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MARCOS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
DESTAQUE


Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Batalha. Leiria.



Painéis de São Vicente de Fora.



Torre de Belém. Lisboa.



Estátua equestre de El-Rei D. João IV. Em frente ao Paço Ducal. Vila Viçosa



A Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes foi extinta em 1966, quando a reforma do ministro Galvão Telles lhe retirou os rapazes (filiados), entregou os «centros» às escolas, e a transformou, assim, numa espécie de direcção-geral de actividades circum-escolares.

Voltou às origens com a reforma Veiga Simão, pelo Decreto-Lei n.º 486/71 de 8 de Novembro.

Mas os novos "associados" estavam tão preocupados com a sua modernização, que acabaram por a descaracterizar completamente.

Foi definitivamente extinta a 25 de Abril de 1974.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mocidade Portuguesa. Tutela Ministerial – Ultramar. Ministros Secretários e Subsecretários de Estado.


Versão: 1.0 – Data: 13-07-2011


18-01-1936 – 06-09-1944:
Francisco José Vieira Machado, ministro das Colónias

06-09-1944 – 02-02-1947:
Marcello José das Neves Alves Caetano

02-02-1947 – 02-08-1950:
Teófilo Duarte

02-08-1950 – 15-06-1951:
Manuel Maria Sarmento Rodrigues, ministro das Colónias

15-06-1951 – 07-07-1955:
Manuel Maria Sarmento Rodrigues, ministro do Ultramar

07-07-1955 – 14-08-1958:
Raul Ventura, ministro do Ultramar

14-08-1958 – 13-04-1961:
Vasco Lopes Alves, Ministro do Ultramar

13-04-1961 – 04-12-1962:
Adriano José Alves Moreira, ministro do Ultramar

04-12-1962 – 19-03-1965:
António Augusto Peixoto Correia, ministro do Ultramar

19-03-1965 – 07-11-1973:
Joaquim Moreira da Silva Cunha, ministro do Ultramar

07-11-1973 – 25-04-1974:
Baltazar Rebelo de Sousa, ministro do Ultramar


(continua)

domingo, 10 de julho de 2011

Mocidade Portuguesa. Actividades Gerais. Corpo de Graduados (1).

Versão: 1.0 – Data: 10-07-2011


I – NOTAS EXPLICATIVAS:

1 – Continuando com o exemplo, já adoptado, do Centro de uma Escola Técnica Elementar, da Ala de Lisboa, das mais populosas do país, com um efectivo de uma «falange» (1x720), o correspondente a duas «bandeiras» (2x360), ou a oito «grupos-de-castelos» (8x90), ou a 24 «castelos» (24x30), ou ainda, a 120 «quinas» (6x120), de filiados de frequência obrigatória.

2 – Deparamo-nos com um quadro de graduados «Corpo de Graduados», em sentido restrito, de 35 graduados, mais um efectivo de 120 chefes-de-quina (cuja instrução e promoção se encontrava regulada pelo mesmo normativo dos demais graduados), mas que jamais algum Centro deve ter tido, em permanência.   

3 – As situações mais comuns apontavam, para a inexistência de qualquer comandante-de-falange, para a presença de um único comandante-de-bandeira, comandante do Centro e comandante da instrução. Mais um ou dois comandantes-de-grupo-de-castelos, e para 8 a 10 comandantes-de-castelo. Quanto a chefes-de-quina, talvez uns 20 a 30, dos quais, uns seis a oito, arvorados-em-comandantes-de-castelo.

4 – E mesmo assim, este panorama não era dos piores, porque, na maioria dos casos, tinham mesmo de dividir a actividade em dois tempos, ao Sábado, por insuficiência de quadros. Claro que muitos responsáveis devem ter procurado reflectir sobre este problema, mas tais estudos nunca foram divulgados, ou se o foram, isso nunca chegou às mãos dos graduados. Uma importante parte interessada no assunto.

5 – Para se perceber melhor, teremos de começar por teorizar, de uma forma aproximada, a possível carreira dos graduados, numa perspectiva mais global, isto é, não considerando as excepções que sempre acontecem. Portanto:
- Aos 12 anos: chefe-de-quina (mais um a 2 anos);
- Aos 13 anos: chefe-de-quina, arvorado-em-comandante-de-castelo (mais 1 a 2 anos);
- Aos 14 anos: comandantes-de-castelo (mais 1 a 2 anos);
- Aos 16 anos: comandantes-de-grupo (menos 1 a mais 2 anos);  
- Aos 18 anos: comandantes-de-bandeira (menos 1 a mais 1 anos);
- Aos 20 anos: comandantes-de-falange (menos 1 a mais 1 ano).

6 – O Regulamento de Instrução e Promoção de Graduados, permitia aos filiados-alunos do curso de comandante-de-castelo iniciarem o curso até aos 18 anos, mas era uma situação muito rara. E um comandante-de-castelo, formado aos 14 anos, que não fosse promovido a comandante-de-grupo, até aos 17 anos, precisava de mudar de Centro (ver destacamentos), ou ir tirar um curso de especialidade no «Centro de Instrução de Quadros», senão, era muito grande a probabilidade de deixar a Organização, por desinteresse..

7 – O mesmo sucedendo a um comandante-de-grupo, que não fosse proposto para frequência do curso de comandante-de-bandeira, até aos 18 anos, necessitava igualmente de mudar de Centro (ver destacamentos) ou de ir frequentar um curso de «Auxiliar de Instrução», para continuar no mesmo Centro ou noutro.

8 – A situação dos comandantes-de-bandeira, era tratada de uma forma um pouco diferente. Se chegavam aos 20 anos ainda apresentados para serviço, iam estagiar para «Monitores», geralmente, no curso de Verão de uma Escola de Graduados, e volvido um ano, de bom e efectivo serviço, transitavam para «Instrutores Provisórios de Instrução Geral», já dentro dos quadros.

8 – Claro que estas coisas, embora possam parecer simples, quase automáticas, precisavam no entanto de quem as coordenasse superiormente, porque, deixadas apenas ao critério de cada Centro, a experiência mostrou que não resultava. Os graduados acabavam mesmo por se ir embora. E as actividades gerais, ficavam sem os «especialistas» e sem os «auxiliares de instrução», e muitos dos «Centros de Formação de Quadros» acabavam por fechar, porque os cursos ficavam desertos.

9 – Os chefes-de-serviço de actividades gerais, das Divisões, ou os dirigentes-adjuntos para as actividades gerais, das Alas, tinham grande dificuldade em tratar de tudo isto, porque, na maior parte dos casos, acumulavam com outras funções nos Centros, e mostraram-se sempre muito relutantes em partilhar o seu trabalho, com os graduados em comando: comandantes de Divisão e comandantes de Ala, e seus adjuntos, e ainda com as «Formações de Comando», que, quando existiram, foram sistematicamente desaproveitadas.

10 – A questão da frequência obrigatória, era um assunto muito sério, porque, ou a Organização se “organizava” de forma a proporcionar actividades de qualidade e atraentes aos rapazes, e isso passava pela existência de quadros, ou a lei não poderia mesmo ser cumprida, e a obrigatoriedade suspensa. Penso que faltou coragem a muito boa gente, para isso.

11 – Quando as pesquisas em curso, nas «estatísticas da educação» do INE e disponíveis na Internet, permitirem a elaboração de mapas a incluir em diversas colocações. Nessa altura teremos uma ideia mais aproximada da dimensão do problema. Mas, uma coisa já se sabe: a Mocidade formou até 1961 (ano do 25.º Aniversário da Organização) mais de 10.000 graduados. Foi o limite da sua capacidade, seguindo não o modelo possível, mas o que acabou por prevalecer. É uma opinião.


II – TRANSCRIÇÕES:

(continua)

Mocidade Portuguesa. Actividades Gerais. Auxiliares de Instrução.


Versão: 1.0 – Data: 10-07-2011


I – NOTAS EXPLICATIVAS:

1 – Os «Auxiliares de Instrução» constituíam uma quase-categoria de instrutores auxiliares, para além dos quadros, oriundos do escalão de Cadetes, e destinados a promover a retenção nas fileiras destes filiados, com ou sem outra graduação, e a superar a elevada insuficiência de instrutores/assistentes dos diversos quadros, o que sempre aconteceu, e com graves consequências, ao longo da vida da M.P.

2 – Estes Cadetes «Auxiliares de Instrução», adquiriam a sua qualificação nos «Centros de Instrução de Quadros», depois designados de «Centros de Formação de Quadros», que deveriam ser criados nas localidades com maior número de centros extra-escolares, centros escolares primários e centros escolares e que, de uma maneira geral, coincidiam com as cidades capitais de Distrito.

3 – O «Centro de Instrução de Quadros de Lisboa», por exemplo, funcionava na Casa da Mocidade, no Bairro da Lapa. A única casa da mocidade, construída de raiz para a sua finalidade, no princípio dos anos 40. Ampla e dotada de boas instalações para diversas actividades, designadamente, as gimno-desportivas, acolheu vários tipos de centros. Infelizmente porém, desprovida de instalações para convívio e lazer, nunca conseguiu ser um ponto de encontro da juventude Lisboeta, ao contrário do que sucedia noutras cidades.

4 – Os «Centros de Instrução de Quadros» funcionavam na mesma linha de interesse das «Escolas de Graduados». Enquanto estas graduavam os filiados para o comando de formações (castelos e bandeiras), aqueles, graduavam-nos também mas para o exercício de diversas especialidades, o que acontecia no âmbito das «Formações de Comando», assim uma espécie de “corpo-de-estado-maior”, postos ao serviço dos diversos níveis de direcção e comando, durante a instrução preparatória nos centros, e depois nos acampamentos de instrução e outros. Claro que, por extensão, poderiam estas «Formações» ser aproveitadas para apoiar os dirigentes e comandos superiores nas Alas e Divisões.

5 – Mas, voltando aos «Auxiliares de Instrução», há que perceber ter sido esta uma excelente solução, que a Mocidade Portuguesa dispunha, para poder associar filiados com mais idade, e em quantidade, às «actividades gerais» dos Centros, em regra, muito carenciados de dirigentes.

6 – Por exemplo: um Centro de uma Escola Técnica Elementar, da Ala de Lisboa, das mais populosas do país, com um efectivo de uma «falange» (1x720), o correspondente a duas «bandeiras» (2x360), ou a oito «grupos-de-castelos» (8x90), ou ainda a 24 «castelos» (24x30) de filiados de frequência obrigatória, e dois ou três dirigentes adultos atribuídos, o mais usual no princípio dos anos 60, mesmo não dispensando um quadro completo de graduados, ficaria numa situação bastante mais confortável, com o acréscimo de cinco «Auxiliares de Instrução» (18, 19 ou 20 anos) para acompanhar os graduados «comandante-de-castelo» de 14 e 15 anos.

7 – Muitos centros, para fazer face à insuficiência de Quadros, desdobraram a tarde de Sábado em dois períodos, um para o 1.º ano e outro para o 2.º ano, ou então, um para os Infantes de 1.ª Classe e outro para os de 2.ª Classe. Isto, conforme o critério de organização da instrução. As dificuldades, porém, subsistiam porque o programa de instrução semanal, estabelecido pelas «Directivas» do Comissariado, tinha que ser repartido pela quinzena. E o «progresso» planeado para um ano, passaria a ser conseguido apenas ao fim de dois anos.

8 – Bem, um quadro de graduados, completo, era de uma importância vital, como se pode facilmente compreender, mas isso também raramente acontecia. Os «chefes-de-quina arvorados-em-comandante-de-castelo», eram em regra muito jovens (12 ou 13 anos) e os «comandantes-de-grupo» uma quase-raridade, por razões que comentaremos numa colocação própria.

9 – Arvorado-em-comandante-de-castelo, não era um posto, mas uma situação transitória, embora nos anos sessenta já fosse informalmente considerados como tal. Tanto que não constava do Regulamento de Instrução e Promoção de Graduados dos anos 40, e nunca alterado, aonde o primeiro posto, era o de chefe-de-quina, e o segundo, comandante-de-castelo.

10 – Todos sabemos que os «Auxiliares de Instrução», embora muito necessários, não foram formados na quantidade que o planeamento requeria (será que havia planeamento?) e isso tem a ver, por um lado, com a falta de dirigentes (ou até graduados) formadores e o consequente diminuto número de «Centros de Instrução de Quadros» (ou Centros de Formação de Quadros).

11 – Por outro lado a existência de «Auxiliares de Instrução», além da sua qualificação específica, também requeria aprendizagem num domínio muito “sensível”, como o das relações com os graduados e os outros dirigentes e professores. Não estando em causa, tanto, o quem manda mais, ou quem manda menos, mas o que podemos todos fazer como equipa para atingir os objectivos pretendidos, portanto, algo de mais subtil e profundo que a tradicional subordinação hierárquica. O mesmo se aplicando às Escolas de Graduados e aos Cursos de Orientação de Dirigentes, claro.

12 – Depois, o recrutamento dos filiados mais velhos para frequentarem os cursos de «Auxiliares de Instrução», deveria inserir-se num outro plano mais ambicioso: o de promover a retenção nas fileiras, dos voluntários «Vanguardistas e Cadetes». Nada acontece por acaso, e para resultar, uma cultura (doutrina) teria de ser desenvolvida, aperfeiçoada e aplicada ao longo dos anos, por via de eventos promocionais próprios, e de literatura e outros recursos elaborados com essa finalidade.

13 – E a tudo isso, não seria ainda estranha, a existência (?) nos Serviços Centrais da Mocidade, junto ao Comissariado Nacional, de um órgão coordenador para isso vocacionado, e depois replicado pelas Delegações Provinciais/Distritais e pelas Subdelegações Regionais, pelo menos as mais importantes. Não basta “ter força de vontade” é preciso também “ter vontade/capacidade de fazer força”

14 – Não estando estabelecida para os «Auxiliares de Instrução», qualquer outro tipo de insígnia, deveriam os mesmos, usar uma, idêntica às dos «Monitores». Ou seja, um «Castelete» das insígnias de ombro dos dirigentes, mas por cima do bolso esquerdo da camisa, a do emblema da M.P.

15 – Noutras colocações vamos abordar o tema do «Material de Instrução» e o do complemento dos cursos em regime de internato/acampamento, com o de eventuais fases por «correspondência», e o das campanhas de «retenção nas fileiras».


II – TRANSCRIÇÕES:

(continua)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Apresentação.

Versão: 1.0 – Data: 08-07-2011


I – NOTAS EXPLICATIVAS:

Prezados amigos.

1 – Quando iniciei a construção do «Tronco-em-Flor» já sabia que iria ter de me confrontar com algumas adversidades. A indiferença de uns, a oposição militante de outros e a falta de coragem de bastantes mais.

2 – Mas o «Tronco-em-Flor» pretende ser um projecto sério e de qualidade, e vai sê-lo, sejam quais forem as tormentas.

3 – No cabeçalho do blogue pode ler-se:

«O presente espaço destina-se a relatar, sem quaisquer propósitos políticos ou ideológicos - apenas com rigor histórico -, vários aspectos referentes à antiga organização de juventude: Mocidade Portuguesa (1936-1974), também conhecida por M.P., e está aberto à colaboração de todos os que o desejarem fazer.»

4 – Felizmente essas colaborações já começaram a aparecer. Outras estão em preparação. E, em breve, bastante maior será o seu número. Não tenho quaisquer dúvidas.

10 de Junho de 1966
Festival da Juventude - Estádio Nacional
Comandante da Ala de Lisboa
Mensagem de saudação a Sua Excelência o Chefe de Estado

5 – As colocações, neste momento, já totalizam o número de 26, incluindo a «Apresentação», todas com diferentes níveis de desenvolvimento. Os textos não devem ser considerados nunca como definitivos – é uma opção editorial –, portanto há que ler e voltar.

6 – Em pouco menos de dois meses (desde que foi instalado o contador) ultrapassámos os mil visitantes. Um número significativo. E são eles, o maior incentivo para o nosso trabalho. Só espero, é que uma boa parte tenha sido da Mocidade, e que espiritualmente ainda o continuem a ser.

7 – A matéria a publicar é vasta, e o trabalho de pesquisa decorre paralelamente. Por feliz coincidência, a Internet está repleta de depoimentos, fotografias e outros recursos, para além, claro, da existência de numerosas colecções documentais e iconográficas particulares, e dos fundos arquivísticos do Estado.

8 – O cronograma do projecto prevê um esforço principal durante os próximos dois a três anos, mas num total de cinco. Trata-se por isso de uma abordagem bastante diferente daquilo a que estamos habituados, relativamente a outros projectos congéneres.

9 – A Organização Nacional da Mocidade Portuguesa percorre uma existência de quase quarenta anos, entre 1936 e 1974, com décadas perfeitamente demarcadas umas das outras, não tanto pelo tempo, mas por factores característicos. E, mesmo dentro de cada uma delas, outros períodos se podem destacar, consoante as prioridades que cada um dos Comissários Nacionais reservou para o seu mandato.

Acampamento Nacional de 1966
Quinta das Conchas, Lisboa
Comandante de Sector, Porta Guião do Acampamento e Animador da «Chama-da-Mocidade»

10 – É ainda geralmente conhecido e aceite que a Mocidade representou um padrão organizativo completamente diferente dos restantes organismos do Estado, por exemplo, ao abranger centenas de milhar de crianças, adolescente e jovens adultos, aproximando-se quase do milhão, sem ter um único quadro de dirigentes profissionais.

11 – Aliás, nem de outra forma podia ser, pois, caso contrário, os encargos para o orçamento do Estado, ultrapassariam largamente os da Educação, ou até o das próprias Forças Armas, o que, de todo, estava fora de questão.

12 – Viveu, assim, a Mocidade, do grande entusiasmo que despertou com o seu aparecimento, quer nos rapazes, quer nos adultos – civis e militares –, e que se manteve num crescendo até sensivelmente 1945 ou pouco mais. Assistindo-se, a partir daí, a um lento mas persistente declínio, apesar do esforço e dedicação de dirigentes e graduados e do continuado apoio das Forças Armadas.

13 – Será que tinha fatalmente de assim acontecer? Bem. Se tivermos em conta aspectos exteriores à Organização, talvez sim. Mas, internamente, o caminho a percorrer poderia ter sido outro.

14 – No princípio dos anos quarenta, estavam criados os instrumentos capazes de prolongarem a sua pujança por muito mais anos, e poupar os rapazes àquelas excessivas sessões de “marcar-passo”, ou o quase-nada como alternativa.

1.º de Dezembro de 1966 - Dia da Mocidade
Desfile na Avenida da Liberdade
Ponto de Continência

15 – O projecto educativo, então delineado, baseava-se no valor pedagógico «da educação do rapaz pelo rapaz», no contexto de uma Organização, que seria mais «dos» rapazes e «pelos» rapazes, do que propriamente, «para» os rapazes.   

16 – Claro que isto implicava uma mudança de compreensão e de atitude, por parte de alguns dirigentes, dispondo-se a ceder a “ribalta” aos rapazes, e procurando desenvolver uma acção profícua como: formadores, pela sua qualificação; conselheiros, pela sua experiência; e ainda, dinamizadores, de todas iniciativas e, inevitavelmente, moderadores de alguns excessos. Mas considerando, sempre, que o lugar mais honroso para si reservado, situava-se nos “bastidores” dos eventos, mesmos os maiores, tais como, os grandes acampamentos nacionais.

17 – A natureza um pouco militarista da instituição, justificada pela importante necessidade de promover o robustecimento físico e moral dos jovens, e o seu apreço pelas virtudes castrenses, não favorecia, à partida, a tal mudança de mentalidade, mas acredito que a maior parte dos dirigentes estavam preparados para esse desafio.

18 – Mais ainda: outros propósitos educativos anunciados, tais como, o de criar hábitos de trabalho produtivo e de disciplina, só seriam possíveis evitando os improvisos, e estimulando a reflexão crítica nos rapazes (não confundir com maledicência), ou seja, ajudando-os a reconhecer o que se fez bem, e aquilo que aconteceu de forma diferente. E neste caso, porquê?

1.º de Dezembro de 1966 - Dia da Mocidade
Praça dos Restauradores
Os ainda comandantes-de-bandeira, aguardam a imposição das novas insígnias

19 – A avaliação sistemática das actividades realizadas, e o planeamento metódico e atempado das seguintes, com a participação activa dos rapazes, seria o melhor contributo para preparar os homens do futuro, aqueles que poderiam ajudar a criar uma sociedade organizada e produtiva, único caminho para conseguir a riqueza necessária ao bem-estar colectivo.

20 – Claro que “os velhos do Restelo”, poderiam contra-argumentar, que a maior parte dessas funções era, por imperativo legal, o trabalho dos dirigentes e só deles. Não! Estariam errados. Isso deveria ser trabalho de todos. As leis, se necessário, fazem-se e alteram-se, desde que as vantagens superem o resto.

21 – A defesa desta tese, que se me afigura aliciante e indispensável, não tem de ser considerada incompatível com o «rigor histórico» prometido, basta que se esclareça, em cada momento, aonde nos situamos.  

Posta esta questão prévia, continuemos.

22 – Mais acima, falei das diferentes épocas e estilos por que passou a Mocidade. Sim, mas em todos os períodos podemos encontrar interessantes actividades realizadas.

23 – Acampamentos regionais, provinciais e nacionais (mesmo com a participação de estudantes ultramarinos); marchas de camaradagem e viagens de intercâmbio, talvez não tantas como gostaríamos, e acampamentos de instrução, o grande complemento da actividade preparatória nos Centros, mas, infelizmente, em número muito reduzido e pouco abrangentes.

Novos comandantes-de-falange da Mocidade Portuguesa

24 – Acções de camaradagem (solidariedade social) por via das cantinas escolares, bolsas de estudo, alojamentos para estudantes, e colónias de férias.

25 – E uma intensa actividade gimno-desportiva, mesmo em modalidades que pela sua natureza dispendiosa, a maior dos rapazes a elas não teriam acesso, não fora existir a Mocidade. Refiro-me ao Hipismo, à Vela, à pilotagem aeronáutica, ao pára-quedismo desportivo, à marinharia e aos cruzeiros marítimos, etc.

26 – Quantos talentos se revelaram através da Mocidade? Foram muitos e em quase todos os domínios das artes e das letras. Mas deles, como de outros, teremos oportunidade de falar desenvolvidamente noutras colocações.

1.º de Dezembro de 1966 - Dia da Mocidade
Praça D. João da Câmara
Batalhão de Milícia da M.P. integrado no Desfile

E para finalizar:

27 – Gostaria ainda de salientar, que continuamos também, infelizmente, a assistir à acção corrosiva de uma certa franja residual do poder dominante. Que teima em tentar diminuir a importância que, no seu tempo, a Mocidade Portuguesa teve, e pelas boas coisas que fez. O que, de resto, só não reconhece quem não quer.


II – COORDENADOR DO PROJECTO:


Jorge Manual Garcia Araújo de Carvalho
Natural: Queluz, Sintra, Lisboa
Data de Nascimento: 10-03-1947


III - PÁGINAS DO FACEBOOK CORRELACIONADAS:


Links para Páginas de Filiados:

Mocidade Portuguesa dos Lusitos e dos Infantes:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Lusitos-e-dos-Infantes/186219311444232

Mocidade Portuguesa dos Vanguardistas e dos Cadetes:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Vanguardistas-e-dos-Cadetes/254700621214545



Links para as Páginas de Graduados e Dirigentes:

Mocidade Portuguesa dos Chefes de Quina e dos Arvorados:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Chefes-de-Quina-e-dos-Arvorados/180190302031189

Mocidade Portuguesa dos Comandantes de Castelo e de Grupo de Castelos:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Comandantes-de-Castelo-e-de-Grupo-de-Castelos/172178909514020

Mocidade Portuguesa dos Comandantes de Bandeira e de Falange:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Comandantes-de-Bandeira-e-de-Falange/185680318158730

Mocidade Portuguesa dos Dirigentes:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Dirigentes/244271985590868



Links para as Páginas dos Centros Universitários:

Mocidade Portuguesa do Centro Universitário do Porto:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Centro-Universit%C3%A1rio-do-Porto/361055423919839?sk=wall

Mocidade Portuguesa do Centro Universitário de Coimbra:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Centro-Universit%C3%A1rio-de-Coimbra/267315416673858?sk=wall

Mocidade Portuguesa do Centro Universitário de Lisboa:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Centro-Universit%C3%A1rio-de-Lisboa/227509667338742?sk=wall


Links para as Páginas dos Centros de Formação Geral:

Mocidade Portuguesa dos Centros Escolares Primários:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Centros-Escolares-Prim%C3%A1rios/280525095346322 

Mocidade Portuguesa dos Centros Escolares:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Centros-Escolares/348154635216694 

Mocidade Portuguesa dos Centros Extra-Escolares:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-dos-Centros-Extra-Escolares/165847516862575  




Links para as Páginas dos Centros Especiais:

Mocidade Portuguesa do Atletismo:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Atletismo/207328579318532

Mocidade Portuguesa do Campismo:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Campismo/234116826609058

Mocidade Portuguesa da Esgrima:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Esgrima/172131886185477

Mocidade Portuguesa da Ginástica
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Ginástica/228919423818876

Mocidade Portuguesa de Hipismo (iniciativa e propriedade de Francisco Carlos de Azeredo do Centro Especial de Hipismo do Porto, a quem agradecemos.)
http://www.facebook.com/group.php?gid=77663096835

Mocidade Portuguesa da Marinharia:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Marinharia/237518869616015

Mocidade Portuguesa da Milícia:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Milícia/130227203735845

Mocidade Portuguesa da Natação:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Natação/239220212775013

Mocidade Portuguesa do Remo:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Remo/167738803295839

Mocidade Portuguesa da Vela:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Vela/120668418026026



 
Links para as Páginas das Divisões Distritais e Provinciais:

Mocidade Portuguesa do Algarve:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Algarve/224948657542998

Mocidade Portuguesa de Angola:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Angola/168031733267435

Mocidade de Angra do Heroísmo:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Angra-do-Heroísmo/110242035739942

Mocidade Portuguesa de Aveiro:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Aveiro/176654019068513

Mocidade Portuguesa de Beja:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Beja/240251449328378

Mocidade Portuguesa de Braga:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Braga/131261906962226

Mocidade Portuguesa de Bragança:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Bragança/133971930024015

Mocidade Portuguesa de Cabo Verde:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Cabo-Verde/125013400924724

Mocidade Portuguesa de Castelo Branco:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Castelo-Branco/184685401594541

Mocidade Portuguesa de Coimbra:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Coimbra/122582147834835

Mocidade Portuguesa do Estado da Índia:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Estado-da-Índia/185221124874670

Mocidade Portuguesa de Évora:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Évora/250770311601536

Mocidade Portuguesa da Guarda:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Guarda/240718159283886

Mocidade Portuguesa da Guiné:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Guiné/153787371362021

Mocidade Portuguesa da Horta:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Horta/255873244424477

Mocidade Portuguesa de Leiria:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-Leiria/240502402646949

Mocidade Portuguesa de Lisboa:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Lisboa/195907537132671

Mocidade Portuguesa de Macau:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Macau/227002117342755

Mocidade Portuguesa da Madeira (Funchal):
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-da-Madeira/175602962505937

Mocidade Portuguesa de Moçambique:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Moçambique/220987914603270

Mocidade Portuguesa de Ponta Delgada:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Ponta-Delgada/192059834188536

Mocidade Portuguesa de Portalegre:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Portalegre/199303110126435

Mocidade Portuguesa do Porto:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-do-Porto/261668220516670

Mocidade Portuguesa de Setúbal:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Setúbal/134263636660345

Mocidade Portuguesa de São Tomé e Príncipe:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-São-Tomé-e-Principe/171363086267194

Mocidade Portuguesa de Timor:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Timor/263448633670002

Mocidade Portuguesa de Viana do Castelo:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Viana-do-Castelo/172338389503144

Mocidade Portuguesa de Vila Real:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Vila-Real/195868133804719

Mocidade Portuguesa de Viseu:
http://www.facebook.com/pages/Mocidade-Portuguesa-de-Viseu/236350153064609

sábado, 2 de julho de 2011

Mocidade Portuguesa. Actividades Editoriais. GUIÃO - Jornal dos Graduados - N.º 1 - 28-05-1949.

Versão: 1.0 - Data: 02-07-2011


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Jornal GUIÃO: Colecção Particular

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mocidade Portuguesa. Actividades Editoriais. GUIÃO - Jornal dos Graduados - N.º 2 - 14-08-1949.

Versão 1.0 - Data: 28-06-2011

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