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MARCOS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
DESTAQUE


Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Batalha. Leiria.



Painéis de São Vicente de Fora.



Torre de Belém. Lisboa.



Estátua equestre de El-Rei D. João IV. Em frente ao Paço Ducal. Vila Viçosa



A Organização DOS rapazes, PARA os rapazes e PELOS rapazes foi extinta em 1966, quando a reforma do ministro Galvão Telles lhe retirou os rapazes (filiados), entregou os «centros» às escolas, e a transformou, assim, numa espécie de direcção-geral de actividades circum-escolares.

Voltou às origens com a reforma Veiga Simão, pelo Decreto-Lei n.º 486/71 de 8 de Novembro.

Mas os novos "associados" estavam tão preocupados com a sua modernização, que acabaram por a descaracterizar completamente.

Foi definitivamente extinta a 25 de Abril de 1974.


sábado, 4 de junho de 2011

Mocidade Portuguesa. Actividades Gerais. A Quina e o Livro de Quina.

Versão: 1.0   –  Data: 04-06-2011


I – NOTAS EXPLICATIVAS:

1 – A Quina era a célula base de todas as actividades da Mocidade. Além do enquadramento nas actividades gerais, havia quinas para quase todo o tipo de especialidades e funções.

2 – Apenas como referência, ela era constituída por seis filiados, mas nada a impedia de começar por dois ou três e chegar até aos oito ou nove, porque ela era essencialmente um grupo de amigos – um grupo de vontades –, com um objectivo bem definido.

3 – Imaginar uma quina, rigidamente, nos seus seis filiados, é talvez uma atitude um pouco redutora, porque ela sempre foi bastante mais que uma simples peça de um grande puzzle constituído por falanges, bandeiras, grupos e castelos, em desfile simétrico e cadenciado, no Dia da Mocidade. Algo, no entanto, que entendido na sua devida proporção, também podia ser interessante. E a prova disso são as fotografias de todas as épocas em que vemos milhares e milhares de pessoas ao longo dos passeios por aonde iriam passar os seus filhos e netos.


4 – No princípio de cada ano lectivo, em muito centros, especialmente aqueles com efectivos de centenas ou até mais de um milhar de filiados, por exemplo, escolas técnicas elementares e liceus, procurava-se fazer coincidir os castelos com as turmas de alunos, já existentes. O método tinha vantagens que assentavam na simplicidade. Mas não dispensava a cuidadosa organização da quina. E era aqui que intervinha a importante figura do chefe-de-quina, pois era ele que escolhia os seus rapazes, os instruía, e os liderava, com a ajuda do comandante-de-castelo.

5 – Nos centros do ensino técnico complementar: escolas industriais e comerciais; o efectivo era bastante mais reduzido. Os voluntários iam aparecendo aos poucos e as quinas constituíam-se ao mesmo ritmo. Crescendo e desdobrando. Crescendo e voltando a desdobrar-se, especialmente quando um comandante-de-castelo era chamado a enfrentar o seu maior desafio: assumir sozinho o comando de um centro, totalmente desorganizado, e a meio do ano. Mas disso falaremos noutro local.

6 – A vivência de uma quina de actividades gerais assentava em quatro vertentes, a saber: a amizade e coesão entre camaradas; as actividades de campo; as actividades culturais e; as actividades gimnodesportivas. O livro de quina era o repositório de tudo o que acontecia de significativo.

7 – Mas era no seu trabalho de conjunto, semana após semana, que se iam a pouco e pouco revelando as vocações e os possíveis contributos para o universo mais alargado do castelo, do grupo-de-castelos, e do próprio Centro.

8 – Nas actividades de campo, começava, durante o inverno, por: aprender a montar, desmontar, arrumar e transportar uma tenda canadiana e o trem de cozinha; por confeccionar umas pequenas refeições, e nessa época não havia a infinidade de «enlatados» dos tempos actuais; e aprendendo um pequeno mundo de outros conhecimentos, indispensáveis para quem vai viver no campo. O nosso campismo tinha propósitos especiais – educativos –, não era apenas uma forma económica de conseguir um alojamento.

9 – Aparecia depois a oportunidade de, em grupo, participar numa «prova de orientação» com a ajuda da carta topográfica, da bússola, da régua de milésimos, para calcular as distâncias, e de pequenos esboços resultantes de «levantamentos» feitos por outras quinas. Ou então deixar uma pista marcada, com sinais mais ou menos convencionais, para a quina ou quinas que se lhe seguissem. As provas nocturnas eram especialmente apreciadas, por exigirem bastante mais atenção, e a pista ser marcada (balizada) com pequenos pedaços de gaze branca.

10 – Acampar, por exemplo, para guarnecendo um posto numa cadeia de transmissões, em homográfico ou morse, com bandeirolas ou lanternas de sinais, e que tanto podia ter 100 ou 200 metros, como um quilómetro ou três. Tantos quantos fossem necessários para levar as mensagens da sua origem ao destino, ou das suas origens aos seus destinos, se várias cadeias se cruzassem ou entroncassem. Geralmente a distância entre postos não excedia os 100 metros e a dupla de serviço era designada por sinaleiro e coadjuvante (o que anotava ou ditava as mensagens).

11 – As actividades culturais mais quotidianas, para a quina de actividades gerais de filiados infantes e vanguardistas resumiam-se em dois grandes grupos de tarefas (contributos): para o «jornal de parede» ou o «jornal de árvore», e para a «chama da mocidade».    

12 – Alguém sempre conseguia fazer uma «redacção» mais bonitinha, para o jornal, depois de sugeridos vários temas pelos seus camaradas. Hoje procura-se informação na Internet, naquele tempo era apenas nos livros e em jornais ilustrados, mas sempre se encontrava. Depois era o outro que tinha uma caligrafia menos má e, finalmente, o ilustrador.

13 – Quanto à «chama da mocidade», essa tanto podia acontecer à noite, num acampamento, como em fins-de-semana, no próprio Centro, com a presença de amigos, familiares e alguns professores. E até durante as tardes de Sábado, mesmo sem cavacos a arder, apenas entre a rapaziada sentada no chão em círculo, como forma de ensaiar os cânticos colectivos de índole bem portuguesa, e outros adaptados pelos próprios filiados. As pequenas declamações individuais ou colectivas (jograis) que estiveram muito em voga nos anos cinquenta, e até talvez antes disso. E as pequenas teatralizações de um só acto, 10 a 15 minutos, com adereços e vestuário pouco mais que improvisado. Mas era o espírito que contava. O espírito e o «animador» da chama, essa figura incontornável. No fim havia chocolates para os melhores.

14 – Desde que me lembro de ter começado a minha carreira na Mocidade, que recordo os jogos educativos e a iniciação desportiva, um dos momentos mais apreciados das actividades gerais. Quinas competindo com outras quinas e preparando-se para mais e melhor, ou seja, a especialização gimnodesportiva.

15 – Quanto ao livro de quina, ainda hoje há quem o guarde quase religiosamente. Lá estão os amigos desses tempos, muitos dos quais continuaram ao longo da vida. Os textos e gravuras para o jornal, o que se conseguiu fazer para animar a «chama», os relatos dos acampamentos, das provas de campo, e dos chocolates e pequenas medalhas ganhas em competições entre quinas.

16 – Claro que vamos voltar a tudo isto, «noutras colocações» que abordem mais especificamente os vários tipos de actividades e os locais aonde tiveram lugar. Estamos, enquanto espaço, para ficar e para crescer ao longo dos próximos anos.



II – TRANSCRIÇÃO PARCIAL:

A Missão dos Dirigentes, Marcello Caetano, 2.ª Edição, 1942

Reflexões & Directivas, pelo Comissário Nacional

… … … … … … … … … … …

4.ª Parte – Os Centros e as Actividades

… … … … … … … … … … …

Pág. 102 – Secção VI – As Quinas e o Livro de Quina.

Tem-se em muitos Centros cometido o erro de considerar as quinas como simples «unidades tácticas» que se fazem e desfazem conforme as conveniências de cada dia.

Erro enorme, esse!

A quina não é apenas um par de fileiras de três filiados na formatura do castelo.

A quina deve ser a célula fundamental de toda a organização do centro.

Daí a necessidade de formar bons chefes de quina.

E a necessidade, não menor, de constituir as quinas cuidadosamente, no começo do ano lectivo, de maneira que cada uma seja um grupo de bons amigos e camaradas ardendo no zelo de fazer progredir o seu castelo e o seu Centro.

É o chefe-de-quina que deve escolher os filiados da sua quina.

E, uma vez constituída, a quina há-de permanecer sempre a mesma até ao fim do ano.

O documento da unidade da quina é o livro de quina. No livro de quina regista-se a biografia dos filiados que a compõem, a sua actividade na M.P., a história da quina e a do castelo a que pertence.

Nele colaboram, sob a direcção do chefe, todos os filiados, consoante as suas aptidões – escrevendo, ilustrando, encadernando…

Um livro de quina bem ordenado e mantido com carinho é meio caminho andado para conseguir estimular a actividade da quina.

E se as quinas tiverem bons chefes, coesão e entusiasmo, o castelo vai de vento em popa.

Um Centro cujos castelos trabalhem bem, é um Centro cheio de espírito da Mocidade.
Já então se pode cultivar a boa emulação do trabalho, provocando o despique entre as quinas e os castelos, organizando entre elas concursos e competições.

Por isso – atenção às quinas!

E não se desdenhe o livro de quina.

Mocidade Portuguesa. Actividades Editoriais. Serviço de Publicações.

Versão: 1.0  –  Data: 04-06-2011


I – NOTAS EXPLICATIVAS:

1 – A actividade editorial da Mocidade Portuguesa remonta aos primórdios da Organização e estava, em 1957, na dependência da Inspecção de Publicações e Bibliotecas, da Direcção dos Serviços Culturais.

2 – Embora tratando-se de um serviço relativamente pequeno, como aliás quase tudo nos Serviços Centrais da M.P. e não só, vinha assegurando a publicação regular do «Camarada», um das primeiras revistas ilustradas para crianças, que se publicaram em Portugal, do «Guião», um jornal para adolescentes, e do «Boletim da M.P.» já destinado a jovens adultos e adultos (dirigentes).

3 – Por este sector passou, desde 1940, um excelente grupo de ilustradores, como  Júlio Gil, Marcelo de Morais, Nuno Simões Nunes, João-Carlos Moreira Rijo e muitos outros, que bastante se notabilizaram na Mocidade e fora dela.

4 – Em 15 de Outubro de 1968 o Serviço passou por uma nova reorganização que incluiu uma mudança de nome para “Editorial Mocidade”. E em 1971, com a reforma Veiga Simão, deixou de depender da M.P. e foi transformada em “Editorial Ministério da Educação”.

5 – Em diferentes «colocações», o Tronco-em-Flor procurará comentar as várias reorganizações, os principais trabalhos editoriais, e listar todas as publicações de que conseguir informação, muitas das quais republicará.


II – TRANSCRIÇÃO:

Do Artigo 2.º, Capítulo II – Regulamentos e Instruções, da Ordem de Serviço n.º 13 (1956/1957) de 1 de Abril de 1957.

“Que se publiquem as instruções que regulam o funcionamento do Serviço de publicações da M.P., criado pelo Art.º 1.º da presente O.S.:

1.º – Compete ao Serviço de Publicações da M.P.:

a)      Estudar e dar parecer sobre as propostas de publicações a editar pelo Comissariado Nacional;

b)      Administrar e distribuir as publicações periódicas;

c)      Editar, administrar e proceder à distribuição das publicações não periódicas;

d)      Adquirir obras editadas por outras entidades e que importe divulgar na M.P.;

e)      Elaborar anualmente, ouvidas as Direcções de Serviços, um plano editorial que incluirá, além das       publicações periódicas, as obras técnicas e literárias, cartazes, folhas de doutrina, filmes de projecção fixa e todos os outros meios de difusão gráfica que forem julgados oportunos, a fim de submetê-los à aprovação superior.

2.º – São receitas do Serviço de Publicações da M.P.:

a)              a)      Os subsídios do orçamento geral da Organização;

b)              b)      O produto da venda das publicações editadas e em depósito;

c)              c)       Quaisquer outros provenientes da sua actividade editorial.

3.º – O Serviço de Publicações da M.P. será gerido por um Director e dois Adjuntos nomeados pelo Comissário Nacional.

Ao Director compete a orientação superior do Serviço e os aspectos culturais; a um dos Adjuntos incubem os aspectos técnico-artísticos e ao outro a parte administrativa.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mocidade Portuguesa. Actividades Editoriais. «A Missão dos Dirigentes» - Índice.

Versão: 1.0  –  Data: 03-06-2011

PÁGINA EM CONSTRUÇÃO

I – NOTAS EXPLICATIVAS:

1 –  Em «A Missão dos Dirigentes», Marcello Caetano, comissário nacional, reúne em 1941 um conjunto de reflexões de directivas, numa linguagem muito simples e acessível, como era seu hábito, tanto para os dirigentes como para os próprios filiados.

2 – Embora a Mocidade Portuguesa tivesse sido servida, antes e depois, por outros comissários de grande dedicação e craveira intelectual, nenhum deles, porém, se conseguiu comparar-se a Marcello Caetano como pedagogo.

3 – O livro tornou-se rapidamente num «clássico» e várias décadas depois ainda era mencionado sempre que se pretendia encontrar o melhor caminho a seguir.

4 – Tronco-em-Flor, irá procurar associar cada um dos pequenos textos de que o livro se compõe, com aspectos concretos e detalhados do dia-a-dia da Organização. Melhor, do dia-a-dia dos rapazes.


II – TRANSCRIÇÃO:

A MISSÃO DOS DIRIGENTES
Reflexões & Directivas
Por Marcello Caetano, comissário nacional
2.ª Edição – Lisboa – 1943


ÍNDICE


1.ª Parte – Primeiras palavras:

Pág. 5 – Secção I – A que vem este livro.
Pág. 8 – Secção II – Sentido Educativo da obra da M.P..
Pág. 10 – Secção III – Educação Política.
Pág. 13 – Secção IV – Para que se fez a Revolução.
Pág. 17 – Secção V – Preparemos uma geração nova!
Pág. 20 – Secção VI – Luta contra o ambiente.
Pág. 24 – Secção VII – Recrutamento de dirigentes.


2.ª Parte – O que somos e o que queremos:

Pág. 27 – Secção I – O caminho a seguir.
Pág. 29 – Secção II – O que a M.P. não é.
Pág. 32 – Secção III – O que é a M.P..
Pág. 34 – Secção IV – Formação integral da juventude.
Pág. 36 – Secção V – A colaboração com a família.
Pág. 38 – Secção VI – Com a escola.
Pág. 40 – Secção VII – … e com a Igreja.
Pág. 42 – Secção VIII – Mobilização de esforços.
Pág. 44 – Secção IX – Os ideais da Mocidade Portuguesa.
Pág. 46 – Secção X – Cristandade.  
Pág. 48 – Secção XI – Lusitanidade.
Pág. 50 – Secção XII – Ordem social.
Pág. 52 – Secção XIII – O culto da justiça.
Pág. 54 – Secção XIV – A Mocidade Portuguesa é alma.
Pág. 56 – Secção XV – A juventude deve ser honesta.
Pág. 59 – Secção XVI – Dignifiquemos a mocidade!


3.ª Parte – Como realizamos:

Pág. 61 – Secção I – Formar dirigentes.
Pág. 64 – Secção II – Não basta a presença nos quadros.  
Pág. 66 – Secção III – A crise dos chefes.
Pág. 68 – Secção IV – A fatalidade da burocracia.
Pág. 71 – Secção V – Gosto do acontecimento e necessidade do trabalho contínuo.
Pág. 73 – Secção VI – Mudanças de fachada e mudanças de espírito.
Pág. 75 – Secção VII – A Mocidade Portuguesa não quer só fachadas.
Pág. 77 – Secção VIII – Comecemos por nós.
Pág. 79 – Secção IX – O dirigente, orientador dos graduados.
Pág. 81 – Secção X – Sempre presente, nunca absorvente.
Pág. 82 – Secção XI – Firmeza e dedicação sem autoritarismo.
Pág. 84 – Secção XII – Trabalhar pelos filiados, com os filiados.
Pág. 86 – Secção XIII – Um exemplo vivo em tudo.
Pág. 87 – Secção XIV – Menos discursos e melhores palavras.
Pág. 88 – Secção XV – O bom dirigente.


4.ª Parte – O centros e as actividades:

Pág. 91 – Secção I – Os postos mais honrosos.
Pág. 93 – Secção II – Sede do Centro.
Pág. 95 – Secção III – Como organizar a instrução.
Pág. 98 – Secção IV – A chave do problema.
Pág. 100 – Secção V – Classes e especialidades.
Pág. 104 – Secção VII – Papel dos graduados.
Pág. 107 – Secção VIII – As fardas.
Pág. 110 – Secção IX – Um homem em cada Centro.
Pág. 112 – Secção X – Mocidade atraente.
Pág. 114 – Secção XI – A atracção e os atractivos.
Pág. 116 – Secção XII – Rumo ao campo!
Pág. 118 – Secção XIII – O mar e os rios.
Pág. 120 – Secção XIV – Conquistemos o céu!.
Pág. 121 – Secção XV – Chama da Mocidade.
Pág. 125 – Secção XVI – Educação Estética.
Pág. 130 – Secção  XVII – Educação Física.
Pág. 135 – Secção XVIII – Formação nacionalista.


5.ª Parte – A M.P. e as cantinas escolares:

Pág. 139 – Secção I – O problema das cantinas.
Pág. 141 – Secção II – Para que servem e a quem se destinam as cantinas escolares.
Pág. 143 – Secção III – A dieta.
Pág. 145 – Secção IV – A assistência aos estudantes pobres.
Pág. 147 – Secção V – Administração.


6.ª Parte – A nossa doutrina:

Secção I – Educação física da juventude:

Pág. 151 – Subsecção 1 – Finalidade e objectivos.
Pág. 151 – Subsecção 2 – Ginástica.
Pág. 152 – Subsecção 3 – Jogos e desportos.
Pág. 152 – Subsecção 4 – Campismo.

Secção II – Educação moral da juventude:

Pág. 153 – Subsecção 5 – Missão da M.P..
Pág. 153 – Subsecção 6 – Normas da educação moral.
Pág. 154 – Subsecção 7 – Fins a atingir.
Pág. 154 – Subsecção 8 – Método.
Pág. 154 – Subsecção 9 – Individualização da educação.
Pág. 155 – Subsecção 10 – Exemplo dos dirigentes.
Pág. 155 – Subsecção 11 – Obediência.
Pág. 155 – Subsecção 12 – Personalidade.
Pág. 156 – Subsecção 13 – Iniciativa.
Pág. 156 – Subsecção 14 – Autonomia.
Pág. 156 – Subsecção 15 – Descentralização.
Pág. 156 – Subsecção 16 – Acção do dirigente.

Secção III – A juventude na vida nacional:

Pág. 157 – Subsecção 17 – O que significa.
Pág. 157 – Subsecção 18 – Modos de participação.
Pág. 158 – Subsecção 19 – O seu carácter.
Pág. 158 – Subsecção 20 – Como se executa.
Pág. 159 – Subsecção 21 – Milícia.
Pág. 159 – Subsecção 22 – Preparação cívica.
Pág. 159 – Subsecção 23 – Combate ao individualismo.
Pág. 160 – Subsecção 24 – Serviço social.
Pág. 160 – Subsecção 25 – Mentalidade social.
Pág. 160 – Subsecção 26 – Secções de camaradagem.
Pág. 161 – Subsecção 27 – Assistência médica preventiva.
Pág. 161 – Subsecção 28 – Solidariedade dos filiados.
Pág. 161 – Subsecção 29 – Lar social dos Centros-Extra-Escolares.


7.ª Parte – Preceitos do Bom Filiado:

Pág. 163 – Preceitos do Bom Filiado.

sábado, 28 de maio de 2011

Mocidade Portuguesa. Colaboração dos Leitores (1). Moçambique, Porto Amélia - 9.ª Região (Ala).

Versão: 1.0 – Data: 28-05-2011 



I – NOTAS DESCRITIVAS:

1 – A cidade de Porto Amélia (actual Pemba), com 12.000 habitantes, à época, era a capital do então distrito de Cabo Delgado (hoje província), e sede da 9.ª Região (Ala) da M.P. em Moçambique.

2 – A 9.ª Região tinha três núcleos de centros da Mocidade. Um em Porto Amélia, com a Escola Primária Masculina e a Escola Primária Feminina, em edifícios separados, a Escola Comercial Jerónimo Romero (2+3+2 anos), com 150 a 200 alunos, e o Colégio de São Paulo (7.º ano do liceu), com 100 a 150 alunos. Outro núcleo, em Montepuez, a 220 km a Oeste de Porto Amélia, na estrada que vai para Vila Cabral (agora Lichinga), aqui com uma Escola Primária (masculina e feminina) e uma escola ou colégio com ciclo preparatório ou primeiro ciclo dos liceus. E um terceiro núcleo, em Mocímboa da Praia, a 350 km ao Norte, junto à costa, com uma Escola Primária, para ambos os sexos.

3 – O pavilhão gimnodesportivo da Escola Comercial em Porto Amélia, estava dotado de boas instalações para a M.P.: a cantina, com cozinha, refeitório e bar, a sala de convívio e biblioteca, a secção de rádio, e a secção de fotografia.

Foto recente da Escola Comercial Jerónimo Romero. Da esquerda para a direita: 
a cantina, a papelaria, sala de convívio das raparigas, sala de convívio dos rapazes, 
e o gabinete do graduado comandante da 9.ª Região (Ala). O pátio em frente era 
reservado para as actividades gerais do Centro, designadamente os exercícios 
de formações e evoluções.




Foto recente do muro exterior da E. C. Jerónimo Romero

4 – Os locais de acampamento habitualmente utilizados pela 9.ª Região eram: em Porto Amélia, a zona do farol, na praia de Maringanha, ou o Forte de Jerónimo Romero, também ali próximo, E a Ilha do Ibo, 100 km ao norte de Porto Amélia, no arquipélago das Quirimbas.


Acampamento de um curso de chefes-de-quina, na Praia da Maringanha. 
Da esquerda para a direita: o professor de educação física António Sobrinho 
Reis Vaz, o Dr. Manuel Santos Talhante, director da escola e do centro,  e
os grandes impulsionadores da M.P. em Porto Amélia. Sentados e de 
costas, o chefe-de-quina (?) a olhar para o professor, e o 
chefe-de-quina Carlos Ribeiro, a olhar para o fotógrafo.




Foto recente do Farol da Maringanha


5 – Habitualmente demarcavam a zona à volta do Farol, com uma corda, para instalarem a tendas, o mastro das bandeiras e o espaço para a “Chama da Mocidade”. Quando optavam pelo forte, montavam as tendas em círculo, na praça central, com o mastro e o local da “Chama” ao meio.



Foto recente do Forte Jerónimo Romero


Vista aérea recente do Forte Jerónimo Romero


6 – Números das regiões da Divisão Provincial de Moçambique:


            Cabo Delgado, Porto Amélia (Pemba) – 9.ª Região

            Gaza, João Belo (Xai-Xai) – 2.ª Região

            Inhambane – 3.ª Região

            Lourenço Marques (Maputo) – 1.ª Região

            Manica e Sofala (Beira) – 4.ª Região   

            Moçambique (Nampula) – 7.ª Região

            Niassa, Vila Cabral (Lichinga) – 8.ª Região

            Zambézia, Quelimane – 6.ª Região

            Tete – 5.ª Região



7 – O  chefe-de-quina Raul Villas-Boas ajudando a limpar um cabrito durante o curso de arvorado-em-comandante-de-castelo, na Praia de Maringanha (Janeiro, 1968).


 
8 – Regresso da Ilha do Ibo, num navio da Armada (que já havia dado ‘boleia’ na ida), depois de um curso de chefes-de-quina, para mais ou menos 30 rapazes e 30 raparigas, em que estiveram presentes o professor de educação física Gastão Gil e o Padre Francisco Carmino. Neste curso, além da colaboração da Armada, foi importante o apoio logístico do Administrador de Concelho Carlos Bento, especialmente na disponibilização do edifício de uma escola primária para funcionarem as aulas.   


Da esquerda para a direita, o comandante-de-bandeira Raul Villas-Boas, 
a chefe-de-castelo Leonor Soeiro, chefe das raparigas, e o 
comandante-de-bandeira Nuno Americano, chefe dos rapazes.



Sentados, no chão do convés, o Bernardo Villas-Boas, 
primeiro à esquerda, e o C.B. Raul Villas-Boas, o último à direita.



Neste grupo podem ver-se, da esquerda para a direita:

Em pé, atrás, o Cabeto, à frente dele o irmão da Tertuliana, ao lado, 
o Jorge Melo, o Raul Villas-Boas, o Padre Carminho, um n/i, o Ferreira, 
o Liberato Dias, e mais um n/i.

Sentados: o Nuno Americano, o Francisco de Ávila, o Eusébio, o ANIFO 
Cassamo, o Tomé e o Zulficar.

Deitado, à frente, o João Gonçalves Lopes “Buda”.



Padre Francisco Carminho, assistente religioso da 9.ª Região.


9 – Viagem a Namuno, 60 km a sul de Montepuez, e a 255 km de Porto Amélia, para rapazes e raparigas, no final de Outubro de 1969, portanto, quase no final do ano lectivo. Aí, entre outros locais, visitaram uma Missão religiosa, em cuja capela, se encontrava um Cristo crucificado feito em pau-preto segundo a melhor arte Maconde.


A caminho de Namuno. Paragem para descansar um pouco.


Capela com o Cristo cruxificado em pau-preto.



II – PRIMEIRA COLABORAÇÃO:


O «Tronco-em-Flor» agradece vivamente ao Raul Villas-Boas, e apresenta-o como um exemplo, para outros ‘jovens’ de cabelos brancos, que tenham sido filiados da Mocidade Portuguesa em Moçambique.


Só com a colaboração de todos os que ali serviram, e também em Angola, Cabo Verde, Guiné, Índia Portuguesa, Macau, São Tomé e Príncipe e Timor, é que poderemos reconstruir a história desses tempos da nossa juventude.

Além do material que o Raul nos facultou para esta versão, temos ainda bastante mais material para desenvolver em duas ou três novas versões.


          C.B. Raul Villas-Boas





Foi o primeiro graduado comandante-de-bandeira que a 9ª Região, Porto Amélia, teve, e foi seu comandante durante dois anos.


Nasceu: 05-06-1953, Ilha do Ibo, Arquipélago das Quirimbas, Cabo Delgado, Moçambique, e estudou em Porto Amélia, na Escola Comercial Jerónimo Romero.


Idade em 05-06-1966: 13 anos.


Janeiro de 1967, com 13 anos: tirou o curso de chefes-de-quina, que teve o acampamento final na Praia de Maringuanha, a 16 /26 km (?) de Porto Amélia. O director do curso, foi o professor de educação física António Sobrinho Reis Vaz, e comandante do curso, o comandante-de-castelo António Lau King.


Idade em 05-06-1967: 14 anos.


Em Janeiro de 1968, com 14 anos: frequentou o curso de arvorado-em-comandante-de-castelo, que, tal como o curso de chefe-de-quina, funcionou na Praia de Maringanha, próximo de Porto Amélia.


Idade em 05-06-1968: 15 anos.


Idade em 05-06-1969: 16 anos


Em Janeiro de 1969, com 16 anos, frequentou o curso de comandante-de-castelo,  a  funcionar numa pousada da M.P., na Praia de Zalala, em Quelimane, e foi o 7.º classificado de entre os 30 a 35 alunos vindos de todas as regiões de Moçambique. De Porto Amélia foram frequentar o curso, quatro arvorados-em-comandante-de-castelo: ele, o Fernando Figueiredo, que ficou em 4.º lugar, o Nuno Americano e o Rogério Alves.


Idade em 05-06-1970: 17 anos


Em Janeiro de 1971, com 17 anos, foi enviado a Lourenço Marques (Maputo), para frequentar o curso de comandante-de-bandeira, juntamente com mais trinta a quarenta graduados comandante-de-castelo e comandante-de-grupo, que funcionou, durante os primeiros 15 dias, na Escola Comercial e Industrial Joaquim Araújo, e nos restantes 10 dias, em acampamento na Namaacha, período também designado por «semana de campo».


O comandante do curso foi o comandante-de-bandeira Carlos Silveira, mais tarde comandante-de-falange, de Lourenço Marques, e donde também eram a maior parte dos graduados-alunos.


Prestaram serviço no curso mais dois graduados comandante-de-bandeira: O Carlos Cabral, como segundo-comandante; e o Carlos Neves, como adjunto-do-comando. Por onde é que eles andarão. Alguém sabe?


Quanto a dirigentes: embora neste momento não seja possível mencionar o nome do director, podemos acrescentar, todavia, que Jesus Bento, era o inspector, Óscar Soeiro, chefe do grupo escolar, e Bica, Boto e Couto, assistentes.


05-06-1971: 18 anos


Situação actual: Aposentado e residente na Moita, Setúbal, Portugal.



FOTOS: Raul Villas-Boas