveis sessões de “marcar-passo”, a única forma de se tentar manter uma certa “ordem” no meio de uma semi-desordem. No final de cada sessão de instrução, os dirigentes sempre se reuniam connosco, graduados e «chefes-de-quina» em busca de uma possível solução milagreira, que consistia “em fazer omeletes sem ovos”. Eu era um dos tais chefes de quina que havia feito o curso no ano anterior, e ainda andava às voltas com o problema do “mando”, que resulta sempre ou da falta de qualificação ou de experiência. A minha vinda para a Mocidade, resultava do facto, em que no ano anterior, em que o bom-senso havia prevalecido, funcionando o Centro aos sábados à tarde com uma classe de transmissões (castelo), para voluntários, orientada pelo único dirigente-adulto existente. Aos domingos de manhã funcionava o curso de «chefes-de-quina», também para voluntários, e orientado por um «Cadete-Auxiliar-de-Instrução». Correu tudo bem, e ainda hoje, volvidos mais de 50 anos, me lembro dos seus nome.

4.   Sinceramente, não sei de quem tenha sido a ideia de "fazer omeletes sem ovos", mas julgo não me enganar ao apontar para a questão dos fardamentos. Pois de acordo com as normas em vigor, os pais tinham sido obrigados a comprar a farda da Mocidade e, os rapazinhos, não podiam passar os restantes anos da obrigatoriedade, sem fazerem uso dos uniformes, que muito havia pesado no orçamento da família. Por isso avançou-se, mas avançou-se mal, porque a Mocidade não se fazia só de fardamentos novos.

5.   A questão das «formações-e-evoluções», tinha a ver com a tentativa de estabelecer um pouco de ordem, naquela pequena multidão. Mas o resultado foi um fracasso. Depois, a "moda" à época, era manter os rapazes de pé em formatura, durante a hora de instrução de cada um dos anos. Pior um pouco, ao fim de um curto período de tempo, eles estavam exaustos e desatentos. Não esqueçam de que estamos a falar de Infantes. Curiosamente, nunca percebi porque razão eles não se podiam sentar no chão, em «círculo» ou em «U». Mas... mandava quem podia e cumpria quem devia!

6.   E, em resumo, o que é que a miudagem aprendeu? A relação entre algumas formações da Mocidade (quinas, castelos, grupos e bandeiras) e a bandeira de D. João I, que também era a bandeira e emblema da Mocidade, algumas noções da hierarquia da Organização, mas que por falta de material exemplificativo, entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Sobre a vida no campo, nada. Apenas no meu curso de «chefe-de-quina» se treinara a montagem e desmontagem da tenda canadiana de modelo M.P., o resto, para aqueles pobres rapazes, apenas: Esquerdo! Direito! Op! Dois!. Firme! Sentido! Esquerda Vol-ver! Direita Vol-ver! Em Frente-Marche! Marcar-Passo! e Alto! Não era uma maldade. Nenhum de nós sentiu isso. Foi apenas, como já disse, uma tentativa de manter alguma ordem, naquele pequena multidão. As responsabilidades e os responsáveis, teremos oportunidade de comentar ao longo das muitas colocações.

7.   O horário de instrução de 1 hora, uma vez por semana, era manifestamente insuficiente. Era preferível terem instrução de quinze em quinze dias, durante duas ou três horas e um pequeno intervalo pelo meio. Mas, verdadeiramente bom era que a instrução continuasse em regime de voluntariado, pelo menos, enquanto não tivesse-mos os quadros suficientes. Poder-se-ia acrescentar aos tais voluntários das «transmissões» um outro «castelo» de «reconhecimento, orientação e topografia», e outro ainda, de «campismo». Isso estava ao nosso alcance, e não iria saturar ninguém. Mas faltavam ideias, ou melhor, faltava poder e autoridade, e eu já não tinha paciência e parti para as «transmissões» E era mais um graduado que o Centro perdia, pois, entretanto, havia frequentado o curso de inverno da Escola Nacional de Graduados (ENG), aonde concluí o curso de «comandantes-de-castelo, com a classificação de «muito-apto»- Era-mos 6 ou 7 entre 50.

8.   Mas julgo que já é tempo de voltar a falar do meu novo Centro. Ser «comandante-de-centro» não era novo para mim. No outro Centro já havia exercido essas funções a partir do final de 1959/60 e depois durante 1960/61. Uma das características do que havia sido o novo Centro, eram as excelentes instalações da sua sede.

9.   Infelizmente, com a partida da Escola Técnica Elementar, apenas sobrara uma mini-secretaria e o depósito de material para a Escola Industrial. Os antigos ocupantes, levaram a biblioteca, mas o material ficou. E isso foi o mais importante. Tínhamos todo o material de campismo necessário para um «castelo». Julgo que se tratou de uma "herança" do V ou do VI Acampamento Nacional. Mas, por razões que ainda hoje me arrependo, fizemos dele muito pouco uso.

10.   Pouco depois de ser nomeado, já estávamos no 3.º período de 1962/63, ainda publicámos uns três «jornais de parede», mensais. Passou pelo Centro um aluno-filiado ilustrador que era um artísta. Depois viram as férias e, com a concordância do meu director, fui frequentar o curso de «comandantes-de-bandeira». Mas andei por lá a arrastar-me. Ainda era muito novo, no Verão de 1963, tinha só 16 anos, a idade certa para ser «comandante-de-grupo-de-castelos». Por isso continuo a defender, que, a idade certa para o curso de «comandantes-de-bandeira», eram os 18 anos. Eventualmente antecedidos por um ano, ou ultrapassados por 1 a 2. Tudo dependendo da compleição física de candidato, no caso de antecipação, e de outros factores no caso de ultrapassagem.

10.   Devido a uma má ou incompleta influência da disciplina «Organização dos Centros», elaborei um plano de actividades muito abrangente, e em completa desintonia com o efectivo de filiados que se haviam apresentado. Mas, com a melhor das boas vontades o meu director aceitou, e até se envolveu na apresentação pública. Mas tudo aquilo estava errado. Eu devia ter começado com os pés assentes na realidade, e não em qualquer esquema teórico. Apesar disso ao longo dos três anos seguintes, durante os quais me mantive como comandante do Centro, fui bem sucedido noutras actividades, designadamente para Vanguardistas. A «secção-de-difusão-sonora» conhecida como «Rádio Juventude», cuja história irá preencher um espaço bem alargado noutra colocação, e a «equipa de futebol», para a qual se conseguiu reunir a verba necessária para a compra do equipamento.

11.   Quanto ao que poderemos chamar de «actividades-gerais» o caminho a seguir devia ter sido muito mais simples. O facto de eu possuir a graduação de «comandante-de-bandeira» não significava que eu teria de comandar uma «bandeira», pelo menos ali. Nem tinha de considerar que, pelo facto de todos os alunos terem contribuído com uma quota em dinheiro para o Centro, fossem filiados com direito a actividades. O problema da quotização nada tinha a ver comigo, e esses contributos só poderiam ser expressivos para financiar tudo o que fosse mais ou menos desejável, ao fim de dez ou quinze anos, algo que me ultrapassava completamente.

12.   Já agora, também fomos muito bem sucedidos com a «festa-de-encerramento-da-época-Outono-Inverno. As apresentações voluntárias para colaborar, ultrapassaram sempre as vagas existente. E o nosso pequeno teatro ficou sempre repleto de famílias, colegas e amigos. O que já não acontecia há décadas, nem voltou a acontecer depois disso. A chave do sucesso, foi a minha capacidade de delegar sempre tudo em todos. Embora não tenham sido festas 100% ao estilo M.P., conseguiu-se um certo equilíbrio aceitável. O maior problema é que não tínhamos especialistas para ensaiar os rapazes. Fez-se o que se pôde.

13.   Mas, voltando, uma vez mais, ao «comandante-de-bandeira»/«chefe-de-quina» ou, talvez «comandante-de-castelo». Não me devia ter preocupado com isso. Tudo tem sempre um ponto de começo. O resto depende da nossa qualificação e da força anímica que nos motiva. Em boa verdade o efectivo não era bem o de uma «quina». Talvez mais ou menos o de um «castelo» e eu tinha de assumir as funções respectivas. Começando por organizar as primeiras «quinas» que até não necessitavam de estar completas. Essencialmente havia que começar por aproveitar os «chefes-de-quina» apresentados para serviço. Um, dois ou três, e distribuindo os filiados por essas novas «quinas». Se o número de filiados fosse superior, havia que os distribuir provisoriamente pelas «quinas» existente, como elementos supranumerários. Ao mesmo tempo que se iniciava um «curso-de-chefes-de-quina». Não era relevante que este curso apenas começásse com dois ou três filiados-candidatos Outros filiados iriam sendo escolhidos a pouco e pouco. Importante é que existisse regularidade no funcionamento das actividades, neste caso, em todos os sábados à tarde.

14.   Começar às 14:00 horas com uma pequena formatura de 5 minutos, com todos em «linha» dado o pequeno efectivo, para proceder ao içar das bandeiras e cantar a «Marcha da Mocidade». Era uma pequena cerimónia protocolar, mas de grande significado. No final, às 16:00 horas, a cerimónia repetia-se para arrear as bandeiras, mas desta vez catava-se o «Hino Nacional». A Mocidade era uma Organização patriótica e estes dois hinos representavam isso mesmo. Estes 5 minutos a mais, eram suficientes para treinar algumas posições a «pé-firme», coisa de um ou dois minutos.

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(continua)

domingo, 4 de agosto de 2013

Mocidade Portuguesa. Organização de Actividades.




PÁGINA EM CONSTRUÇÃO



Índice da Organização de Actividades

1. – Organização de Actividades.
3. – Organização de Actividades. Escolas de Quadros.
4. – Organização de Actividades. Época de Outono-Inverno.
5. – Organização de Actividades. Escalão de Lusitos.
6. – Organização de Actividades. Curso de Chefes-de-Quina.
7. – Organização de Actividades. Escalão de Infantes.
8. – Organização de Actividades. Infantes de 1.ª Classe.
9. – Organização de Actividades. Curso de Arvorados-em-Comandantes-de-Castelo.
10. – Organização de Actividades. Escalão de Vanguardistas.
12. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Castelo.
13. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Grupo.
14. – Organização de Actividades. Escalão de Cadetes.
15. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Bandeira.
16. – Organização de Actividades. Curso de Comandantes-de-Falange.
17. – Organização de Actividades. Curso de Formações-de-Comando
18. – Organização de Actividades. Curso de Cadetes-Auxiliares-de-Instrução.
19. – Organização de Actividades. Dia 1.º de Dezembro (Dia da Mocidade)/Mudança de Escalão.
20. – Organização de Actividades. A Festa de Natal.
21. – Organização de Actividades. Época de Primavera-Verão.
22. – Organização de Actividades. Um Pequeno-Médio Acampamento.
23. – Organização de Actividades. Uma Colónia de Férias.



1.      A importância destes textos prende-se com o facto de nos estar-mos a referir a uma Organização com mais de 1 milhão de filiados (1.027.309) e, cerca de 14.921 centros, conforme a própria Mocidade assume nas «Estatísticas da Educação» de 1960/61 (pág. 85). O número de dirigentes não o conhecemos, neste momento, exactamente quantos teve e por quantos anos se mantiveram. Mas podemos avaliar quantos seriam necessários para enquadrar este vasto efectivo. O mesmo sucedendo com os graduados e as «formações-de-comando». Ainda, quanto aos graduados, sabe-se que até a 1960 teriam sido formados mais de dez mil graduados.

2.      Conhecendo-se a missão de todos eles, não é difícil estabelecer um quadro-orgânico e avaliar as implicações do seu recrutamento, formação e procedimentos para assegurar a sua «retensão-nas-fileiras». É, de facto, uma tarefa gigantesca, mas possível de conduzir ao seu sucesso, desde que cada um não se amedronte e esteja disposto a cumprir a sua parte. Que cumpra apenas a sua parte e nada mais. É pelo menos isso que se pretende demonstrar com o blogue «Tronco-em-Flor».

3.      A ideia de que bastava recrutar alguns dirigentes, e formar uns quantos graduados é de uma insuficiência confrangedora, que roça mesmo alguns extremos da ignorância. O enquadramento de um milhão de rapazes implicava a existência de dezenas ou até talvez mesmo de centenas de corpos organizados, perfeitamente distintos, mas harmonizados por uma cadeia de moderadores, muitas vezes, mais de voluntário entendimento e cooperação, do que regido por uma qualquer hierarquia.

4.      E que não se estranhe estas palavras, porque as cadeias hierárquicas do tipo militar, só são possíveis de estabelecer, quando estamos a lidar com profissionais ou semiprofissionais, isto é, uma Organização de adultos, o que a Mocidade não era. Ela só for reconhecida e aceite pelos seus principais pedagogos e estou-me a referir ao Professor Marcello Caetano, comissário nacional, e ao Dr. Alberto da Silveira Ramos, inspector do quadro-geral, por ser uma Organização DOS rapazes, PARA os rapazes, e PELOS rapazes. Embora alguns dos antigos graduados, sonhassem, mais tarde, já então como dirigentes, continuarem a sua acção nos mesmos moldes anteriores.

5.      Que, no entanto, não se interprete mal o que aqui fica escrito, pois sempre existiram dirigentes, com um perfeito entendimento dessa sua nova relação com os rapazes, e com uma dedicação tal, que nem o mais vasto conjunto de medalhas, seria suficiente, para constituir o público e suficiente reconhecimento da sua acção.

6.      Em diversas colocações tenho insistido nas «Formações-de-Comando», para coadjuvar a missão dos graduados, e nos «Cadetes-Auxiliares-de-Instrução» para superar a angustiante falta de dirigentes. Quer sobre uns e sobre os outros, estão colocados textos muito detalhados, que ajudarão a entender o seu insubstituível papel. Também se fala se fala dos «Monitores Estagiários» ou, se preferirem, dos «Cadetes Monitores Estagiários». É mais um dos tais corpos, este, porém, oriundo do corpo de graduados.

7.      Também falaremos dos cursos de formação de todos eles. O mesmo acontecendo com os cursos de promoção de graduados. Os cursos existiram por longos anos. Mas da maioria saíam graduados pouco preparados para a natureza das missões que os esperava. O «Talha-mar», como o jornal do Corpo Nacional de Graduados (CNG), publicou-se durante muitos anos, mas, de uma maneira geral, reflectiu a falta de formação dos seus destinatários e as pequenas equipas que se conseguiram reunir no Comissariado. Daí o pequeno desenvolvimento nos temas, embora a parte gráfica fosse bastante boa. Ao longo de todo o seu tempo de existência manteve a periocidade mensal, o que foi muito bom.

8.      Reservou-se um bom espaço para distinguir as actividades de Outono-Inverno das de Primavera-Verão. As «Directivas» para as «actividades-gerais», assim eram conhecidas as actividades «não especiais», mas que, na prática, apenas contemplavam as actividades de «Outono-Inverno». Aquelas que constituíam a parte teórica e tiveram lugar nos pátios das escolas e liceus. Nas escolas a instrução era apenas ao sábado à tarde, e nos liceus nas tardes de quarta-feira e de sábado.

9.      O grande propósito de todo este trabalho, é tentar demonstrar que sem as actividades de «Primavera-Verão», as outras perdiam o seu sentido, constituindo uma grande estopada para quem foi obrigado a frequentar a instrução. Em parte alguma da legislação referente à Mocidade, encontramos qualquer dispensa das actividades de «Primavera-Verão», tendo-se apenas estabelecido os dias reservados à instrução do «Outono-Inverno». Uma vez mais, é à impreparação dos dirigentes, que temos de atribuir uma carência, à qual não tenho a menor dúvida em atribuir o declínio da Organização, a partir de meados dos anos quarenta.

10.   Claro que também podemos atribuir esse declínio a um afrouxar do interesse do Estado. Se nos detivermos sobre as finalidades que envolveram a aparecimento da Mocidade, fácil se torna ler nas entrelinhas um propósito de pré-mobilização da juventude face às nuvens negras da guerra que se avizinhava, e cuja guerra civil de Espanha, eclodiu aqui mesmo ao lado, praticamente um mês depois de criada a Mocidade.

11.   A partir dos anos quarenta, as relações exteriores do país, já apontavam para uma orientação política diferente e, é neste contexto que o Eng.º Nobre Guedes, um germanófilo assumido, é enviado como embaixador para Berlim, enquanto, substituído no cargo de Comissário Nacional, pelo Professor Marcello Caetano, um anglófilo, e com grandes simpatias pelo movimento escutista. Foi pela sua mão que o Dr. Alberto da Silveira Ramos veio do Algarve, aonde leccionava no Liceu de Faro, e que tinha sido, como inspector do quadro-geral, Delegado Provincial do Algarve e Comandante (Director) da ERGA, a Escola Regional de Graduados do Algarve. Aqui em Lisboa, este dirigente, também antigo chefe escutista, além de passar a leccionar no Liceu Passos Manuel, acrescentou, às importantes lições que antes já havia escrito no Algarve, uma ampla e profícua acção que acompanhou a Mocidade até ao fim dos seus dias. Também vem dessa época a presença e colaboração de um outro chefe escutista, o Dr. Tovar de Lemos.

12.   Ao referirmo-nos à instrução do escalão de LUSITOS, temos, forçosamente, de reconhecer a função indispensável do pessoal «destacado», para auxiliar em centros aonde a maioria dos dirigentes (ou equiparados) eram professoras. A diferença entre professoras e professores, era quase de 9 para 1. Os professores, em geral, davam aulas a rapazes, mas as professoras repartiam-se pelos dois sexos, embora seja possível chegar a um número aproximado. Também não podemos deixar de mencionar o exagero da instrução de «formações e evoluções» para crianças dos sete aos dez anos, e na insistência em terem os miúdos fardados (não nos esqueçamos da pobreza da época). Quem escreveu isso devia ter uma certa propensão para andar a brincar aos soldados. Um emblema da M.P., sobre o bolso da bata branca, já era muito bom, e o mesmo para os novos «chefes-de-quina» quando chegava coser uma das insígnias do outro lado do peito.

13.   Procura-se reconhecer aos «Arvorados-em-Comandantes-de-Castelo», que, à época, era apenas uma «situação», a de substitutos dos «Comandantes-de-Castelo» em falta, aquilo que na realidade aconteceu em todos os centros, aonde eram entendidos mais como «um posto» de que como uma «situação». Na realidade eles “encaixavam” muito bem, como adjuntos dos «Comandantes-de-Castelo» e chefes das «Formações-de-Comando» dos castelos, donde constavam mais um chefe-de-quina e dois filiados.

14.  Várias outras colocações proporcionam uma visão nova, relativa à formação de graduados, não só quanto ao aumento do número de cursos, como quanto aos conteúdos. Por não existirem cursos de «Comandante-de-Grupo-de-Castelos» (eram promovidos por mérito), chegou-se a uma situação muito estranha: a da existência de mais graduados- comandantes-de-bandeira (posto superior) do que graduados comandantes-de-grupo-de-castelos (posto inferior), quando a relação devia ser de 1 CB para 4 CG’s. Também se reforça a exigência na formação de CB’s para os capacitar para a organização das grandes actividades de «Primavera-Verão», o que não fazia parte dos programas das Escola Nacional de Graduados (ENG), sediada nos arredores de Lisboa, na Quinta da Graça, junto ao Estádio Nacional e ao INEF, actual faculdade de Motricidade Humana. De igual modo se aborda a situação dos graduados «Comandantes-de-Falange» (CF’s), cujos cursos chegaram a existir na à época Escola Central de Graduados (ECG/ENG), por razões que também tinham a ver com as grandes actividades.

15.  São igualmente contemplados, os cursos de «Cadetes-Auxiliares-de-Instrução», cuja formação tanto decorreu nos centros de instrução especial, principalmente no que se referia às actividades náuticas, e as das restantes especialidades, ou noutros centros de instrução especial, como era o caso do atletismo, da ginástica e da esgrima, e os que teriam lugar nos «Centros de Instrução de Quadros» (C.I.Q,’s).

16.  A formação de «Chefes-de-Quina» recebe um grande impulso, com a existência de cursos nos «centros-escolares-primários» e com a nomeação obrigatória de instrutores, entre Graduados e «Cadetes-Auxiliares de Instrução». Estes cursos começam a beneficiar de um outro enquadramento na progressão na carreira dos filiados. Embora se continuasse a respeitar que ninguém é obrigado a ser «Chefe-de-Quina» e que por isso mesmo continua a ter acesso às provas para Infante de 1.ª Classe, que lhe poderão proporcionar um acesso tardio à promoção a «Chefe-de-Quina», «Arvorado-em-Comandante-de-Castelo», ou até à frequência do curso de «Comandante-de-Castelo» na escola de graduados.

17.  Esquema sugerido para a promoção*:
CQ – 10 anos (9 – 12 anos)
ACC – 12 anos (11 – 13 anos)
CC – 14 anos (13 – 16 anos)
CG – 16 anos (15 – 18 anos)
CB – 18 anos (17 – 19 anos)
CF – 20 anos (19 – 22 anos)


18.  Os cursos de «Instrutores-Provisórios-de-Instrução-Geral», também conhecidos por «cursos de orientação de dirigentes», ou simplesmente, por «cursos de orientação» para «Assistentes», segundo uma concepção mais recente, seriam igualmente ministrados nos Centros de Instrução de Quadros (CIQ’s) que, a par das escolas regionais de graduados, seriam os estabelecimentos de ensino da Mocidade, a existir, primeiro nas capitais provinciais, e depois, nas cidades sedes de distrito. O anterior esquema de escolas de graduados em Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Ponta Delgada e Funchal, havia se revelado manifestamente insuficiente para as novas necessidades de Quadros, tendo como propósito enquadrar um milhão de filiados.

19.  Uma área que merece um destaque especial tem a ver com a «Retenção-nas-Fileiras» de Vanguardistas e de Cadetes. E, mais do que isso, as acções desenvolvidas pela Mocidade, junto daqueles que tendo sido graduados ou cadetes auxiliares de instrução, estejam a cumprir o serviço militar, Em caso algum a Organização deveria perder o contacto. O «Programa-de-Retenção-nas-Fileiras» devia continuar a abrangê-los. Todo o sistema global que aqui se defende, podia ficar gravemente comprometido, por qualquer negligência no âmbito deste Programa. É evidente que o «Programa» teria alguns custos, mas, o resultado expectável justificava essa despesa, que, de resto, até seria absolvida em parte, pela sociedade civil, como iria absorver grande parte das demais despesas.

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(continuação)



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mocidade Portuguesa. Captação de Recursos.
Subsídios de Particulares.



PÁGINA EM CONSTRUÇÃO


Índice da Captação de Recursos:

5. Captação de Recursos. Apoios Diversos.
6. Captação de Recursos. Subsídios de Corpos Administrativos.
7. Captação de Recursos. Subsídios do Estado. Ministério da Educação.
8. Captação de Recursos. Subsídios do Estado. Ministério do Ultramar.
9. Captação de Recursos. Subsídios do Estado. Ministério do Exército.
10. Captação de Recursos. Subsídios do Estado. Ministério da Marinha.
11. Captação de Recursos. Subsídios do Estado. Secretaria de Estado da Aeronáutica.



1. – Quem esperasse ser bem-sucedido, logo da primeira vez em que batesse à porta de um particular. Era evidente que não estava preparado para a missão. Necessitava de muita paciência e persistência, para encontrar a forma de obter uma resposta favorável, que, até poderia só chegar daí a vários meses, ou apenas, nos anos seguintes. Grande parte das entidades com potencial poderiam ser contactadas, mas tinham que ficar em carteira, a esperar pela altura própria. Este seria um caso padrão. As respostas imediatas, salvo algumas circunstâncias, haveria que anotar com uma certa reserva.

2. – Depois, não valia a pena estar a pedir ajuda às gentes de Castelo Branco, para as férias dos lisboetas, excepto se a actividade decorresse mesmo à sua porta. As ajudas prováveis seriam para as férias dos rapazes da região. E, mesmo assim, teria que ser tudo muito bem explicado. Quem eram os rapazes, quantos eram, aonde iriam decorrer as actividades Primavera-Verão e em que consistiam. Mesmo correndo o risco de não aceitarem, era bom que fossem convidados para assistir à visita da «equipa de divulgação» e vissem a «exposição itinerante».

3. – O óptimo mesmo, é que fossem convidados e acompanhados por «amigos do centro» ou centros. Mais uma tarefa para estes «amigos». É possível ficar-se com uma ideia daquilo que se pretendia dos filiados e quadros dos centros, ao conseguirem como meta, um número de adesões como «amigos» de 50% do efectivo do centro, em dez anos de esforços consecutivos.

4. – Para os pais dos filiados em actividade nos centros, talvez não fosse possível ser assim tão ambiciosos. Eles tinham de ajudar os filhos a pagar a sua própria quota para centro, a adquirir o uniforme da M.P., o fato de ginástica, e ainda, a pagar a sua contribuição individual para as actividades de Primavera-Verão.

5. – Talvez fosse mais viável de atingir o objectivo anterior, com os filiados adultos prestes a abandonarem as fileiras da Organização, quer continuassem ou não como dirigentes. A manutenção de um certo vínculo à Organização, muito dependeria da forma como se tivessem envolvido nas actividades de Vanguardistas e Cadetes, fosse qual fosse o centro ou centros a que estiveram ligados.

6. – Um «amigo do centro» não podia ser apenas uma entidade a quem se cobrava uma quota. Se assim fosse, eles apenas se manteriam por muito pouco tempo. Ele tinha mesmo de ser o «amigo» que aparecia com frequência e até era convidado a participar nalgumas actividades. O seu parecer e sugestões eram apreciadas e respeitadas como quem ouve um irmão mais velho.

7. – Seria, sem dúvida, por seu intermédio que outros «amigos», antigos alunos ou não, se tornariam parceiros igualmente activos. Três condições eram no entanto necessárias: a primeira que lhe chegassem todas as publicações de informação distribuídas pelo centro, embora editadas pelo Comissariado ou pela delegação provincial/distrital; a segunda, que o seu contributo financeiro cobrisse pelo menos essas despesas; e, por fim, que ele interiorizasse o seu dever de captar também outros «amigos».

8. – Noutras colocações falaremos mais especificamente sobre o «amigo do centro» e do muito que deles se esperava. Contudo, pareceu-nos apropriado, ao falar de «recursos financeiros» falar um pouco do que deles se esperava neste domínio. Mas há mais. O «amigo do centro» seria uma presença obrigatória nas festas e outros eventos que o centro promovesse para angariar fundos. Vinha ele, vinha a família e vinham os amigos do «amigo». Se o centro tivesse entre 25 e 50 «amigos», não seria utópico esperar, que, por seu intermédio comparecessem entre 250 e 500 pessoas. Assim se encontrasse um espaço de acolher semelhante lotação, à qual, ainda havia que juntar a dos próprios filiados e dos seus pais, irmãos e avós.

9. – Mas, o assunto dos «subsídios de particulares», ainda está muito longe de se esgotar. A primeira necessidade a satisfazer era assegurar a «sustentabilidade» do centro, isto era, os recursos para as despesas permanentes. Mas, para se saber quais, havia que se saber de que centro se estava a falar. A maior parte seriam centros-escolares-primários, aonde encontravam alojamento os centros-extra-escolares e que eram a continuação natural dos anteriores, numa época em que a maior parte dos alunos não continuavam a estudar. Assim sendo, haveria apenas uma partilha de despesas com a água, a luz, a limpeza, a aquisição de material desportivo e outro necessário às actividades-gerais de Outono-Inverno.

10. – Seria absolutamente supérfluo cada um dos centros ter o seu material quando partilhavam a mesma casa. Mas isso não impedia, pelo contrário, até recomendava, que o material fosse cuidadosamente utilizado e periodicamente conferido em quantidade e estado, com o visto das duas entidades. O rigor seria a melhor base para a confiança. Mas sobre centros-escolares-primários e centros-extra-escolares falaremos melhor noutras colocações. O assunto apenas veio à conversa por causa da «angariação de fundos».

11. – O princípio, era sempre o da partilha de recursos. Quem fosse «amigo» de um centro, era-o também do outro. Para as festas e outras iniciativas, ambos contribuíam e, por isso mesmo, repartiam os proveitos, muito embora as actividades de Primavera-Verão pudessem ter lugar em locais diferentes. Em regra, os Lusitos não se misturavam com os Infantes, Vanguardistas e cadetes, nos mesmos «campos/colónias de férias» especialmente, com estes dois últimos escalões. O centro-escolar-primário tinha os Lusitos e alguns Infantes, enquanto o centro-extra-escolar era frequentado pelos restantes Infantes, mais os Vanguardistas e os Cadetes. Embora fosse uma importante missão sua incentivar os rapazes a continuarem os estudos.

12. – Tudo era repartido: fossem as batatas, as cebolas, os nabos e as alfaces e couves que conseguissem angariar junto das gentes abastadas da região, tal como, os chouriços, o azeite, o vinho e os animais de criação. No caso de efectivos diferentes, procurariam uma divisão proporcional. O mesmo se aplicava às ofertas em dinheiro, salvo o desejo expresso dos ofertantes.

13. – Mas se o principal beneficiário fosse o centro-escolar-primário, também a divisão não estaria fora do justo valor, porque os filiados do centro-extra-escolar já teriam algumas ocupações na agricultura ou na pecuária da família, obtendo desse forma proventos adicionais que os Lusitos não tinham, além de que, em conformidade com o regulamento de campismo, os Lusitos estavam dispensados de cozinhar devido à sua pouca idade, havendo por isso de contratar um cozinheiro e um ajudante.

14. – No entanto cada um dos centros teria o se provisor, para combinarem a forma de recolher e repartir as ofertas, tendo ainda como preocupação de assegurar o seu armazenamento de forma a manter intactas as características de qualidade. O propósito deste espaço não é esgotar assuntos que teriam um melhor desenvolvimento nos «manuais de instrução» dos eventos, como já foi dito, e que resultariam de exaustivas apreciações rectro-espectivas e prospectivas.

15. – Voltando às festas para angariação de fundos, um modelo muito promissor era o da «Chama-de-Mocidade» realizadas a céu-aberto desde que o tempo o permitisse. Além de ambos os centros contribuírem, não seria de excluir a vinda de grupos de outros centros da região. Numa permuta que poderia vir a funcionar nos dois ou mais sentidos. Claro que para assistir à «Chama» mão se vendem bilhetes, mas haveria sempre a possibilidades de vender umas rifas para objectos a sortear.

16. – Quanto à coordenação de todos estes esforços, a figura central seria sempre a do «Subdelegado-Regional», apoiado por algum seu adjunto e, por parte dos centros, pelos «Cadetes-Auxiliares-de-Instrução», os graduados e as suas «formações de comando» caso existissem, as quais incluiriam alguns filiados, chefes-de-quina e arvorados.

17. – Outras formas dos centros angariarem também alguns fundos, era executarem tarefas para a comunidades. Coisas simples, que estivessem ao alcance de cada um. As tarefas dos Lusitos e Infantes, naturalmente que teriam de ser diferentes das dos Vanguardistas e Cadetes. Trabalhos de limpeza de caminhos rurais, reconstrução de cercas e de muros, desobstrução de pequenos cursos de água, ordenha de animais, etc. Os beneficiários tanto poderiam ser particulares como a própria autarquia.

18. – Nesta linha de tarefas, também se poderia considerar a construção de pequenos objectos que seriam mais tarde vendidos, por exemplo, por ocasião do Natal. Neste caso os centros masculinos até se poderiam juntar aos centros femininos para umas vendas em conjunto, não só pelo Natal, como a propósito do «Dia-da-Mãe», o «Dia-do-Pai», ou outras datas da tradição local. Trabalhos de encadernação também podiam estar ao alcance dos Vanguardistas e dos Cadetes.

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(continua)